Astronauta chinesa faz no Espaço o que professor brasileiro deveria fazer nas escolas

Vamos ser sinceros. O ensino de Ciências no Brasil é uma sonora bosta. Nem tanto por culpa de professores, apesar que muitos dos "professores" são pedagogos e pedagogo falando de Ciência consegue ser algo pior que jornalista do G1. Poucos se salvam. Só que chineses gostam de Ciência, e, por isso, mantém um projeto onde astronautas dão aulas para crianças direto do espaço. Aqui no Brasil? Bem, vamos para a notícia da chinesa.

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Pesquisadores criam uma microbateria com auxílio de uma impressora 3D

Desde que o mundo é mundo, sempre fomos dependentes de fontes de energia. Seja aquele escravo lerdo movendo uma imensa mó até seu carro, fontes de energia nunca foram 100% eficientes, graças às idiossincrasias da Termodinâmica. Se eu sair com meu smartphone de manhã cedo com tudo ligado (3G/4G, wif-fi, bluetooth etc), fatalmente a bateria não conseguirá chegar até a noite sem precisar de carga. Não é o caso daquele seu dumbphone de 1,99 comprado nas Casas Bahia, pois o consumo de energia é muito menor. A saída seria desligar tudo, e você terá um belo peso de papel de cerca de 2 mil reais. Aliado a isso, não adianta você sair com um aparelho menor que seu relógio e sua bateria ser do tamanho de uma bateria de carro. As pesquisas agora visam diminuir o tamanho, aumentando a eficiência. Será possível?

Sim, é. E os cientistas de Harvard parecem ter a resposta para isso, onde eles simplesmente imprimiram uma bateria com um tamanho menor que a espessura de um fio de cabelo.

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Um revolucionário atlas do cérebro em 3D

O cérebro é o órgão mais estudado e menos compreendido até agora. Sua complexidade, apesar dos avanços em termos de neurociência, supera qualquer coisa que possamos imaginar num organismo vivo. Mas a cada dia estamos entendendo um pouco a mais aquela linda massa esponjosa que 90% das pessoas insistem em não usar direito.

Agora, um projeto propõe um atlas 3D de nosso amigo céLebro de forma que possamos entender melhor esta maravilhosa gambiarra evolutiva, disponível publicamente para os pesquisadores de todo o mundo, sem nenhum custo. É o Big Brother BigBrain.

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… E eu levantarei o mundo!

Eu não sou um ludita. Adoro meu computador, meu smartphone, meu tablet, minha TV e até micro-ondas. Vejo o potencial de cada coisa e como elas são tolamente desperdiçadas. É chato dizer "no meu tempo", mas quando você viveu num tempo em que o auge do conhecimento era ter uma coleção da Barsa ou da Conhecer (e todos o olhavam com respeito e inveja por causa disso), há uma tendência maior a dar valor ao que não tínhamos em nossa época; e mesmo assim fazíamos nossas maravilhas.

Ainda assim não gosto do atual termo "tecnologia". Ela sempre existiu, sempre no seu tempo. O que vemos de tecnológico hoje, será brincadeirinha de bebês daqui a alguns anos. O que não muda é o fascínio em como os antigos resolveram muitos problemas. Um deles era Arquimedes, o homem que disse que se lhe dessem um ponto fixo no espaço, ele levantaria a Terra.

Levantaria mesmo? É o que o Livro dos Porquês analisará agora.

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Por que a água não pega fogo?

Eu recebi uma pergunta por e-mail. Parece uma pergunta imbecil, se você acredita em perguntas imbecis… bem, elas de fato existem, mas não nesse caso. As pessoas têm dúvidas para querer saber as coisas, e se não perguntarem, o máximo que conseguirão é ouvir alguma besteira da linha "Deus quis", "Alá desejou", "Pergunta pra sua mãe". Se a duvida é sincera, merece uma resposta. Se a dúvida é na base da sacanagem, então merece reprovação social e vítima de deboche em público.

