Oxigênio que veio das profundezas da Terra

O primeiro ponto de virada na História da Terra… ok, não foi o primeiro, e nem pode ser considerado “de virada”. História é o que é. Mas um diferencial imenso foi o oxigênio. Sem ele, vida complexa não existiria, até que provem o contrário. Curiosamente, este gás disgramado é altamente oxidante (mesmo porque, o nome “oxidação” veio dele, apesar de ele não ser o único agente oxidante) e destrói tudo. Com falei tantas vezes, foi o responsável pela primeira grande extinção. Mas fica a pergunta: seres fotossintetizantes foram os responsáveis pelo oxigênio aparecer. mas qual seria a probabilidade?

Pesquisadores sugerem que o aumento da concentração de oxigênio na atmosfera terrestre era uma consequência inevitável da formação de continentes na presença de vida e de placas tectônicas.

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Técnica híbrida mistura tecidos vivos e polímeros para restaurar ossos

Todos os dias, várias pessoas se acidentam, ou são acidentadas de propósito, se me compreendem. São batidas de carro, surras, quedas, catástrofes naturais e toda sorte (deveríamos dizer “azar”, mas não foi eu quem inventou a língua) de coisas erradas que podem ferrar com o nosso corpo, principalmente nossos ossos. Mesmo porque, ossos – se você se lembram das aulas do Ensino Fundamental – protegem nossos órgãos, nos dão sustentação e ajudam na locomoção. Uma fratura já não é brincadeira, quanto mais acidentes mais graves; e se levarmos em conta a demora na recuperação, sendo pior ainda com o avanço da idade, temos que arrumar uma maneira de restaurarmos esses ossos.

Eu perguntei ao reconhecidíssimo e muito importante departamento de Filosofia em que eles poderiam ajudar. Afinal, dizem que Filosofia é a mãe da Ciência, certo? Infelizmente, a resposta que me deram foi “não sabemos, o jacaré cor-de-rosa nos informou que somos de Humanas, mas Heidegger…”. Saí pesaroso e acabei vendo o que o pessoal especializado em Biomateriais poderia ajudar.

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Altos índices de amoníaco jogado no ambiente afeta ciclo do nitrogênio

Alimentar milhões e milhões de pessoas não é fácil. Claro, vocês pensam que é um caso simplesmente de plantar mais umas alface, umas couve, uns tomatinhos na faixa. É compreensível, ainda mais vindo de gente que mora em apartamentinho e nunca plantou um feijãozinho no algodão molhado. Agricultura é bem mais complicado que isso, ainda mais levando em conta que qualquer atividade humana gera impacto ambiental.

Agricultura em larga escala não é brincadeira de criança e estamos falando não só de defensivos agrícolas, mas de adubos, também, pois caso você não tenha entendido: suas perdas terão que ser mínimas, ou o tomate chegará a ser mais caro que os insanos preços que vemos hoje em dia. E essa adubação cobra um preço caro, pois não existe agricultura grátis.

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Sobre Energias Alternativas

Nosso mundo tem sede de energia. A população crescente demanda mais e mais energia, nem que seja para iluminar nossas casas ou carregar nossos celulares. Com o advento de mais e mais dispositivos, mais é necessário carregadores e mais ainda de fontes que gerem energia elétrica para que possamos carregar as baterias de todos esses trecos.

Como gerar tamanha quantidade de energia? Com combustíveis fósseis é impraticável. Isso aliado ao conceito que toda geração de energia acarreta impactos ambientais e sociológicos. Será que podemos resolver isso com novos métodos de geração de energia, de forma que diminuamos o impacto ambiental? É o que veremos no vídeo de hoje

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Pesquisa estuda como metabolismo energético propiciou desenvolvimento do cérebro humano

O problema dos heterótrofos (você teve aula de Ciências no Fundamental. Te vira) é, que ele precisa caçar e/ou coletar seu próprio alimento. Assim, desenvolvemos a capacidade de armazenar alimento em nosso organismo sob a forma de açúcares e gordura. Mesmo porque, andar com um mochilão cheio de gulodices era meio que inviável no início. Mas como nós desenvolvemos esta capacidade?

Um grupo de pesquisadores estudou como passamos a armazenar gordura e a gastar a energia dos alimentos. Para tanto, estudou-se o mais próximos a nós: os chimpanzés.

