Ser dependente químico é uma tristeza. Não é legal para a saúde e tem que fazer de tudo para tentar não sucumbir. Sendo assim, alguns diabéticos passam por transtornos por depender da substância química chamada insulina. Basicamente, ainda se depende das injeções, mas daí eu me lembro da cena do doutor McCoy em Star Trek 4 (o das baleias) quando ele passa por uma velhinha no corredor do hospital e ela lhe diz que precisa de diálise. Ele, com seu jeitinho alegre e atencioso solta um “Meu Deus, isso aqui é a Era das Trevas?” (que foi dublado como “Isso aqui é um açougue medieval?”) e dá uma pilulinha para ela e sai alegremente. Sim, a velhinha não precisou mais de diálise. Tudo bem que isso era em 1987 e nem mesmo plutônio se comprava em farmácias mais. Aquilo era ficção científica pura, certo?
Há 30 anos, podia ser, mas hoje pesquisadores estão estudando a viabilidade de entregar insulina para o corpo do paciente por via oral. Sim, também com uma pilulinha. Seria sonhar muito?
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Eu adoro essas ações de “conscientes” prontas a salvar o mundo. E como bem sabemos, muitas dessas “ações” são basicamente uma forma de arrumar dinheiro dando um balão no Imposto de Renda; e isso vale para todo lugar, não só no Brasil. Assim, uma empresoca canadense – que os jornaleiros frisaram ser “financiada pelo bilionário americano Bill Gates”, mas omitindo que a Fundação Bill & Melinda Gates financia inúmeros projetos, sendo a maior organização filantrópica do mundo – veio com lero-lero alegando ter inventado uma tecnologia capaz de remover o CO2 do ar a preços acessíveis.
Um dos temas da Biologia que eu mais acho fascinante é a origem da vida na Terra. Simplesmente, é pura Química (vocês sabem que Biologia é Química aplicada, né?). O ponto-chave foi quando as moléculas orgânicas começaram a ter propriedades x-moléculas de se replicarem, formando o que seria um proto-RNA muito, muito tosco, mas que conseguia fazer o feijão-com-arroz dos seres vivos: Gerar cópias de si mesmo, nem que fossem cópias toscas, o que acabava por serem selecionadas pelo ambiente. Mas como era primeira molécula capaz de fazer cópias de si mesma? Coo era o processo de replicação?
Um dos maiores problemas da Alemanha foi a Primeira Guerra Mundial. Eles começaram a ficar sem amônia, que é muito legal para produzir fertilizantes, mas também explosivos. Os aliados começaram a limitar o recebimento de salitre do Chile até esgotar de vez a fonte. Então, Fritz Haber desenvolveu o processo de síntese da amônia, tendo sido auxiliado por sua esposa Clara Immerwahr. Este processo é o chamado Haber-Bosch e praticamente extrai da atmosfera hidrogênio e nitrogênio do ar para produzir a amônia, de fórmula NH3. Só que aí tem outro problema: O nitrogênio é muito estável e se gasta grande quantidade de energia para promover a reação. As moléculas de nitrogênio e hidrogênio devem ser aquecidas a uma temperatura entre cerca de 350 e 550ºC, a uma pressão estúpida de 149,7 a 347 atm (1 atm é a pressão atmosférica ao nível do mar), com a presença de catalisadores à base de ferro. Ou seja, é uma bosta!
Há algumas diferenças entre humanos e certos micróbios, principalmente se a gente der um rolé por redes sociais. De vez em quando eu acho inclusive que micróbios são melhores, mas não entrarei neste assunto. A semelhança entre nós e alguns extremófilos tem muitas similaridades de ordem química, pois estes seres pouco evoluídos (os extremófilos) precisam de sistemas básicos de conservação de energia e respiração, muitos dos quais são os mesmos em seres humanos também.
Astrobiologia é um ramo… interessante. Ele estuda algo que não se sabe se existe: vida em outros planetas, em outros sistemas, em algum lugar da galáxia. Sim, eu sei que parece coisa de maluco, mas há de se começar a pesquisa de alguma forma, e isso é feito achando lugares esquisitões aqui na Terra que sejam semelhantes a outros lugares em outros planetas. É aquele pensamento: “se encontrarmos algo vivo aqui, em Marte será fichinha”. Alguns desses lugares pesquisados são lagos vulcânicos, que são quentes, fedidos e tóxicos (não necessariamente nesta ordem).
Você deve ser daqueles que curte uma comida japa, né? E, claro, os dois melhores acompanhamentos são o molho agridoce e o molho shoyu. Na verdade, não existe um molho shoyu. Temos o koikuchi shoyu, ou molho shoyu comum; o Usukuchi shoyu, que leva 10% a mais de sal do que o shoyu comum; temos o tamari shoyu, um molho com sabor mais intenso; há o saishikomi shoyu, fermentado no próprio molho, sem levar sal; e temos o shiro shoyu, mais claro e mais leve que o usukuchi shoyu, acabando por ter um sabor mais doce. Sabe qual deles que vem no seu pedido, naquelas porcarias de sachês? Pois é. Nenhum.
É uma droga quando se quebra um osso, por menor que seja. Pior ainda quando é num dos grandes ossos que têm que suportar carga, como os da perna. A cicatrização pode ser um processo longo e desconfortável. Só tem uma espécie de maluco que quer usar gesso numa perna ou braço: o irmãozinho de quem realmente precisa de usar gesso na perna ou braço. Aquilo é uma bela porcaria e… Ei, tem alguém aí de gesso lendo este teto? Pois é, né? Imagine quando eu disser que gesso, tcharããããã, COÇA! COÇA MUITO!
Você sabe que, hoje, a enorme quantidade de plásticos joganos no ambiente é algo absurdo, principalmente as garrafas PET. Há muito tempo busca-se meios para conter esta poluição toda.
Os transportadores ABC são uma das maiores famílias de proteínas, e estão presentes em todos os organismos vivos, desde bactérias até seres humanos. Os membros da família ABC são proteínas transmembrana (proteínas que atravessam a membrana celular, possuindo uma porção no interior da célula e outra no exterior) capazes de transportar diversos substratos através da membrana celular, com gasto de energia. Nas células saudáveis, os transportadores ABC têm diferentes funções, como transporte de sais biliares, colesterol, diferentes íons e ânions, porém, também estão relacionados com a resistência de células cancerígenas aos tratamentos quimioterápicos.