Enquanto as pessoas estão tendo ataques homéricos e chiliques pelo fato do Bolsonaro ter sido eleito (tendo os mesmos chiliques que os eleitores do Aécio tiveram que tia Dilma foi eleita, mostrando que ranço é algo que independe de facção política), tio Bolça resolveu já anunciar quem fará parte dos ministérios. Para o cargo de Ministro de Ciência e Tecnologia, foi escolhido o ex-astronauta Marcos Pontes, o que eu considero uma opção interessante para a pasta, apesar… bem, não nos antecipemos.

Vamos começar com algumas verdades. Primeiro de tudo: ninguém gosta de estar doente. Ninguém sequer quer ter um resfriado, quanto mais uma doença mais séria. Em segundo lugar: ninguém gosta de ver um ente querido doente. Não é facilmente aceitável, não é nada fácil ter que aceitar que um filho seu tenha uma doença incurável. A Medicina nos deu a cura de muitas coisas, mas não pra tudo. Ela tem limitações, e daí chega uns desclassificados dizendo que tem a cura para aquilo que a ciência não tem cura. As pessoas, no desespero, aceitam, tentam de tudo. Pacientes e familiares acabam caindo na mão de desclassificados, como um vagabundo que alegou que pode curar autismo com… mijo.
Você já deve ter ouvido falar na chamada Experiência de Quase Morte. O sujeito morre e é ressuscitado. Neste meio tempo ele passa por um túnel, vê coisas coloridinhas, ouve The Righteous Brothers cantando, chega o Patrick Swayze sem camisa e te abraça por trás… Depois volta avoado pro corpo. relata luzinhas coloridinhas e gente do passado, parentes já mortos etc. Uma experiência real, certo?
Dizem que se você não serviu pra nada mais, acabará sendo professor. Hoje em dia, a frase ficaria melhor da seguinte forma: Se você não aprendeu nada na vida, vai acabar virando youtubeiro. E se o principal que você não aprendeu é exatamente Ciências, muito provavelmente se tornará divulgador científico no YouTube. Hoje, YouTube é que nem papel: aceita qualquer merda e quanto maior a merda, mais sucesso faz.
Seria possível saber mais sobre a saúde de pessoas que viveram muito antigamente usando apenas… arte? Sim, é possível. Arte é uma expressão um pouco de nós mesmos sobre nós mesmos. Às vezes exagerada, às vezes fiel. A Antropologia de verdade (não gente que vai em banheiro público saciar seus desejos sexuais) procura entender grupos humanos e como eles viviam. Dá até para saber se eles sofriam de alguma doença congênita.
Finalmente a Homeopatia conseguiu: um artigo publicado num periódico com revisão de pares! Alguns pesquisadores alegaram ter provado a eficácia da
Saiu os laureados do Nobel. O de Química (que e o que realmente interessa, pois os outros são coadjuvantes) acabou indo para 3 cientistas. O trabalho visava estudar melhor as enzimas e, para isso, usaram ela: a Evolução, mais do que comprovada na Natureza, em tubo de ensaio e em nível molecular. Com os poderes investidos da Evolução, os pesquisadores conseguiram produzir uma proteína com o auxílio de seguidas mutações de uma enzima, resultando numa proteína 256 vezes melhor e mais eficiente que a original. Chupa, Biologia! Químicos fazem melhor!
Ser paraplégico é ruim. A pessoa não só tem problemas de locomoção, ela perde muito além disso. só o fato de não conseguir ficar de pé e olhar as pessoas cara-a-cara, olhos nos olhos, já faz diferença, ainda mais que muitas cidades não estão preparadas para isso. Se você não é doutor em Filosofia nem ganha prêmios por defender que próteses são eugenia, você irá concordar que tudo o que um paraplégico quer é voltar a andar, ou andar pela primeira vez.
Bactérias são como parentes. Algumas ajudam, outras atrapalham. Existe bactéria-cunhado que chega junto, ajuda na digestão, produz vitaminas, sem elas você não vive. E existe a bactéria-cunhado que ferra com a sua vida, vive às suas custas, e se bobear te manda um monte de contas (do hospital). Você não quer esta segunda bactéria-cunhado, e, para isso, foram desenvolvidos antibióticos para dar cabo dessas sem-vergonhas. O problema é que a Seleção Natural, essa danadinha, tem feito o que melhor sabe fazer: selecionar quem está apto a viver, e isso nos deu as superbactérias.