A longínqua voz perdida do sacerdote que pode ser ouvida hoje

Sabeis vós, ó Príncipe, que aqui, que vos se apresenta, é a última morada de Natsif-Amon, o Sacerdote. Culto que era, este Portador do Incenso descansa depois de uma vida inteira dedicada aos seus ancestrais como nobre e escriba, desempenhando funções importantes no reino. Hoje, Alteza, ele repousa aqui, que gerações futuras e incultas chamarão de “Karnak”. Sim, meu príncipe, eu tenho o dom de ver o futuro, assim como o passado dos antigos reinos que lhe antecederam. Vós, que sois um Ptolomaico, sabe da importância de resguardar a nossa História.

Escutai, ó Príncipe, as vozes que emanam daqui. As vozes surdas que murmuram nossas conquistas, nossas realizações, nossas proezas e riquezas jamais vistas. Escutai a voz de Natsif-Amon, o Sacerdote. A voz que que será ouvida daqui a séculos, levando a mensagem de nossa grandeza, ó Príncipe!

Continuar lendo “A longínqua voz perdida do sacerdote que pode ser ouvida hoje” →

Grandes Nomes da Ciência: Frances Glessner Lee

Os investigadores olham a cena. Algo está errado. Eles se detêm nos detalhes. Sim, algo está muito estranho. Sim, a vítima se matou, é o que tudo indica… mas tem algo errado! Por que alguém que cometeria suicídio teria feito um bolo pouco antes? Não, não faz sentido. Os investigadores chegaram à conclusão: assassinato. A perpetradora foi uma senhora, uma senhora de olhos doces e rechonchudinha como a Dona Benta. Uma senhora que cometeu vários assassinatos de todos os tipos, desde facadas até tiros, envenenamento, enforcamento e asfixia.

A tia era uma máquina de bolar as mais cruéis mortes, sendo mestra em disfarçar os assassinatos, dando trabalho para investigadores, brincando com o poder de dedução deles usando seus conjuntos de casas de bonecas. Sim, isso mesmo que você leu: casinhas de bonecas.

Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Frances Glessner Lee” →

Melhores artigos de 2019 parte 1

Finalmente, estamos iniciando os trabalhos de 2020. Não, péra. Não é bem assim. Estou de férias, tirando um tempo pra mim. Vocês sabem.Não, não sabem. Vocês têm vida mansa. Ok, ok. Como eu sou bom, justo e misericordioso, decidi que vocês não ficariam sem artigos. Assim, que tal lembrar daqueles artigos legais (na minha opinião, que é a que vale aqui. Faça você a sua lista) postados ao longo do ano? Como eu selecionei vários, separei em 3 partes. Espero que gostem.

Continuar lendo “Melhores artigos de 2019 parte 1” →

Pombos, mensagens, heróis e fotos

A mais cômoda forma de guerrear – se é que isso existe – é saber com antecedência o que seu adversário está fazendo e o que fará em seguida. Infelizmente, nem sempre o exército inimigo está a fim de cooperar, sem falar que eles insistem em não querer que você sabia o que eles estão aprontando, enquanto eles mesmos estão interessados no que você anda aprontando.

Aqui teremos várias histórias e são histórias sobre a História. Sobre pombos, farmacêuticos, balões, fotos, e gente pensando muito antes do seu tempo, quando fax ainda não fora inventado mas de certa forma fora inventado. Quando drones seriam algo bizarro, havia muitas alternativas

Continue lendo >>

Encontrado laboratório de Galeno

Cláudio Galeno era uma figura fantástica. Nascido em Pérgamo, na atual Turquia, em 129 EC, Galeno era médico, teórico, filósofo (do tipo de filosofia que presta, ouviu, Platão?), biólogo e neurocientista (sim, pois é. Dane-se você, Aristóteles e sua teoria que mulheres tem menos dentes que homens). Galeno atendia pobres, mas a grana mesmo estava no atendimento médico a gladiadores e imperadores. Cláudio Galeno fez grandes descobertas, e cometeu vários erros. Um dos motivos é que as leis vigentes proibiam exumar corpos humanos e disseca-los. Júpiter não gosta, lamento, mal aê, te vira que tu não é quadrado. Isso levou a Galeno achar que as mandíbulas humanas eram divididas em duas, como nos cães, e não são.

