
Antigamente era mais legal de se debater com crentes fanáticos. Eles sempre tinham alguma invenção (louca) para justificar seus argumentos. Agora, em tempos de Ctrl+C / Ctrl+V, fica fácil. Quem já era ignorante, repassa qualquer besteira e se diz o autor dela. O bom disso é que o próprio passar vergonha por escrever besteiras e passa por ladrão por se apoderar de textos que não são deles.
A principal pseudoargumentação é aquela que dizem que a Bíblia é verdadeira, pois a Ciência já confirmou muito do que tem lá no texto bíblico. Desde a formação do planeta, passando por Zoologia, Astronomia, Química, Física, Matemática, Engenharia etc., várias alegações que tudo isso foi dito na Bíblia antes dos descobrimentos oficiais mostram, no mínimo, duas coisas: 1) Total analfabetismo bíblico, já que muitas das alegações são totalmente fora de propósito ; 2) Total analfabetismo científico, já que o que a Ciência diz não confirma a Bíblia, muito pelo contrário. Afinal, o que a Bíblia diz que foi confirmada pela Ciência? Vamos saber sobre isso

Eu já postei aqui sobre museus de Ciência, em que
Em qualquer reunião com pedagogos eu tenho desgosto. É uma dor que corrói a alma, e eu não posso me livrar dela. Numa reunião hoje, eu vi soltarem a seguinte pérola "O senhor tem um projeto de ensinar computação aos alunos. Acho que eles são muito novos pra mexer com computador".
O que separa um país de verdade do Brasil é a preocupação que se tem com a formação científica dos jovens. No Brasil, Pai Paulo Freire de Ogum acha que Ciência não discute problematizadamente os vieses sociais nem discute os problemas das massas trabalhadoras, enquanto comunistas de carteirinha estão confortavelmente em suas coberturas, bebendo whisky escocês e discutindo a miséria alguns andares abaixo deles. Para a Marvel e outras empresas, Ciência é coisa séria e é por causa disso que estão com um projeto que visa reunir meninas com tendências a ser mais que uma bunda rebolando num show de Funk ou aparecer em algum reality show retardado (desculpem o pleonasmo).
Longos a tenebrosos anos foram aqueles em que eu era estudante na Universidade. Era uma época inglória, com uma calculadora Cassio FX-82D (que eu amava de paixão), tabelas, livros, mais livros, cadernos, anotações, diário de laboratório, mais livros, agenda (celular, não porque eles praticamente ainda estavam no futuro, e eu só faltava me comunicar com sinais de fumaça, pois depender de orelhão da Telerj era o Sétimo Círculo do Inferno. Livros, xeroxes e mais xeroxes de livros (sim, eu sei. Shhhhh!), muitas vezes quase parecendo o Corcunda de Notredame. Hoje em dia é mais fácil. Quando comecei a trabalhar, não mudou muito o cenário e quando me tornei professor, piorou severamente.
Existe uma verdade em termos de Divulgação Científica. A verdade que dividiu todos os documentários em AC/DC: Antes de Cosmos e Depois de Cosmos. Carl Sagan foi, é e ainda será por muito tempo inigualável, mas tão certo como acontece com todas as estrelas, o brilho de Carl não mais nos acompanha em tempo real. Temos apenas o vislumbre graças aos efeitos da Relatividade e Mecânica Quântica que propiciaram o vide tape e os computadores, onde hoje podemos vê-lo e revê-lo quantas vezes quisermos. Mas se isso ainda é pouco, ainda temos seus herdeiros, como Neil deGrasse Tyson.
Tão antigo quanto o próprio Homem é a necessidade de medir o tempo. Enquanto éramos caçadores e coletores, até que não fazia muita diferença, mas saber quando chegava o inverno já fazia diferença. Quando passamos a plantar nossos próprios víveres, conhecer a época certo de plantio e colheita era vital. Pensamos que no foi no Crescente Fértil que todas as grandes invenções começaram, mas não é bem assim. Enquanto Egito, Assíria, Babilônia e Hititas estabeleciam uma guerra fria (não, aqueles povecos semíticos não entram nesta lista), na região que os romanos mais tarde chamariam de "Britânia" os povos já mediam e contavam o tempo, construindo megalitos, calendários e megalitos que eram calendários, como Stonehenge. Mas agora, arqueólogos descobriram o que está sendo considerado o calendário lunar mais antigo do mundo.
Eu não sou um ludita. Adoro meu computador, meu smartphone, meu tablet, minha TV e até micro-ondas. Vejo o potencial de cada coisa e como elas são tolamente desperdiçadas. É chato dizer "no meu tempo", mas quando você viveu num tempo em que o auge do conhecimento era ter uma coleção da Barsa ou da Conhecer (e todos o olhavam com respeito e inveja por causa disso), há uma tendência maior a dar valor ao que não tínhamos em nossa época; e mesmo assim fazíamos nossas maravilhas.
Eu sempre gostei de Ciência. Era a minha matéria favorita no colégio, ao lado de Matemática. A Ciência sempre buscou (e encontrou) respostas para todas as nossas perguntas. Claro, estamos falando de perguntas com lógica e não besteiras como "o que estou fazendo aqui?". A resposta para isso é simples: Lendo o Ceticismo.net, ora bolas!
De vez em nunca eu acesso sites que parecem ser feitos no mundo de Qward, bem no centro do Universo de Anti-Matéria, vulgarmente conhecido como Planeta Bíblia. Simplesmente, porque o blábláblá é sempre o mesmo: Evolução não existe, pastor fulano fez milagre, apareceu Nossa Senhora das Torradas, Jesus fez graça na bunda de um cachorro, mimimi, Darwin é feio. Como eu sei a opinião desse pessoal, não tenho porque perder meu tempo, da mesma maneira como não perco tempo com idiotas pregando que a Nova Ordem Mundial do cacete a quatro está dominando o mundo e que os EUA usaram o HAARP para fazer a Yoani aparecer no Brasil. Entretanto, me mandaram uma matéria um tanto esquisita: cientistas descobriram um código secreto na Bíblia que traz o segredo da vida, do universo e tudo mais.