No Afeganistão, quem dança acaba perdendo a cabeça

Não há nada mais contraditório que o termo "talibã", que em pachto significa "estudante". Não que o termo tenha qualquer relação com pessoas que realmente estudem algo diferente do que os mulás mandam, mas que soa esquisito, soa. Esta corjazinha ignara é contra tudo, só faltando ser contra o ato de ser contra algo, mas eles gostam de ser a favor de serem do contra. Conseguiram entender? Beleza, eu também não.

O Afeganistão não é bem um país, na mesma medida que o Morro da Providência e o Capão Redondo não são o sonho de bairro que alguém queira morar (se bem que há gosto pra tudo). Aquela pocilga de lugar consegue ser mais atrasado que o Brasil (dizem que a telefonia consegue ser pior que a daqui) e deu origem àquele bando de psicopatas de turbante. A novidade desta semana? Pouca coisa: eles resolveram que festa é coisa de Shaitan e só porque tinha um pessoal dançando, eles decaptaram todos.

Continuar lendo “No Afeganistão, quem dança acaba perdendo a cabeça” →

Einstein, ilusões e o QI

QI, no caso, não é a abreviatura de Quociente de Inteligência. QI é a abreviação do programa Quite Interesting, veiculado pela BBC Two (mas que já foi ao ar pela BBC One, BBC Four e se der sopa, sai na BBC Marcha Ré. O programa trata-se basicamente de um Game Show, o tipo de coisa que normalmente é chata, mas os convidados normalmente são humoristas, no total de 4, sendo um deles Alan Davies. Os temas são coisas… bem, são interessantes e os comentários mais engraçados ainda. E o que Einstein tem a ver com isso?

Continuar lendo “Einstein, ilusões e o QI” →

Seu filho tem um QI de corvo?

Não, não estou xingando seu filho. A pergunta acima é baseada no mais puro espírito científico. Corvos, longe de sua má fama como companheiros de bruxos e serem espiões de Sarumã, o Branco, são espertos e sabem resolver problemas. Num estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, comparando a capacidade de resolver problemas de corvos e crianças, vemos que há pouca diferença no modo de pensar de ambos. E isso com o auxílio de um fabulista do século VI antes da Era Comum.

Continuar lendo “Seu filho tem um QI de corvo?” →

As ferramentas da Idade da Pedra que fizeram o mundo de hoje

Nem sempre fomos todos idiotas. Nós tínhamos mais habilidades, o conhecimento global era facilmente compreendido por todos e tudo o que podemos entender por Ciência e Tecnologia da época era de fácil assimilação por toda a população. Isso até merece um "U-AU!", mas isso só dura até quando sabemos que a população humana era medida em ordens de milhar e não em bilhões de pessoas.

Há muitos anos, o saber era pouco, assim como poucos eram os seres humanos. É fácil que todos dominassem todo o conhecimento corrente, já que havia pouco, muito pouco, o que se saber. Mas o que se sabia naquela época ajudou a mudar a pré-história, pois iria se tornar História. E quando examinamos ferramentas neolíticas, curiosamente, vemos que algo no passado volta para nos ensinar mais sobre nós mesmos e nossos próprios processos de manufatura.

Continuar lendo “As ferramentas da Idade da Pedra que fizeram o mundo de hoje” →

Mais perto das carnes sintéticas. Problema da fome resolvido?

O problema com o mundo é… nenhum. Nenhunzinho sequer; ou, segundo as sábias palavras do profeta George Carlin, o planeta vai muito bem, obrigado. As pessoas é que estão ferradas. Caminhando pro próximo bilhão de habitantes, arrumar comida para esse pessoal todo é um desafio. E não é só isso! Temos o problema de transporte, já que o artista pode ir até onde o público está, mas comida não tem essa autonomia.

O desafio hoje é ter comida próximo ao local onde será consumida e daqui a alguns anos sairá muito caro produzir este alimento. Carnes, principalmente. Sendo assim, a saída é estudar algum método que se obtenha carne por métodos sintéticos.

Continuar lendo “Mais perto das carnes sintéticas. Problema da fome resolvido?” →

Escolas municipais do Rio terão aula de religião, mas vivemos num Estado Laico

Uma das piores formas de exigir certo comportamento de alguém é quando você não segue o modelo, na base do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". É difícil esperar que um filho aja de forma responsável quando seus pais estão com uma vida desregrada. Da mesma forma, é fácil querer um comportamento exemplar de um cidadão respeitador de leis, quando o próprio Estado não só não respeita como estupra suas próprias leis.