Mas qual era a dúvida mesmo? Hora de consultar o Livro dos Porquês.

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Pesquisa indica uso de impressoras 3D na produção de ossos sintéticos

A onda agora é usar impressoras 3D em tudo o que for possível. Eu QUERO ter uma impressora 3D. Você quer uma impressora 3D. Até mesmo Jesus iria querer uma impressora 3D e ele poderia fazer seu próprio pão ao invés de dividir com os bebuns da Santa Ceia.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts agora pretendem usar impressoras 3D para "imprimir" nada mais, nada menos, que ossos.

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Por que navios flutuam?

As perguntas mais simples são as mais complicadas, pois muitas vezes desafiam nossos sentidos. Eu vivo dizendo isso e não me cansarei de dizer. Vemos o mundo e tentamos entendê-lo, mas nossos olhos pregam peças na gente e o cérebro muitas vezes se recusa a aceitar a informação.

Muitas coisas são magníficas de se ver. Eu, por exemplo, adoro ver petroleiros e transatlânticos. Eles são um triunfo de nossa engenharia e engenhosidade. Mas algo no cérebro sussurra que não está certo. Sendo o navio (e chamaremos de "navio" qualquer embarcação marítima de grande porte) feito de aço, a pergunta que soa em nossos ouvidos é: "Como aquela bagaça flutua?" E a resposta do Mestre é "Procurai no Livro dos Porquês".

A vontade, o pensamento, isso é Poder! Acorde a minha mente para o grande saber!

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Pesquisadores usam imponderabilidade para projetar novos materiais

Imponderabilidade é a condição onde o corpo está em contínua queda livre. É o que muitos chamam de "ausência de gravidade", mas isso é errado.Não existe um ponto sequer no Universo que não haja força da gravidade. Ela existe, mesmo que seja muito pequena e é por isso que costuma-se chamar "imponderabilidade" ou "microgravidade".

Agora, cientistas estudam como usar a imponderabilidade para desenhar novos materiais, com propriedades totalmente novas.

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O vulcão de gelo em Titã

Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o Dasht-e Lut, o lugar mais quente da Terra. Nesse artigo, eu expliquei que não basta ser quente para ser um deserto e que o Saara, apesar de mais famoso, não é o deserto mais quente nem o mais seco. Da mesma forma, pensamos que vulcões são aquelas montanhonas, prestes a mandar todo mundo pro saco que nem o Vesúvio fez e se bobearem o supervulcão de Yellowstone que está a caminho.

Podemos pensar que a Terra é o único planeta a ter vulcões, mas há um outro lugar também: o satélite natural ("lua", se você for jornalista que está fazendo parada na seção de Ciência dos portais de notícia) Titã, que orbita Saturno. Enquanto os vulcões aqui expelem lava, cinzas destruição, o vulcão de Titã expele gelo, hidrocarbonetos e várias outras substâncias. Para entender mais sobre isso, verbete TITÃ, seção SATURNO, capítulo  ASTRONOMIA do LIVRO DOS PORQUÊS.

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Alunos da rede pública de Ubatuba participarão de simpósio científico no Japão

Quando as coisas dão errado (e muito!) em termos de ensino, eu meto o malho, mas quando há iniciativas boas, aliás, excelente, aliás, incrivelmente fantásticas, temos a obrigação de divulgar.

Um grupo de estudantes já está de malas prontas e já foram pro aeroporto, pois estão de partida pra filial do bairro da Liberdade proo Japão. Se fosse para a China, algum sarcástico (oiê!) diria que era porque arrumaram um emprego melhor na Foxconn, mas a parada não é essa. Eles estão indo lá porque vão participar do Simpósio Internacional de Ciência e Tecnologia Espacial, patrocinado pela Agência Espacial Japonesa.

E você tirou nota boa no ENEM? That’s cute!

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