Manuscritos sobre Teologia de Isaac Newton estão disponíveis online

Isaac Newton dispensa apresentações. Além do fundador de uma nova era no estudo dos astros, o inglês temperamental se aventurou na matemática, mesmo que isso acabasse em brigas homéricas com Leibnitz, apesar deste ser ferrenho admirador de Newton, mas ninguém fica feliz em levar bola nas costas (ops). Hooke era outro que não guardava boas lembranças de Newton e Huygens teve incríveis e acaloradas discussões sobre a natureza da Luz. Newton dizia que ela era composta por partículas e Huyggens achava que Newton devia ser débil mental por não ver claramente que ela era composta de ondas (curiosamente, os dois estavam igualmente certos).

O que pouca gente sabe é que Newton era apaixonado por teologia, além de estudar astrologia e alquimia. Quanto à astrologia, ele percebeu logo o besteirol daquilo e se dirigiu para o estudo das substâncias e sobre textos religiosos antigos. Agora, podemos ter acesso aos seus estudos teológicos.

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A vida secreta de uma bolha de champanhe

Todo pedante que se preze se gaba de conhecer um bom vinho pela sua textura, sabor, coloração e aroma. Eu não tenho pretensões se ser enólogo, não quero saber de que diabos estão falando de textura e nem quero saber de qual fruta o vinho foi obtido. Qualquer coisa, eu peço pela recomendação do garçom, já que não se impressiona mulher pelo pedido do vinho e sim com carros. Nenhuma mulher resiste à minha Variant cor de abóbora!

O champanhe é uma das bebidas mais conhecidas e charmosas do mundo. Eu particularmente não gosto e não tenho necessidade de ficar com um copo dela na mão para me sentir "chique" (fuck the police!). enquanto algumas pessoas ficam metendo o pé na jaca, outras pensam no porquê da coisa. Alguns estudam até mesmo a física envolvida nas bolhas de champanhe.

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Das coisas que me incomoda

Eu não sou do tipo de usar blogs para reclamações pessoais. Cet.net basicamente existe para divulgação do Conhecimento (sim, "C" maiúsculo), seja sobre Ciência de uma maneira geral, Geografia, História, Tecnologia (tecnologia NÃO É só sobre computadores), Política etc. Mesmo os meus mais simples posts, como alguns vídeos legais que eu coloco aqui, vêm com um dedo de prosa ou uma breve explicação sobre algo. Nem que eu coloque o quão fascinante foi aquilo que vi. Procuro colocar artigos diários e em janeiro cheguei a colocar 4 artigos num único dia. Quantos sites de divulgação científica vocês veem fazer isso? E lembrando que eu estou postando sozinho ultimamente, pois os demais mantenedores têm sua vida. Nenhum de nós vive do Cet.net e o que arrecadamos com o Ad Sense praticamente é pra pagar os custos com o site.

Nada é tão maravilhoso que não tenha algo que incomode, que chateie ou que efetivamente irrite. O Cet.net não é exceção.

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Behold my country house, mortals!

O bom de viver no futuro de um antigo presente (ou presente do que foi futuro um dia) é poder ver coisas fantásticas. Claro que ainda há gente vivendo hoje num passado que há muito tempo já passou. Não é para eles o que tenho para mostrar. SENHORES! Contemplem 40 séculos de História que pouco se importa com sua ridícula existência e frugal tempo de vida. Eu vos dou… as Pirâmides!

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Menina de 10 anos “inventa” molécula e eu quero matar alguém

Pelo amor de Hades, gente, façam uma forcinha: NÃO ESCREVAM SOBRE O QUE NÃO SABEM!

Recebo um e-mail do nosso leitor Alexandre indicando um artigo onde uma menina de 10 anos "descobre" uma nova substância química. Lendo o festival de idiotice, só me resta um facepalm hipermegateexconjuroatômico. Afinal, estamos com mais um gênio da Ciência ou com mais um exemplo da estupidez alheia? Oh, bem, a resposta é bem deduzível, não é?

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Quantas diferenças existem entre um elefante e um rato? 24 milhões

Isso se formos contar uma diferença pra cada geração, pois este é o período estimado em que o ancestral comum a elefantes e ratos separou-se em dois mamíferos tão parecidinhos. Olhando a imagem ao lado, mal posso perceber quem é quem.

Pesquisadores estudaram as taxas de crescimento de 28 diferentes grupos de mamíferos e chegaram à conclusão que diminuir é mais fácil que crescer. Sim, eu sei oque você está pensando e pode sossegar aí. Isso aqui é um blog família (eu me esforço, pelo menos).

