Julio Mercader é arqueólogo da Universidade de Calgary. Por sinal, ele é um dos poucos pesquisadores no mundo a estudar a cultura material dos parentes vivos mais próximos dos seres humanos: os grandes símios. O Dr. Mercader está reunindo os seus colegas para criar uma nova disciplina dedicada à história da utilização de ferramentas por todas as espécies de primatas espécies, a fim de compreender melhor a evolução humana.
Mercader é co-autor de um novo trabalho intitulado “Arqueologia Primata”, publicado recentemente na revista Nature. Mercader é um dos 18 co-autores que argumentam que as recentes descobertas de ferramentas utilizadas por uma grande variedade de primatas selvagens – bem como evidências arqueológicas de chimpanzés usando ferramentas de pedra de milhares de anos – está forçando os especialistas a repensar a tradicional linha divisória entre os seres humanos e outras espécies de primatas, assim como a crença que o emprego de ferramentas é domínio exclusivo do gênero Homo (em latim: homens, como humanidade; e não, não tem nada a ver com homossexuais diretamente). Continuar lendo “A chave da evolução humana repousa em ferramentas construídas por outros primatas”

O mundo da arte fatura milhões e milhões de dólares todos os anos. Isso, como devem imaginar, faz a mão de muita gente coçar, bolando meios de falsificar obras de arte, afim de venderem como se fossem autênticas. Como saber que uma escultura de Rodin, por exemplo é original? Quando os especialistas em arte não conseguem determinar com precisão a resposta, fica a pergunta: Quem poderá nos ajudar? O Chapolim? Não, a Química!
Uma grande pergunta, e até agora não respondida, no decorrer da evolução humana é quando os humanos modernos começaram a se expandir pelo mundo. O crescimento demográfico estava associado com a invenção de determinadas tecnologias em particular? Ou as inovações comportamentais por caçadores-coletores no último Pleistoceno, com o início da agricultura durante o Neolítico?
Se já não bastava a notícia em que o Império do Mal
A Agência Italiana dos Fármacos (AIFA) – numa medida que eu entendo como “mostrar o dedo médio pra ICAR” – autorizou na noite de quinta-feira (30/07) o uso da pílula abortiva no país. O Império do Mal (aka Igreja Católica) ficou possessa com a decisão, protestou, bateu o pézinho, colocou as mãos na cintura e caiu em prantos, dizendo que a AIFA era feia, boba e chata. Mesmo assim, os Jedis da Agência de Fármacos não deram a menor bola. Como última tentativa de comoção, a ICAR ameaçou os médicos que prescreverem a pílula de excomunhão, bem como as pacientes que tomarem o remédio. Sim, você já viu essa notícia antes
O cérebro humano pode adaptar-se às novas necessidades, mesmo na idade adulta. Neurocientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) já encontraram provas de que mudando com insuspeitada velocidade. As conclusões sugerem que o cérebro dispõe de uma rede de ligações silenciosas que fundamentam a sua, digamos, “plasticidade”.
Uma equipe de cientistas descobriu um fóssil de um roedor, cuja espécie está extinta. Os restos fósseis de um dente encontrados em Alborache, Valência, pertencem ao Eomyops noeliae, pertencente à família Eomyidae, e representa o mais antigo registro deste gênero no mundo. Obviamente, toscos ignorarão análises de DNA, bem como sua estrutura morfológica, dizendo que trata-se apenas de um dente. Ou que, de repente, pertencia à alguém da família de Noé.
Convenhamos: achar notícias e informações relevantes neste ambiente anárquico chamado Internet não é pra qualquer um. Às vezes, topamos com uma informação, dica, notícia ou algo que achamos que seja do interesse alheio, por acaso. Assim, muitas pessoas gostariam de compartilhar o achado com outras pessoas, de forma a diminuir a trabalheira, da mesma forma como gostaríamos de encontrar algo de nosso interesse, mas que não tivemos a sorte de encontrar.
A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na
Em um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e da Universidade Princeton mostra que formigas – sim, aquelas lindas formiguinhas que você adorava matar com uma lente, concentrando os raios do sol – podem realizar uma tarefa mais racional do que nós mesmos, apesar de termos este cabeção, polegares opositores e capazes de desenvolver tecnologia, nem que seja pra assistir Big Brother.