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MEC diz que Big Bang é o cacete e devemos privilegiar cosmologia indígena

Os anasázis era um grupo de nativos-americanos, que viviam na região sudoeste do atual Estados Unidos da América. os primeiros assentamentos datam de cerca do ano 100 AEC e seu florescimento durou até o início do século XIV, em que eles sumiram misteriosamente. PUF! Ninguém sabe quem eram, não se sabe nem como eles mesmos se chamavam. Os navajos os chamam de Anaasází (“ancestrais de nossos inimigos”), mas outros os chamam de Povos Antigos e, mais tarde, de Pueblos (“aldeia” ou “vila”).

Os anasázis era uma civilização com certo avanço tecnológico. Eles construíam casas e prédios. Suas construções eram feitas de adobe (um tijolo que não era o “nosso” tijolo, pois ele não era cozido), tinham agricultura, criavam gado e contemplavam as estrelas. Assim como outros povos, eles tinham observatórios astronômicos (PDF).

O MEC, ciente da nossa carência educação em termos de Ciência, excluiu do currículo do Ensino Fundamental e Médio a obrigatoriedade de ensinar sobre civilizações greco-romanas, além de achar que não se pode apenas ensinar Big Bang, tendo que dar espaço para a cosmologia de povos indígenas. Bem, estavam falando dos anasázi, certo?

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Para onde vai a água do degelo da Groenlândia?

Qualquer um que seja a) saiba minimamente ciência; b) capaz de ver fotos de satélites sabe que a geleira da Antártida está reduzindo, diferente do Molion e do Felício (que disse que camada de ozônio não existe), duas criaturinhas que negam o óbvio, cujas “pesquisas” se baseiam apenas em ad verecundiam ao invés de dados trazidos por institutos de pesquisas.

Ao longo dos anos, o gelo glacial está indo por água abaixo, a ponto da Groenlândia estar a cada dia com mais áreas degeladas. Os efeitos a longo prazo são muitos e a elevação dos oceanos é a menor das preocupações e isso o que isso vai acarretar.

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Nós Vivemos na Matrix?

Algumas teorias dizem que chegará a um momento em que poderemos simular verdadeiros mundos com todos os detalhes possíveis. Já conseguimos chegar bem perto com o Second Life, por exemplo. Mas aí vem o questionamento.

Um computador hiperpoderoso poderia simular esta realidade que aqui vivemos. Nós mal seríamos capazes de distinguir o que é real do que é simulado, e isso nos faz pensar: Isso que nós vivemos é real ou será que nós vivemos numa simulação por computador?

Seria possível que nós estejamos na Matrix? A resposta está bem no vídeo.

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Curiosity identifica vestígios da existência de oxigênio gasoso em Marte antigamente

Oxigênio, enquanto elemento, não é bem uma raridade no universo. Tê-lo em forma gasosa é. O problema do oxigênio é ser o elemento com a segunda maior eletronegatividade (o maior é o flúor, como você não se lembra das aulas de Química no colégio). Isso faz com que ele seja muito reativo e oxidante; e aliás, o termo oxidação veio dele, até descobrirem que várias substâncias oxidam as outras, isto é, roubam elétrons.

Uma das grandes dúvidas era saber se Marte teve atmosfera com oxigênio. Sempre se imaginou que sim, através de evidências indiretas, como os tons avermelhados das rochas e solo marciano, devido à presença de óxido de ferro. Aquelas rochas vieram de algum lugar, claro. Ação do ferro com o oxigênio gasoso? Ou a formação dessas rochas se deu durante a acreção do planeta? Bem, uma recente pesquisa mostra que, sim, há evidências diretas que o Planeta-Guerreiro já teve oxigênio em sua atmosfera.

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Como é bom um país que não odeia Ciência

Os EUA – vocês não acharam que eu ia falar do Brasil, né? – tem vários defeitos. Um deles é o Ken Ham e o Bible Belt. O sistema educacional é falho em muitos pontos, como na hora de escolher livros didáticos, não raro feito por comissões constituídas por gente burra, estúpida, ignorante e totalmente idiotas e… Ops, desculpem. Tem idiotas que acham que divulgadores científicos não podem dizer que pessoas burras são pessoas burras. My bad. (Sim, eu sei que você está lendo isso. Beijo na irmã!)

Ainda assim, com todas as mazelas criacionistas, os EUA não nutrem o ódio patológico pela ciência que o Brasil apresenta. Dessa forma, não é nem um pouco estranho que a Casa Branca sedie uma mostra de Feira de Ciências apresentadas por alunos no nível de nosso Ensino Fundamental que faz as nossas Universidades chorarem de vergonha. Ou deveriam chorar se tivessem vergonha.

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