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Não ligue pro Ricardão atrás da cortina

Meme — ao contrário do que possam pensar — tem pouco a ver com aqueles desenhos feitos no Paint e de gosto, "história" e graça duvidosos. O termo criado por Richard Dawkins no livro "O Gene Egoísta", e de uma forma geral estabelece que partículas culturais passam de sociedade em sociedade, podendo ser desde ideias até valores éticos/morais, nem que seja uma frase de efeito que acaba participando de nossa cultura. Todo mundo sabe isso, principalmente o pessoal que mora no Canadá, como disse a Luiza.

Depois que o Dan Brown escreveu aquele livro dos Anjos e Demônios, todo mundo ficou com mania de Illuminatis e coisas do gênero. Maníacos por conspirações existem desde que o mundo é mundo, e aquela baboseira sobre ET, Área 51 Haaarp etc, regados com Shivas Zeitgeist no jantar, veem mensagens ocultas, símbolos satânicos e ações da maçonaria. Para deixar meu dia mais "feliz", ainda recebo um e-mail questionando tudo na base do "E se for verdade?" Tem horas que eu me sinto como se estivesse num documentário do History Channel, e isso não é um elogio…

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A termodinâmica e um problema no RSS

Alguns leitores me chamaram a atenção por uma coisa estranha que aconteceu no RSS. Como vocês sabem, vocês podem inscrever o Cet.net no leitor de RSS, de forma a ver na hora quando um artigo e postado e poder lê-lo de maneira rápida, com conteúdo integral, salvo quando são páginas, mas eu sempre deixo uma “chamada” para o artigo principal, de forma que vocês saibam quando conteúdo sob este formato aparece.

Pois bem, esta semana apareceu um fragmento de artigo sobre Termodinâmica que não apareceu no site. Na verdade, ele apareceu no site, mas eu o apaguei em seguida. Por quê? Simplesmente porque o imbecil aqui clicou no botão “publicar” ao invés de “salvar” do Windows Live Writer. Isso não significa, é claro, que não teremos este artigo, pelo contrário. Ele está em franca preparação, mas daí me surgiu um problema.

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Grandes Nomes da Ciência: Clever Hans

Os olhos castanhos acompanhavam o homem à sua frente. Pés duros estavam plantados no chão. Uma leve tremida nas costas de Hans passou desapercebida, assim como um gesto imperceptível do homem à sua frente. O homem faz uma pergunta a Hans e ele não titubeia: responde corretamente. As pessoas acham aquilo fantástico, mas também não sabiam que aquilo seria o início de uma pesquisa que demoraria muito tempo e ainda é levada nos dias de hoje. Hans não era bem um cientista, mas ele foi a base para se analisar como as pessoas podem dar respostas mediante requisições devidas. Em outras palavras, por causa de Hans, psicólogos estudaram como “dicas” e linguagem corporal poderiam influenciar na decisão das pessoas e como elas respondiam a determinadas ações, mesmo que inconscientemente. Hans não era médico, cientista ou psicólogo. Hans era apenas um cavalo, mas não um cavalo qualquer. Hans, o Esperto sabia contar… Ou pelo menos é isso que se supunha na época.

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Quando a Apple inventa algo melhor que livros

Eu sou um apaixonado por livros. Olho para a minha direita e vejo livros sobre a história de Roma, Química Orgânica, Mitologia Comparada, manuais de reagentes, os romances de Tom Clancy e Frederick Forsyth, dicionários, teologia do Novo Testamento, algumas apostilas (escritas por mim ou nem tanto), papéis avulsos e outras histórias. Às vezes, quando estou fora de casa, me pego numa questão que não tenho como responder na hora. Seja durante a aula, seja conversando com pessoas ou até mesmo respondendo a um comentário. Posso aprovar os comentários daqui quando estou no almoço, direto do celular. Sempre pensei em ter este acervo em ebook (que eu também possuo aos montes, a ponto de nem saber direito o que tenho no HD). A pesquisa online nem sempre me retorna o que eu quero, acabando por olhar nos meus livros.

Os livros estão ali, quietos, prontos para entrar em ação. Desde algumas obras bem velhas, do século XIX, até edições novinhas em folha (algumas ainda nem receberam a luz dos meus olhos). Eles estão ali, imutáveis e este é um dos grandes problemas dos livros: sua imexibilidade (salve, pai Magri de Ogum!). Eles são estáticos, parados, perfeitos na perfeição em que foram planejadas, mas muitas vezes isso é pouco, como num mundo de grandes mudanças que sempre precisa estar atualizado. Como se faz?

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