“Convergência” é o nome que se dá ao processo evolutivo em que duas espécies distintas – até mesmo de classes diferentes – acabam convergindo para alguma característica semelhante. Um perfeito exemplo são os golfinhos (mamíferos) e tubarões (peixes), que possuem morfologia externa semelhante, ainda mais que ambos vivem no mar, e qualquer diferencial que propicie uma vantagem hidrodinâmica garante o almoço ou escapar de ser o almoço. Por convergência, eles acabaram com um formato bem parecido.
Agora, uma recente pesquisa mostra um outro exemplo de convergência que ocorreu, com um réptil mais velho que a sua sogra e mais velho que dinossauros, sendo que estes últimos apresentaram características bem semelhantes. Parentes?
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Os céus plúmbeos do Rio de Janeiro anunciam a fatalidade fatalista fatal. Os céus amigos da Cidade Maravilhosa, fechados para pouso e decolagem no Santos Dumont mostram que teremos coisa boa vinda por aí. Ou não! é sempre uma satisfação, ainda que masoquista, compartilhar o melhor do que alguns dos nossos mais inteligentes comentaristas têm a contribuir.
Equilíbrio natural é uma coisa delicada. Plantas, por mais que pareçam resistentes, são sujeitas a ações de intempéries, como secas prolongadas ou chuvaradas torrenciais. Aqui mesmo no Brasil, no semi-árido nordestino, plantas não sobrevivem muito por causa da imensa estiagem. Plantio, nessas condições, fica extremamente difícil, quando falta de água e excesso de Sol manda as genovevas pro céu das plantas.
Vamos direto ao ponto, pois detesto dourar pílulas: Seu cérebro é uma bosta e seus olhos, uma merda. Você pensa que eles são ótimos, mas isso é só porque você só tem eles. Se tivessem coisa melhor, trocariam na mesma hora. Alguns alegam que esses órgão são a prova definitiva de um projetista inteligente. Bem, se isso é o melhor que ele pode fazer, não estou minimamente impressionado.
Megafauna é o nome dado aos grandes animais, normalmente mamíferos, que existiram bem depois dos dinossauros. Na verdade, a maioria dos dinossauros nem era gigante, só alguns. O terrível velociraptor era pouco maior que uma galinha gigante. Muitas espécies dessa megafauna se perderam para nunca mais voltar, mas sempre temos seus parentes mais próximos, normalmente, herbívoros, e é por isso que são chamados “megaherbívoros”. Esses animais nos contam muitas histórias, não só sobre si mesmos, como sobre plantas das quais se alimentavam e como isso afetou parte do clima das regiões onde moraram.
Estamos no ano de 2050. Bactérias matam a cada 3 segundos. Os antibióticos pouco conseguem fazer, já que, em contrapartida, novas cepas aparecem, e já nascem resistentes a eles. a Ciência luta bravamente, mas parece que estamos perdendo a guerra. Era uma briga tão selvagem que o Reino Unido tinha um órgão que respondia diretamente ao Primeiro-Ministro e era responsável por estudar resistência microbiana, o Review on Antimicrobial Resistance. Seus relatórios alertavam sobre o uso disseminado e irresponsável de antibióticos. Pensávamos que eles eram nossos amigos, mas não. Até mesmo desinfetantes eram inimigos silenciosos.
Bactérias são um sucesso evolutivo. Demandam poucos recursos, alta taxa de reprodução e mutação e são capazes de resistir às provas determinadas por Darwin. Se uma cai, sempre sobra uma mais forte, que se multiplicará rapidamente, formando novas colônias e prontas para lhe ajudar ou ferrar seu dia de vez.
Genes são uma maravilha. Por isso temos zilhões deles. O problema é que esses safadeeenhos insistem em carregar coisas malvadinhas com eles, como doenças hereditárias, câncer e trechos do DNA do vizinho do 804. E não, não são poucos. Estima-se que metade de nossos genes irão fazer alguma coisa de muito ruim conosco, bastando serem expressados uma hora dessas. Podem ficar inertes a vida toda, ou pode ~ PLOFF ~ lhe dar uma surpresa bem desagradável. Uma espécie de Kinder Ovo from Hell.
Cães nos acompanham muito antes de nós sermos o que somos e eles serem o que são. Quando o primeiro canídeo escolheu um hominídeo para ser companheiro (sim, ELES nos escolheram, e não nós). Durante esse caminhar, eles foram evoluindo e nós também. Eles melhoraram, nós nem tanto, o que não quer dizer muito, já que Evolução nunca significou melhoria.
O bom de sermos um projeto divinamente planejado é a inexistência de doenças, principalmente as que são causadas por algum surto celular, em que células acabam se dividindo de maneira totalmente zoadas. Infelizmente, o mundo real não funciona assim. Essas mutações existem, câncer existe e se bobear você ainda contrai furúnculo na bunda.