É muito legal ver filmes tipo capa-e-espada, com cavaleiros usando suas reluzentes armaduras, elmos, luvas, espadas, maças e cavalos (que também tinham suas próprias armaduras). Apesar desta visão romanceada, ela… bem, não direi que é falsa, pois não era, mas muito rara de acontecer. Estas armaduras eram muito caras e só nobres e ricaços poderiam pagar por elas, já que eram feitas sob medida e demorava um bocado de tempo e custava uma fortuna, e só nobres tinham as duas (mas nem todos, também). Quanto mais “rica” a armadura, com pintura, desenhos, enfeites e entalhes, mais ricaço ainda era o cavaleiro. Para guerra normal, a peãozada ia protegido com… bem, na verdade se fossem com um escudo de madeira estavam com sorte. E, claro, o nobre não ia na frente. Isso do rei em sua armadura brilhante, montado num cavalo branco, indo na frente liderando é coisa de filme, também.
Sim, cavaleiros negros existiam, porque existiam armaduras negras. Havia de todas as cores que o cliente quisesse (e pudesse) pagar. Algumas chegariam ao preço de um jatinho particular, mas hoje você pode comprar por uns 1000 dólares, que convertendo pra real, com frete e impostos, dá o valor de um jatinho particular.
Algumas dessas armaduras tinham lindos tons de azul, preto e dourado, mas isso remete a um pequeno problema: como os armeiros dos séculos entre XV e XVII conseguiam isso? Magia? Nah, algo um pouquinho mais engenhoso que isso!
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Imagine que você tenha uma capacidade X-Men. Qual seria? Bem, eu preferiria disparar feixes de energia, mas há alguns mais modestos que preferem sintetizar a própria birita. Sim, vocês mesmos, seus pudins de cachaça! Bem, vocês não deram sorte com isso, mas alguns peixinhos ganharam um presentinho do processo por seleção natural e conseguem sobreviver durante invernos rigorosos em lagos congelados. Como? Produzindo álcool, ué.
É um tanto irônico Netuno, o Deus dos Mares, ser o nome de um planeta frio, mas tão frio, que quase tudo lá está em estado sólido. Água, amônia (com ponto de fusão -77,3 ºC) e metano (P.F. -182 ºC) são dois exemplos daquele lugar desolado, um inferno de gelo em contraposição ao seu primo Vênus (isso soou estranho, já que Vênus é nome de mulher, mas manterei assim). A imensa calota polar que reveste todo o planeta despertou atenção e curiosidade em cientistas planetários. Afinal, o que diabos tem ali por baixo?
A história de nossos tatatatatataravós é repleta de aventura, romance, drama e perigo. Saindo da África, nossos antepassados dominaram os quatro cantos do mundo, indo parar em todos os lugares literalmente. Pesquisas estimavam mais ou menos quando eles chegaram na Ásia e na Austrália, mas evidências arqueológicas mostram que isso pode ter acontecido muito, mas muito antes, da ordem de 20 mil anos antes. E 20 mil anos é muita coisa
O Telescópio Espacial Hubble continua firme e forte dando uma zoiada pelo Universo enquanto ainda não é descomissionado de vez, o que eu espero que nunca aconteça porque… bem, é o Hubble, né? Dessa vez, ele estava registrando umas imagens de Marte, quando o pequeno satélite Phobos estava em sua órbita normal e acabou sendo registrada pelo Hubble, mas tão pequena que é este satélite que ele parece uma pequena estrela. 
Normalmente, as pessoas se borram de medo com cirurgias cardíacas. Só porque o coração é o órgão que bombeia sangue pro corpo todo, e faz parte do triângulo de calor (junto com o fígado), as pessoas ficam muito preocupadas, inclusive cirurgiões, que fazem de tudo para prejudicar tecidos cardíacos preciosos (pra mim, tudo meu é precioso).
Ele está velhinho, mas ainda dá no couro, fazendo a alegria de muita gente. Não, não estou falando do seu Antenor, 70 anos, 32 filhos, o mais novo com 7 anos. Estou falando do Telescópio espacial Hubble, que está de olho em tudo pelo Universo afora (ok, ele não fica tomando conta da vida do seu Antenor). A mais recente descoberta é num exoplaneta. Não que exoplanetas sejam mais novidade (tá bem, são!). mas o interessante foi o que foi descoberto num exoplaneta: a comprovação de uma estratosfera.
Sons de passos. Um farfalhar de tecido. A senhora entra empertigada, com o torso bem moldado pelo espartilho, com uma blusa branca com babados descendo pela gola, abotoada de acordo comas normas de decoro e um vestido que assentava bem em sua cintura, como era costume de sua época. A audiência em silêncio, o movimento da cabeça faz ondular os cachos brancos que emolduram algo prodigioso. Não a beleza, que outrora tivera, mas o mais importante era o que tinha naquela cabeça.