Eu tinha um dicionário que em muitas páginas vinha pensamentos e reflexões. Uma delas era "Nada mais idiota que agir idiotamente". Eu sempre achei esta frase idiota, mas creio que o cara que escreveu era, ou um visionário ou viajante do tempo. Eduard Jenner, no século XVIII, percebeu que mulheres responsáveis em ordenhar vacas com varíola bovina eram mais imunes à versão humana do que as mulheres que não tinham contato com esses animais. Daí veio o termo "vacina". Algumas pessoas não muito inteligentes achavam que isso servia para todo tipo de doença e colocavam seus filhos pertos de adultos doentes para serem imunes às doenças. O resultado foi que várias dessas crianças morreram.
´Como quem não estuda História corre o risco de repeti-la, aqui vamos nós para uma nova "febre" (eu tentei não escrever isso. Sério!!): fazer "festinha do sarampo", em que crianças sãs ficam expostas a crianças doentes, para que as primeiras desenvolvam imunidade. O que pode dar errado?
O que pode dar errado é a ignorância. E combatemos a ignorância com o Livro dos Porquês, capítulo Infectologia, seção Sarampo.
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Eu me amarro no Ken Ham. Se existe algum forte argumento para achar que Criacionismo é algo pouco pior que uma ópera-bufa, esse argumento é olhar pro Ken Ham e prestar atenção no monte de insanidades que ele profere. Quando Bill Nye foi debater com ele, largou o idiota pra lá e ficou dando uma sólida aula de Ciência, ele foi criticado. Mas Ken Ham não é um pombo enxadrista ou uma tartaruga costurando. É uma baleia morta na porta da sua casa já em decomposição. Você não sabe o que fazer com ele, ninguém vai te ajudar e o lance é dar a volta e ir pra outro canto.
E depois de voltar do Campus Party, estamos com a nossa programação normal. Eu estava em dúvida sobre o Disqus como sistema de comentários, mas ele me deu um brinde: gente imbecil que agora acha que pode comentar direto. Péééééé, errado. Ainda passa por moderação, e o pente fino cata todos os piolhentos que resolvem despejar seu amor religioso em minhas queridas postagens.
O tosco mundo de Hades não para um minuto. Eu até entendo quando você pede um ente querido, mesmo quando este ente tem 4 patas, late, suja o seu quintal, sem ser o seu cunhado.No caso, a ente querida era uma cachorra (cachorra, cachorra; e não cachorra, a distinta senhorita do apartamento em frente). O problema é que a execução foi mal feita e a casa acabou pegando fogo.
Imagino que vocês, engraçadinhos, emendarão logo: 42. Uma pena, mas não achamos aqui que Douglas Adams seja escritor que preste. De qualquer forma, qual é o sentido da vida? É pra ter sentido? Bem, é uma pergunta simples, mas as perguntas mais simples são as mais complicadas. A verdade é que não gostamos de perguntas complicadas, e nunca fazemos este tipo de indagação. Ou, se fazemos, esperamos respostas metafísicas, filosóficas. Diferentes de nós são as crianças. Elas perguntam por curiosidade, para querer saber.
Em janeiro de 2014, eu institucionalizei o pires estendido, solicitando contribuições, doações, sacrifício de primogênitos e baldes de água em noite de lua cheia. Como é muito difícil dispor de primogênitos e água, o pessoal preferiu ajudar este que vos escreve com alguns caraminguás. Sendo assim, nada mais justo que eu preste contas do quanto foi doado e dizer onde enfiei o dinheiro. Quantos blogs dizem quanto faturam por aí? Bem, Eu sou eu. Que se dane os outros.
Sejamos honestos: a Bíblia é uma obra monumental. Eu não preciso levar tudo aquilo ao pé da letra para reconhecer o impacto em termos de criação cultural humana. Assim como os grandes livros como os Upanishads, Bagavad-Gita, o Gilgamesh etc, a Bíblia… na verdade, os livros que a compõem, formam um registro do pensamento do Homem do Oriente Médio no século 6 AEC até o século 1 EC. Mas há um certo detalhe que poucos viram. O Velho Testamento é muito mais imperioso, colossal, fantástico, incrível, estupendo e magnífico. O Novo Testamento? Nah. Nada lá nessas coisas.