Brasil dá calote na conta de luz e supercomputador é desligado

É injusto dizer que o Brasil tem muitos problemas. Não tem! O único problema do Brasil é ser o Brasil. Aqui, tudo é empurrado com a barriga, de preferência ladeira abaixo, ou pelo poço adentro, tentando encontrar o fundo. Bem, o Brasil já passou pela Samara chegou no fundo do poço, e tá cavando com a dívida da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro.

Nosso querido supercomputador (sim, temos um. Incrível, não?) Santos Dumont (encurtado para SDumont), foi desligado porque, UAU!, Brasil é tão tosco que não pagou a conta de luz. Maico Jáquison, o técnico da Light veio e meteu o alicatão, cortando a luz do Laboratório Nacional de Computação Científica (sim, temos isso também, mas você não sabe, porque o Brasil odeia Ciência).

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UE quer todos os artigos científicos com acesso aberto até 2020. Chora Elsevier!

Eu já falei sobre isso duas vezes, e não me repetirei. Cheque os artigos O paywall de artigos científicos deveria acabar  e A guerra contra o paywall dos artigos científicos continua. Lá eu deixo claro sobre a celeuma da abertura dos artigos científicos, nem que seja por vias um tanto questionáveis como o SciHub.

Afinal, a quem pertence o Conhecimento? A quem pertence os terabytes de dados produzidos, os terabytes de informações publicadas, compartilhadas, divulgadas e… presas a um sistema em que você tem que pagar para ler uma pesquisa, sendo que este dinheiro não vai para o pesquisador? Bem, a União Europeia bateu o martelo e disse que até 2020, todas as pesquisas feitas em instituições de lá terão que ser de acesso aberto.

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Europa caminhando para geração de eletricidade por meios renováveis

A cada dia, nós temos mais e mais fome de energia elétrica. Nossas cidades crescem, a população depende cada vez mais de smartphones, GPS, tablets, notebooks, PC do tipo desktop etc. Temos televisões, geladeiras, freezers, micro-ondas, lâmpadas, chuveiros e até o seu fogão convencional tem um plugzinho para ser ligado na tomada para que o acendedor automático funcione. Tudo isso alimentado por eletricidade (curiosamente, antigamente os acendimentos automáticos dos fornos eram por meio de cristais piezelétricos, sem precisam ligar na tomada. Nossos avós eram mais espertos). Quando carros elétricos se tornarem populares, este consumo será maior. Quem vai gerar tudo isso?

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Políticos, desejos e o desprezo pela Realidade

Tia Dilma e seus péssimos discursos foram afastados enquanto julga-se o Impeachment, num movimento de golpe pelo qual a Presidência foi destituída, esquecendo-se que poderia ter convocado as Forças Armadas para defender o país de um Golpe de Estado, que foi assim nomeado pela imprensa internacional, se você considerar apenas o Huffington Post. O maravilhoso golpe seguindo os ditamos da Constituição e determinado por representantes escolhidos pelo povo. Claro, eu não nasci ontem e sei o que tem em jogo ali é poder, mas as pessoas são muito afoitas em ver as coisas e não analisá-las.

Tio Temer, agora sentado no Trono de Ferro, já fez a sua equipe ministerial. De novo, começaram os problemas e o pessoal reclamando.

Mas do que é que estão reclamando?

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Altos índices de amoníaco jogado no ambiente afeta ciclo do nitrogênio

Alimentar milhões e milhões de pessoas não é fácil. Claro, vocês pensam que é um caso simplesmente de plantar mais umas alface, umas couve, uns tomatinhos na faixa. É compreensível, ainda mais vindo de gente que mora em apartamentinho e nunca plantou um feijãozinho no algodão molhado. Agricultura é bem mais complicado que isso, ainda mais levando em conta que qualquer atividade humana gera impacto ambiental.

Agricultura em larga escala não é brincadeira de criança e estamos falando não só de defensivos agrícolas, mas de adubos, também, pois caso você não tenha entendido: suas perdas terão que ser mínimas, ou o tomate chegará a ser mais caro que os insanos preços que vemos hoje em dia. E essa adubação cobra um preço caro, pois não existe agricultura grátis.

