O menino que não gostava de inverno sempre pensou que esta era uma das piores estações do ano. Ele sempre o imaginou como sendo algo lúgubre, escuro… Os dias curtos e as longas e frias noites causam arrepios, não só pela baixa temperatura, mas pelo medo ancestral. Ainda assim, os fantasmas só existem em nossas mentes e quando o jovem visitou as montanhas Caskill, a noroeste da cidade de Nova York, ele viu algo nas árvores que seria a chave para o aumento da eficiência de células solares.
Categoria evolução
Cérebro feminino é mais propenso a se assustar com filmes de terror
Não há nada melhor que filmes de terror. Ainda mais quando você vê outra pessoa berrar de medo e quase subir pelas paredes de pânico, a ponto de passar a noite em claro. Isso, obviamente, se você não mora com essa pessoa, caso contrário você não dormiria também.
Mulheres são fortes, aguentam dores incríveis de todas as maneiras. Desde rituais de auto-mutilação, como fazer as sobrancelhas, até o parto (maldita ancestral faminta!), mulheres aguentam muito mais dores que homens; mas, em compensação, possuem a tendência de fugirem de seres demoníacos, como aquelas baratinhas que aparecem no ralo do banheiro para dar um "olá". Um estudo recente demonstrou que, em geral, mulheres se assustam mais do que homens quando assistem filmes de terror, porque nós, cabra-machos, somos mais menos propensos a antecipar as cenas assustadoras.
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Como o cérebro guarda informações por curto espaço de tempo
Lembre-se disso: O livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, de Isaac Newton, foi publicado em 1687.
Lidamos com informações o dia todo. Desde saber quanto gastamos no supermercado até o nome daquele cliente chato que você precisa aturar para não ter que aturar uma fila de desempregados. Somos apresentados a pessoas que não veremos nunca mais na vida da mesma forma como pegamos o telefone e e-mail de alguma garota (os quais não anotamos na hora para tirarmos onda que ela é inesquecível, para depois corrermos para anotar em qualquer lugar). Temos uma memória de longo prazo, que em teoria deveria nos ajudar como lembrar a data do casamento e quando o chefe faz aniversário, e uma de curto prazo,para coisas rápidas e rotineiras, que são usadas por um determinado momento e depois serem esquecidas num canto desgovernado do cérebro. Agora, cientistas estudam como se formam as memórias de curto prazo e como elas são armazenadas na nossa gambiarra evolutiva chamada "cérebro".
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Afinal, qual é a população da Terra?
Eu sempre que posso ofereço aos meus leitores uma possibilidade de ler o artigo de duas formas: a rápida e a acurada. Se você é daqueles preguiçosos ocupados demais para ler artigos com mais de 3 linhas, eu respondo logo de início: Cerca de 8,7 milhões. Isso deve bastar para sanar alguma curiosidade momentânea (até que o ícone do MSN comece a piscar e você corra pra lá pra saber qual é nova modinha. Agora, se você estranhou o número e levantou a mão para comentar desesperadamente que só no Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, pare e preste atenção, pois eu estou falando de espécies viventes, não de número de indivíduos.
Quando e como o oxigênio apareceu
Uma das maravilhas químicas que aconteceram na Terra, ao meu ver, foi quando o oxigênio passou a existir na atmosfera. Até então, apenas bactérias anaeróbias, fungos e alguns toscos que caem de paraquedas aqui poderiam “respirar”. Quando eu falo de “respirar” não quero dizer estufar o peito e encher os pulmões de ar, já que há cerca de 3 bilhões de anos ninguém tinha pulmão, nem mesmo sapos tinham e por motivos óbvios. Aos poucos, isso foi mudando, até chegarmos na maravilhosa mistura de oxigênio e nitrogênio que temos hoje; entretanto, novas pesquisas indicam que o aparecimento do oxigênio pode ter acontecido antes do que se imagina. Saberemos mais sobre isso com o Livro dos Porquês.