Até agora não se sabia ao certo onde era o laboratório e local de trabalho de Galeno, mas agora se sabe: embaixo da Basílica de Maxêncio em Roma.

Continuar lendo “Encontrado laboratório de Galeno” →

As Cores do Império Mugal

Império Mugal foi um Estado existente entre 1526 e 1857, que chegou a dominar quase todo o subcontinente indiano. A designação “mugal” parece ter sido apenas atribuída durante o século XIX e deriva de mongol, denotando a ascendência direta de Gengis Khan de seu fundador, Babur.

Sua arte é fina e fui muito apreciada por nomes com  Rembrandt, que se baseou nas cores e trabalhos dos artistas do referido império, cuja técnica ele reproduziu em seus próprios trabalhos. Mas, como eram as cores do império Mugal? Como era a sua arte, em detalhes?

Continuar lendo “As Cores do Império Mugal” →

Artistas, censuras, pênises cortados e puritanismo. Escondendo o que todo mundo já viu

Dizem que quem não estuda história corre o risco de repeti-la. O mundo segue eventos cíclicos em termos de comportamento geral. Um exemplo é a onda que intercala períodos de liberou geral com o que eu chamo de “recatismo”. Alguns chamariam de “conservadorismo”, mas eu leio isso e penso “o que estão conservando?”. É uma questão de semântica, prefira o termo que quiser, não é este o assunto.

De tempos em tempos, atitudes (principalmente as idiotas) acabam sempre se repetindo, e agora temos um vislumbre disso quando a UNESCO achou que nudez, apesar de bonita (às vezes) ofende a moral e os bons costumes e acabou por cobrir estátuas peladas.

Continuar lendo “Artistas, censuras, pênises cortados e puritanismo. Escondendo o que todo mundo já viu” →

A incrível família de pessoas azuis

Imagine que você é um médico e chama o próximo paciente. Ele chega trazendo a esposa, que não está passando bem, mas você não consegue tirar os olhos do marido. Motivo? Ele tem pele azul. Como isso aconteceu? Invasão alienígena? Papai Smurf safadeenho andou aprontando das suas? Não, nada disso, apenas um exemplo de como Evolução acontece, selecionando indivíduos, e fazendo-os sumir.

Genética prega sempre umas peças, não é mesmo?

Continuar lendo “A incrível família de pessoas azuis” →

Grandes Nomes da Ciência: Camille Schrier, a Miss Química

Saltos ecoam pausadamente no chão. O alvo traje bem ajeitado sobre o corpo delineia bem, mas não tanto para se divisar o que se tem dentro. Não é importante. Os cabelos lindos, macios e sedosos rebrilham nas luzes e a bancada está à sua frente. Luvas postas nas mãos. Óculos de segurança como manda a norma. Um leve batom, mas vaidade não é impedida no meio científico.

A cientista coloca os reagentes, executa a experiência. Ela logra o prêmio maior, o prêmio que buscava. Esta cientista ganhou o título Miss Virgínia.

Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Camille Schrier, a Miss Química” →

Monge budista psicopata tem ordem de prisão. Mas não por ser monge budista psicopata

Você aprendeu que muitas religiões saem na piorada entre si, mas budistas são bonzinhos, meigos e puros de coração. Até mesmo Arthur Clarke caiu nesta conversa mole dizendo em um de seus livros que eles faziam parte da religião que nunca entrou em conflito com ninguém. Nada mais longe da verdade. Hoje, temos brigas de monges (mentira, sempre tivemos. Mais ao longo do texto) e até monge budista que propaga terrorismo.

Sim, isso mesmo. Monge zen-vergonha que chegou a receber crítica internacional severa, foi capa da Time e recebeu sérias e rudes palavras da ONU via cartinha. Só que o negócio escalo tanto que o próprio Governo de Myammar mandou dar um basta.

Continuar lendo “Monge budista psicopata tem ordem de prisão. Mas não por ser monge budista psicopata” →