Malba Tahan é um dos melhores exemplos do que já tivemos em termos de excelência. Vemos como nossa literatura infanto-juvenil era incrível, bem longe dos Pedro Bandeira de hoje ou, benzo-me, Ana Maria Machado. Viajamos por desertos, oásis, odaliscas, sheiks, príncipes, guerreiros, mercadores, vilões, bandidos, sultões, vizires e simples professores. ele mostra a época de ouro de nosso ensino, quando colégios públicos eram referência em qualidade. Era a época que alunos aplicados e professores bem remunerados faziam as suas partes, mas que hoje é mal visto. Aquela era a época que engenheiros davam aula e pedagogos não se metiam no processo de ensinar. Hoje, isso é apenas uma sombra perdida nas brumas do tempo, e o Homem que Calculava é algo digno de ser
Como seria Malba Tahan visto hoje?
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Todo ano, dede 1825, a Royal Institution realiza um círculo de palestras abertas ao público, focando mais crianças e adolescentes. São palestras feitas não só para educar ou sairia algo criado pelas malditas pedagogas, mas para instruir e, sobretudo, divertir.
O cientista é aquele que é brilhante por si só. O cientista é aquele que pega conceitos e transforma em conhecimento útil, e todo conhecimento é útil se você o direciona. O cientista é aquele que compartilha suas descobertas e não é preciso ter um laboratório hiper-equipado. às vezes, você é um Michael Faraday, que estudou com os livros que ele encadernava. Às vezes, você é
Esta pergunta veio sob a forma de carta ao ilustre 
Em qualquer reunião com pedagogos eu tenho desgosto. É uma dor que corrói a alma, e eu não posso me livrar dela. Numa reunião hoje, eu vi soltarem a seguinte pérola "O senhor tem um projeto de ensinar computação aos alunos. Acho que eles são muito novos pra mexer com computador".
O que separa um país de verdade do Brasil é a preocupação que se tem com a formação científica dos jovens. No Brasil, Pai Paulo Freire de Ogum acha que Ciência não discute problematizadamente os vieses sociais nem discute os problemas das massas trabalhadoras, enquanto comunistas de carteirinha estão confortavelmente em suas coberturas, bebendo whisky escocês e discutindo a miséria alguns andares abaixo deles. Para a Marvel e outras empresas, Ciência é coisa séria e é por causa disso que estão com um projeto que visa reunir meninas com tendências a ser mais que uma bunda rebolando num show de Funk ou aparecer em algum reality show retardado (desculpem o pleonasmo).
Longos a tenebrosos anos foram aqueles em que eu era estudante na Universidade. Era uma época inglória, com uma calculadora Cassio FX-82D (que eu amava de paixão), tabelas, livros, mais livros, cadernos, anotações, diário de laboratório, mais livros, agenda (celular, não porque eles praticamente ainda estavam no futuro, e eu só faltava me comunicar com sinais de fumaça, pois depender de orelhão da Telerj era o Sétimo Círculo do Inferno. Livros, xeroxes e mais xeroxes de livros (sim, eu sei. Shhhhh!), muitas vezes quase parecendo o Corcunda de Notredame. Hoje em dia é mais fácil. Quando comecei a trabalhar, não mudou muito o cenário e quando me tornei professor, piorou severamente.
Existe uma verdade em termos de Divulgação Científica. A verdade que dividiu todos os documentários em AC/DC: Antes de Cosmos e Depois de Cosmos. Carl Sagan foi, é e ainda será por muito tempo inigualável, mas tão certo como acontece com todas as estrelas, o brilho de Carl não mais nos acompanha em tempo real. Temos apenas o vislumbre graças aos efeitos da Relatividade e Mecânica Quântica que propiciaram o vide tape e os computadores, onde hoje podemos vê-lo e revê-lo quantas vezes quisermos. Mas se isso ainda é pouco, ainda temos seus herdeiros, como Neil deGrasse Tyson.