Tomando pelo título do artigo, imagino que os leitores estarão pensando em muitos motivos, mas lamento ter que jogar um balde de água fria, pois, no Brasil, não há motivo nenhum para se estudar ciências nos colégios. Pelo menos, mediante nossa atual visão educacional.
Obviamente, posso imaginar a expressão de incredulidade de quem leu o primeiro parágrafo, mas pensem bem: por que motivo seria necessário estudar ciências, perante nosso atual modelo educacional (dizem que existe um, pelo menos). Vamos analisar segmento a segmento e vocês perceberão aonde quero chegar, mas antes tenho que fazer uma ressalva: quando falo de “ensinar ciências”, estou me referindo à disciplina Ciências, uma forma reduzida de se referir às Ciências Físicas, Químicas e Biológicas. Mesmo porque, matemática é ciência, assim como a geografia também o é. Língua portuguesa é ciência? Não, mas linguística o é. Só que não se ensina linguística nos colégios, pelo menos, não como linguística propriamente dita, mas estou me dispersando. Maiores aprofundamentos acarretaria em alguma tese de mestrado, que seria vista com olhares torcidos por muita gente, posto que não sou de ficar citando pensamentos de outrem para respaldar minhas próprias opiniões. Como nem mesmo concorrerei ao prêmio Nobel por este artigo, melhor seguir em frente.

Volta e meia sempre acontece de nos lembrarmos de algo e ficarmos com um gosto amargo de não poder ter este algo novamente. Entretanto, ainda conseguimos resgatar pérolas, nem que seja de ostras bem escondidas. Foi mais ou menos o que aconteceu esta semana. Estava conversando com uma amiga minha e mencionei sobre uma série que assisti lá pro final dos anos 90 (o que para a maioria das pessoas significa a pré-história), que era apresentada às segundas-feira, na TV Educativa do Rio, vulgarmente conhecida como TVE. Era uma série apresentada pelo historiador James Burke. O nome do programa era Conexões (
Então é isso. Acabou-se a votação e ninguém sabe ainda quem vai ganhar a eleição para o cargo máximo de não fazer nada no país (se você realmente não sabe quem será eleito, ou possui um coração muito cândido ou é um tolo). O que vimos ao longo dos meses foi o famoso “mais do mesmo” eleitoral: políticos desviando de assunto, criando factóides, atacando-se mutuamente, desviando o assunto para coisas irrelevantes, criando memes idiotas, enganando a população e passando diploma de idiota em todos os eleitores. Mesmo porque, eleitor É idiota.
A ICAR sempre teve a mania de se meter em tudo que não diz respeito. As bundas dos noviços e coroinhas não me deixam mentir. Agora, o Império do mal Vaticaniano quer que os clérigos brasileiros deixem as crianças de lado e foquem-se nas crianças que ainda não nasceram, possivelmente para ter mais
Parabéns, povo brasileiro. Nunca antes, na história deste país, a massa votante de párias, digo, da pátria compareceu com a vontade, a determinação, a vontade de mudar as coisas e expor, através do sufrágio universal, fazer valer a sua voz. A voz das urnas soou longe e todos tremeram perante o resultado avassalador. Sim, devemos nos orgulhar pelo que a massa de eleitores fez neste último domingo de eleição, quando elegeram seus representantes no Congresso, nas Assembleias Legislativas e nos cargos máximos do poder executivo estadual e federal. Sim, obrigado a todos que ajudaram a decidir quem legislará e executará as leis. Pena não podermos ter escolhido o Judiciário também, pois garanto que seria feito com a mesma seriedade.
A essa atura do campeonato, você já sabe o que é o IgNobel, principalmente se você for alguém antenado e que acessa o Cet.net, demonstrando seu bom gosto. É um prêmio concedido anualmente para as pesquisas mais esquisitas, bizarras, doidas e totalmente hilárias. Ainda assim são científicas, e passam por revisão de pares. Nem pra isso o CriaBURRIcionismo prestou. A pesquisa desse ano tem mais contemplados, inclusive um deles foi agraciado por ter estudado o efeito pacifista de xingar com palavrões cabeludérrimos (não necessariamente “nu tuíter”).
Muito provavelmente, o máximo que você deve ter ouvido falar de Bougainville diz respeito a flores ou a condomínios de classe média, mas há também um lugar chamado Bougainville, uma ilha pertencente ao Arquipélago de Salomão, com uma população superior a 175 mil habitantes, um pouquinho a mais do que o Maracanã suporta de torcedores (na Copa de 1950, estima-se que havia 200 mil torcedores no Maracanã, quando o Uruguai ganhou do Brasil), vivendo numa área de 9.318 km². O lugar não é nenhuma riqueza, pelo que pode-se imaginar algo rico, como tendo ouro, prata, platina e diamantes. A riqueza de Bougainville não é mineral e sim sua população.
A Índia é um país exótico. Uso a palavra “exótico” no mesmo sentido que nossas mães empregavam para se referir às belas moças esquisitas com as quais saíamos. Ao menos, para as amigas, enquanto que para nós elas diziam esquisitas, estranhas e, “pelamordedeus o que essa garota tem pendurado no nariz?”. Enfim, a Índia é um país esquisitão, cheio de coisas para lá de bizarras, como o Golimar, Tônico com Guaraná e o Rivaldo Sai desse Lago (YouTube está à sua disposição, filhos). Agora, eles resolveram radicalizar, pois o trânsito está cada dia mais caótico, com aquele bando de motoristas ensandecidos e seus cacarecos que não anda com mais de uma marcha. Me disseram que os governadores de São Paulo se inspiraram no modelo automotivo indiano. Depois de ter ficado parado na Av. Brasil hoje de manhã, imagino que o Rio está copiando o modelo paulistano, que copiou o modelo indiano, que foi proposto por Satã.
Para os idosos como eu, 1985 é apenas uma época que nós vivemos. É o passado (distante?) hoje, mas na época era o presente e acenava o futuro. Um dos mais famosos filmes da época era, com certeza,
Talvez, vocês tenham presenciado uma cena semelhante: Você vem andando pela calçada e é abordado por uma moça. Ela pede um minuto de sua atenção e você, como todo bom idiota, para para (maldito acordo ortográfico!) dar atenção – e depois lamentar de não ter continuado andando. Ela diz que quer falar com você e lhe entrega um panfleto. Ela, com seu sorrisinho, fala pra você mudar de postura, pois a mesma é errada, que você deveria ver o mundo com outros olhos, ser mais ético. Que, assim que mudar, sua vida melhorará e ajudará a fazer um mundo sem sofrimento.