A ciência da confiança
Você está no ar. O homem a pegou, rodopiou e a jogou pra cima. A gravidade para por poucos décimos de segundo, e você está livre no ar, como os pássaros. As forças gravitacionais param de agir por instantes, porque as forças que a impulsionaram para cima compensaram. Você está livre! O homem embaixo ri e você se delicia, olhando para o mundo do alto; e ainda que esteja prestes a despencar de volta, podendo cair no chão e virar um amontoado de ossinhos quebrados, não teme mal algum, pois nenhum pai deixaria sua filha cair no chão e a criança tem plena confiança naquele adulto risonho.
O mundo é maravilhoso pela óptica de uma criança. Somos levados a crer que o mundo não é o que é, e isso garante que sobrevivamos, pois eu teria vontade de entrar no ventre de minha mãe de novo! O que nos faz levar a vida adiante é a confiança nos maníacos que chamamos de família e amigos (nossos maníacos são melhores que os outros). Mas de onde vem este sentimento de confiar nos outros?
Corais são ameaçados por bactérias de fezes humanas
Pois, é. Mais uma daquelas notícias em que uma interjeição da linha "que merda!" é mais do que acertada. Você pode sequer desconfiar, mas o ato de fazer o "número 2" pode ser um ato assassino, onde os defensores dos animais – os éticos vegans – gritam (O Horror! O Horror!) até que são silenciados subitamente. E tudo isso por causa de uma coisa que não existe: a Evolução por Seleção Natural, onde micro-organismos que estavam felizes e plenamente adaptados ao seu habitat preferido (no saco, o seu cocô), acabam adquirindo a capacidade de viver em outro ambiente. E nem sempre isso é legal com os moradores antigos.
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O lado sombrio de seus olhos
Já cansei de dizer o quanto o projeto "inteligente" nos deu ferramentas tão vagabundas quanto nossos olhos e cérebros. Vemos o que queremos, ouvimos o que queremos e até sentimos frio e calor ao mesmo tempo, enquanto a porqueira de nossa massa cinzenta acha que está tudo nos conformes. Nossos olhos são os mais enganados, pois o ambiente nunca está estático, está sempre mudando e as informações que chegam na gambiarra evolutiva chamada "cérebro" estão tão fragmentadas que nem sempre se tem um quadro do que efetivamente está acontecendo. Resultado, o tosco do cérebro não dá o braço a torcer (ainda bem, pois as pessoas andariam na rua em poses estranhas) e acaba inventando a informação. Se antes era o problema de que lado a bailarina estava dançando, agora temos um outro a resolver: como distinguir o claro do escuro?
Fóssil de mamãe plesiossauro encontrado com fóssil do feto junto
Os plesiossauros são animais fantásticos. Ou eram, já que estão todos extintos. Por algum tempo ele foi confundido com um lagarto, pois William Conybeare disse que ele (o plesiossauro, e não Conybeare) tinha mais aparência de réptil do que algo similar ao ictiossauro, outro réptil descoberto um tanto antes (não, o ictiossauro não é um peixe com megalomania). Assim, para o "genial" Conybeare, o ictiossauro não era réptil de verdade e o plesiossauro estava mais próximo dos lagartos. Ele não era muito espero (Conybeare, e não o plesiossauro). Mais uma coisa: plesiossauros não eram dinossauros.
Já se encontrou outros fósseis de plesiossauro por aí, mas o que alguns pesquisadores acharam é uma espécie de Kinder Ovo Pré-histórico: uma plesiossaura grávida, com o fóssil do feto juntinho. Família que se fossiliza unida, permanece fossilizada.
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O “DNA” veio do espaço
Pronto, agora um bando de toscos já acham que somos alienígenas e teremos reedições de besteiras como "Eram os Deuses Astronautas?", do Daniken. A mídia adora um sensacionalismo, já que conseguem ver nada de muito sensacional nas notícias. Com isso, quando os pesquisadores do Goddard Space Flight Center, na NASA, publicaram uma pesquisa onde afirmam terem encontrado vestígios de moléculas que servem de base para o DNA em alguns meteoritos, a conclusão da mídia é que a vida se originou no espaço e, portanto, somos todos aliens, sem a graça de chegar perto da Sigourney Weaver. Mas o que foi encontrado mesmo?