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Sobre Energias Alternativas

Nosso mundo tem sede de energia. A população crescente demanda mais e mais energia, nem que seja para iluminar nossas casas ou carregar nossos celulares. Com o advento de mais e mais dispositivos, mais é necessário carregadores e mais ainda de fontes que gerem energia elétrica para que possamos carregar as baterias de todos esses trecos.

Como gerar tamanha quantidade de energia? Com combustíveis fósseis é impraticável. Isso aliado ao conceito que toda geração de energia acarreta impactos ambientais e sociológicos. Será que podemos resolver isso com novos métodos de geração de energia, de forma que diminuamos o impacto ambiental? É o que veremos no vídeo de hoje

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Como selecionar o próximo Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação?

Está dando celeuma a escolha do o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal. O principal argumento é que… bem, é Universal, né? Não pode vir boa coisa. Eu acho que devemos ficar com um pé atrás (nas costas dele), o que é válido para vários outros. O problema é: quem vamos escolher. Assim, como quem não quer nada, eu pensei “Botões, ó, botões! Como escolheríamos o próximo ministro do MCTI?”. E meus botões me responderam e isso fez sentido. (se você fala com seus botões, você é um pensador. Se seus botões lhe respondem, procure um psiquiatra).

É muito simples! Basta fazer como no caso do presidente do Banco Central: uma sabatina. Mas o que perguntaríamos?

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Temer escolhe bispo da IURD como ministro de Ciência e Tecnologia. Não entendi o stress

Ontem o clamor de fogo e ranger de dentes veio como uma horda avassaladora nos corações humanos ao ser divulgado que o ministro de Ciência & Tecnologia mais cotado a ser nomeado pelo Michel Temer, o próximo tirano que governará o país até que a população escolha o tirano sucessor, é o presidente nacional do PRB Marcos Pereira, que além disso é bispo licenciado da Igreja Universal.

As pessoas, fingindo gostar de ciência, acharam um absurdo, mas é só porque é da IURD e não porque é algo relacionado com Ciência. Na verdade, as pessoas reclamaram sem o menor sentido, como é fácil de entender mediante fatos simples.

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Deputados, impeachment, golpes e população idiota

Ontem (17/04) foi o melhor dos nossos dias, o pior de nossos dias e… Nah, que nada, foi mais um dia como outro qualquer na Câmara dos Deputados. Um festival de insânia, uma ópera-bufa que não é sem precedentes, pois aquilo acontece diariamente, só que somos alienados e não prestamos atenção. Foram xingamentos, gritos de louvor, loas a torturadores e um festival de assassinatos da Língua Portuguesa.

Afinal, o que aprendemos com a votação para decidir se Impeachment será julgado ou não ontem?

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Em defesa das ciências humanas

Olá amiguinhos e amiguinhas!

Acho que já comentei aqui antes que sou uma pessoa muito curiosa e sempre me interessei por ciência. Poucos sabem, mas quando eu tinha entre 9 e 14 anos eu queria estudar química quando crescesse (é sério, gente, juro). Eu passei boa parte da minha infância e adolescência lendo enciclopédias e livros didáticos de ciência.

Aí vocês devem estar pensando “mas o que aconteceu que ao invés de química ou biologia ou física ou medicina você acabou indo pra psicologia, depois letras e acabou na linguística? Bateu a cabeça?”. Então, foi quase isso mesmo. Acabou que eu era uma adolescente chata (desculpem a redundância) e com disciplina zero (tenho problemas com isso até hoje, mas a gente vai melhorando com o tempo). Eu tinha preguiça de ficar horas e horas fazendo exercícios de matemática, e me irritava com erros bobos que destroem com a bagaça toda, e cismei que não tinha vocação pra matemática. (outra coisa que aconteceu foi que com 15 anos eu mudei de escola, o currículo era bem diferente, e eu acabei ficando sem base pra entender coisas como logaritmo ou potenciação. Mas enfim, boa parte da culpa é preguiça mesmo.)

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