Algumas das escolas municipais do Rio de Janeiro terão aula de religião, já todas as religiões são iguais, mas algumas são mais iguais que outras. Só que isso não começou agora.

Continuar lendo “Escolas municipais do Rio terão aula de religião, mas vivemos num Estado Laico” →

Criacionistas usam monstro do lago Ness como argumento contra Evolução

Nada é mais bizarro que criaBURRIcionista tosco. Se já não bastavam argumentos idiotas para tentar "provar" que a Evolução é mito., uma escola gerida por idiotas fundamentalistas (desculpem o pleonasmo) estão ensinando que a Evolução não existe porque o monstro do Lago Ness é tão real quanto Jesus.

Sim, o mundo e mais estranho do que você pensava.

Continuar lendo “Criacionistas usam monstro do lago Ness como argumento contra Evolução” →

Família devota encontra imagem de Jesus em parede suja

Um dos principais axiomas que existe é o que explica em como as pessoas podem ter certas atitudes. É a Lâmina de Hanlon, que muitos atribuem ter origem no escritor Robert Heinlein, em cujo conto Logic of Empire, de 1941 é dito “Você assumiu como vilania o que é simplesmente resultado de estupidez”. Ou, mais simplesmente, “nunca atribua à malícia o que pode ser explicado pela estupidez”.

Todas as sandices do Universo, entretanto, não explicam caso que ocorreu em Splendora, uma cidadezinha no estado norte-americano do Texas, onde o dr. Sheldon Cooper pensou em ir ensinar Evolução. Lá, uma família descobriu uma imagem sacra de nóssinhô Jesus na parede, em meio a sujeira. GLÓRIA ALELUIA!

Continuar lendo “Família devota encontra imagem de Jesus em parede suja” →

FBI libera dossiê sobre Richard Feynman

Mais que um grande físico, cientista e laureado com prêmio Nobel, Richard Feynman tornou-se uma lenda. Se ele tivesse escolhido ser químico, teria alcançado a perfeição absoluta que só os grandes possuímos. Infelizmente, o modo jocoso lhe trouxe alguns probleminhas, onde o próprio Niels Bohr só faltou colocar um chapéu colorido e perguntar-lhe se Feynman não ia com a cara dele. Outro que muito provavelmente não via Feynman com bons olhos era J. Edgar Hoover, mas isso não era novidade, já que ele não ia com a cara de ninguém, a não ser Walt Disney, que era muito legal com as crianças, mas dedurou tudo que foi artista de Hollywood.

O tempo passa e a Lusitânia roda, e se você sabe o que é isso, parabéns, é velho! Hoje, tanto Disney, quanto Feynman, Bohr, Heisenberg, Hoover etc estão mortos. Só que por causa do Freedom Information Act (FOIA), muitos arquivos estão sendo reabertos, depois de uma tonelada de poeira, e o nome de Richard Feynman está entre os vários documentos que estão chegando ao alcance de todos.

Continuar lendo “FBI libera dossiê sobre Richard Feynman” →

“Einstein ‘tava certo, nós estávamos errados. Mal aê!”

Para finalizar o caso dos neutrinos ligeirinhos, temos a pá de cal no sepulto das medições efetuadas pelo Opera. Se você não faz a menor ideia do que estou falando e ainda acha que Plutão é planeta, sugiro acompanhar os artigos que escrevi aqui, aqui e aqui. Eu aguardo.

Leu? Ótimo! Eu, sempre que posso, continuo acompanhando o desenrolar de assuntos controversos, ainda mais quando se pretende mudar paradigmas fundamentais e teorias científicas já muito comprovadas. Não significa, entretanto, que elas não irão mudar, pois nada na Ciência é eterna, ou ainda estaríamos tentando fabricar ratos com camisas velhas. Só que não é minha culpa se tenta-se refutar algo através de premissas erradas. E, com isso, o que vemos são verdadeiros micos pagos em várias vezes por diversos sites, e com juros! O caso dos neutrinos supraluminosos não foi uma exceção.

Continuar lendo ““Einstein ‘tava certo, nós estávamos errados. Mal aê!”” →