O trânsito da Lua com pistas liberadas

Eu gosto de ficar olhando para o céu. Quando não há uma nuvens, e eu posso ver as pequenas estrelas em quantidade brilhando tenuemente, posto que a iluminação urbana impede que o brilho das outras seja visto também. Não vejo uma coisa daqui: o Solar Dynamics Observatory, um observatório em órbita dinâmica que fica de olho no Sol. O SDO vigia o Imperador do Sistema Solar. Ele nos traz muitas imagens, mas por uma simples ocorrência de geometria e óptica, acontece da órbita da Lua passar na frente das câmeras e aí, o que é captado é isso:

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Zé Ruela processa NASA porque ela esconde os Aliens!

Que tem maluco pra tudo, todo mundo sabe. Que tem gente idiota que acredita em discos voadores, qualquer um com mais de 2 neurônios vivos está careca de saber. E que a NASA é culpada por tudo… bem, ser, não é. Mas depois que o bando de espertos derrubou o site da NASA pensando que era o da NSA, o que se pode dizer?

Agora, um manézão com mania de conspirações processou a NASA por causa de uma… pedra, que ele acha ser um alien.

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Grandes Nomes da Ciência: Dorothy Hodgkin

Os brilhantes cabelos são afastados, para que um par de olhos possam ver. A maravilha está à sua frente, em estado natural, mas a verdadeira beleza não é facilmente vista, ainda mais por olhos destreinados. E quando a maravilha foi levada à máquina, um mundo se descortinou frente aos olhos doces da mulher que observava.

A maravilha observada pela mulher foi tanta que ela ganhou um prêmio. O prêmio era o Nobel e a mulher era Dorothy Hodgkin.

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Uma Máquina de Fazer Chuva

Não é magia, não é o caso de índios esquisitos com poderes especiais nem caciques minhoquinhas que trabalham no Reveillon. Quando o clima seco e baixa humidade afeta a vida de muitas pessoas, é hora para apelarmos a um poder supremo. O poder do Conhecimento. O poder da Ciência.

Então, se o problema é falta de chuva, apelemos para uma máquina de fazer chover.

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Ruídos, mineiros, fantasmas e alucinações

No artigo imediatamente anterior, eu comecei falando sobre como a Humanidade deixou uma das maiores marcas de sua presença no mundo: poluição. Não apenas em termos de petróleo derramado, mas outro tipo de poluição: barulho. Pode-se dizer que não há mais nenhum lugar na Natureza onde em algum momento do dia não haja um som produzido por algum invento humano. Mas como é nossa relação com o barulho e outras manifestações sensoriais? O que aconteceria se vivêssemos num ambiente desprovido de sensações?

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Shhh, hora de fazer silêncio…

Levante de madrugada. Ande descalço pela sala e fique em pé, de olhos fechados. Você está envolto ao silêncio, certo? Errado! Preste atenção. Se não for o tic-tac do seu relógio, será o som da sua geladeira. Num prédio? Sempre tem um vizinho batendo a porta. Casa? O som da rua, onde alguém está chegando de carro.

Se quisermos mesmo estar em silêncio, nem mesmo aqueles fones que agem como supressor de ruído são 100% eficientes. É necessário sair de casa. Mas existe realmente um lugar sem nenhum tipo de ruído criado por seres humanos?

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Terrários: O que são, como são e como fazê-los?

Caí de para-quedas numa pergunta que sequer foi dirigida a mim: "Qual seria o tamanho mínimo de um biodome para simular as condições de nosso mundo?" É uma pergunta interessante, mas complicada. A rigor, é muito difícil reproduzir nossa biosfera, que é a parte onde larga maioria dos seres vivos… bem, onde eles vivem e se mantém vivos.

Para responder a pergunta é preciso entender o nosso mundo, e para entender o nosso mundo é preciso criar uma réplica em menor escala do que acontece à nossa vota. Paradoxo Tostines? Nem tanto se entendermos o que é o quê.

Favor abrirem o LIVRO DOS PORQUÊS, capítulo "Planeta Terra"

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O lago da Groenlândia que nos ensina sobre o clima

Quando eu era garoto, eu lia sobre a Groenlândia e imaginava um imenso monte de nada. Não conseguia imaginar qual a importância daquele lugar esquecido, rodeado de gelo por todos os lados, que se tivesse esquimó, estava com sorte (sim, eu sei. Na época eu não sabia). Glaciologistas, entretanto, sabem muito bem o que encontrar na Groenlândia: pistas sobre o que aconteceu, está acontecendo e ajuda a prever o que irá acontecer com o clima do planeta.

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O Fabuloso Pilar de Delhi

Eu canso de dizer que tecnologia não é computador, não é acessar internet ou usar smartphone pra baixar joguinho. Os homens da Antiguidade já dispunham de tecnologia. Que diabo! Uma alavanca é ferramenta tecnológica! Mas algumas obra são fenomenais e mostram a engenhosidade dos “tempos de antigamente”, Eu nem menciono as pirâmides, que é arroz de festa. No Oriente podemos ver coisas que faz de nossos índios… bem, índios: pessoas que mal saíram da Idade da Pedra e nem sabiam o que era fogo até Bartolomeu Bueno da Silva ganhar o apelido “Anhanguera” (não sabe do que estou falando? Livros: leia-os!).

Na cidade de Delhi, Índia, há um pilar. Ele é conhecido por Pilar de Delhi, mas sua fama não é pela originalidade do nome e sim por ele ser o que é: uma maravilha em termos de arte e técnica. Um pilar de mais de mil anos, feito de ferro e em melhor estado que muito “aço inox” vendido por aí.

Queiram, por gentileza, pegar o LIVRO DOS PORQUÊS, capítulo “Civilizações”, subdivisão “Índia”

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Antigas cores de seres do passado

Cores são muito mais que beleza. O conceito de "beleza" é puramente subjetivo. No mundo natural, as coisas são o que são e se for em termos de biologia, não foi pra ser bonitinho, mas alguma utilidade tem. Camaleões não mudam de cores porque é fashion, assim como zebras não estão de pijama, e se você pensa que isso é de agora, está totalmente enganado.

Pesquisadores suecos estudam fósseis de animais marinhos e determinam quais as cores que eles tinham e, melhor ainda, por que eles tinham.

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