Muito dificilmente você se lembrará – ou mesmo terá conhecimento – deste nome. Não só pela difícil pronúncia, como pelo fato dele ter nascido nos cafundós do Judas lá no meio da África, num lugar desolado, pobre e abandonado chamado Malawi.
William Kamkwamba nasceu em 5 de agosto de 1987. Era um garoto que, como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones não sofria do mal do conformismo. Ele não aceitava que as coisas – mesmo sendo muito ruins – são imutáveis, tendo que aceitá-las simplesmente e pronto. Cientistas não se curvam perante o infortúnio e ficam se lamentando da vida; eles vêem esses infortúnios como uma oportunidade, um estímulo, um desafio. E desafios existem para serem vencidos! Esta é a história do garoto que domou o vento.
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Ceticismo.net não vive só de notícias que nós, administradores, corremos atrás. Muitas chegam até nós por meio de sugestões. Dessa vez, a pérola foi trazida pelo Jefferson e mostra o espírito empresarial da Igreja Católica, já que ela está exortando aos seus pedóf… digo, aos seus padres que hajam como empreendedores.
Cristãos fundamentalistas são um pé-no-saco. Como ninguém dá muita bola pra eles (o que pode ser perigoso), eles resolveram deixar o coitado do Darwin em paz (por enquanto) e resolveram atacar climatologistas que estudam os efeitos do chamado Aquecimento Global. Adivinhem só a principal “arma” de argumentação dos toscos? Que o AG é apenas uma teoria e não foi provado ainda, sem nenhuma base científica. Pois, é. Vocês já ouviram essa história antes.
Quem não segue uma religião tem o costume de culpar os religiosos por atitudes estúpidas, violentas e de culpá-los pelos males do mundo, mas e se não existisse religião?
Para você, que acompanha o Ceticismo.net, tem um QI acima da média, se interessa por ciência e não fica me xingando, tem início o ciclo de palestras Ciência às 6 e meia, promovido pelo
Todo mundo sabe que “em breve” teremos um sério problema energético. As Leis da Termodinâmica impedem que tenhamos máquinas com 100% de eficiência, e a demanda de energia só tende a crescer. A luz solar é uma das melhores alternativas: Grátis (só a energia recebida; o aparato custa dinheiro, é claro), abundante e inesgotável pelos próximos 5 bilhões de anos, mais ou menos. Uma pergunta óbvia seria: Pombas, nos desertos tem sol o dia inteiro, praticamente todos os dias. Por que não aproveitá-la?
A essa altura do campeonato, você já deve estar de saco cheio ler, ver e ouvir sobre o terremoto de proporções cataclísmicas ocorrido no Haiti. Milhares de pessoas morreram, o país – que por si só já vive em algo pior que uma tragédia grega – está devastado. Os hospitais tornaram-se depósitos de mortos e desesperançados. Muitos brasileiros, entre eles os militares que estavam em missão de paz e a ilustríssima Zilda Arns, perderam suas vidas lá. Não há palavras na língua dos homens, dos elfos ou dos anões que possam demonstrar terror ante o ocorrido. Mas, contudo, devemos saber quando parar, e algumas coisas estão passando dos limites.
Florestas na Indonésia estão arrasadas para plantação de palma, ameaçando os orangotangos de extinção. Se formos ver o número de orangotangos mortos por madeireiros e/ou vendidos no mercado negro de bichos de estimação, chegamos ao absurdamente estúpido número de mais 20 mil. Parece pouco? Então, meu caro, saiba que só restam cerca de 50 mil de orangotangos de Bornéu (Pongo pygmaeus), ameaçados de extinção, segundo a Lista de Espécies Ameaçadas. Isso é a metade da população desses primatas que havia há 60 anos. O orangotango de Sumatra (P. abelii), primo do Bornéu, também ameaçado, tem uma população estimada de apenas 7 mil e 300, uma queda de 80% nos últimos 75 anos.
Está havendo uma corrida para diminuir os efeitos do aquecimento global. Duas classes estão em disputa: Os eco-chatos – para quem tudo tem que ser “verde” e “orgânico” (isopor é uma substância orgânica, caso não saibam), preocupados em sequestrar carbono, pedindo sua alma como resgate – e os eco-céticos, que afirmam que o mundo é assim mesmo, sempre foi e sempre será.