Pegadas de dinossauros no NASA Goddard Space Flight Center:

Em 2012, o especialista em rastros de dinossauro, Ray Stanford, descobriu uma trilha de nodossauro da era do Cretáceo no campus do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland. O local foi escavado por Stanford e o paleontologista Martin Lockley, da Universidade do Colorado. Foram catalogadas mais de 70 trilhas de dinossauros e mamíferos impressas no arenito.

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Giárdias secretam proteínas semelhantes ao do hospedeiro só para infectar melhor. Mas a Natureza é linda

Giárdias, como todo bom parasita, é um bicho sacana. E sim, mulinhas, eu sei que ele não é um animal, mas um protozoário fidamãe que fica no intestino dos mamíferos, inclusive de seres humanos e cães, podendo levar estes últimos à morte; em que nos seres humanos, as giárdias do inferno preferem se alojar no intestino delgado. Esta cria de Satã flagelada vive tranquilamente sem necessitar de hospedeiro, dando um rolé por riachos e lagos, podendo ficar lá por bastante tempo, até achar algum bicho idiota para poderem viver felizes da vida parasitando o sistema digestivo desse bicho. Eu sugiro que vocês fervam as águas que coletarem em rios e lagos antes de beber.

O problema é que os cientistas não estavam bem certos do por que a giárdia do inferno conseguia ser tão bem sucedida, já que o sistema imunológico não manda pra vala de uma vez e continuar infectando as pessoas sem dó. E isso porque esta fidamãe conseguiu a incrível façanha de mimetizar células humanas.

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Por que rir de anti-vaxxer é tão perigoso e como as vacinas funcionam

Com os altos índices de febre amarela e o número absurdo de mortes (uma já é algo inaceitável em pleno século XXI!), volta à cena dois tipos de imbecis: anti-vaxxers e gente que acha anti-vaxxers engraçados. Isso vem de uma compreensão errônea dos dois lados, posto que são duas classes de imbecis que sucumbiram à Teoria da Ferradura ao não saber como vacinas funcionam.

É muito tentador, reconheço, rir de idiotas que não querem se vacinar e se exporem ao risco de morrer de uma doença infecto-contagiosa. A frase “Darwin cuida” bem vem à garganta, mas quando você para 2 segundos para pensar, tendo ciência de como vacinas funcionam, o único comentário é “putz!”. Mas por que eu estou falando isso?

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O diplodoco que saiu pra viagem

Todo mundo gosta de dinossauros. Se seu filho não gosta de dinossauros, leve-o agora mesmo num psicólogo, pois ele tem sérios problemas. Se você não gosta de dinossauros, é caso perdido. Atire-se do primeiro prédio ou doe seu corpo para uma usina termelétrica. Estes monstros colossais eram fantásticos e quanto mais sabemos sobre eles, mais fascinam. Hoje, temos vários museus exibindo fósseis com milhões de anos (ou 6 mil, se você for fundamentalista) que contam um pouco da história da vida na Terra. O problema é que montar um bichão grandão dá muito trabalho e requer muitos especialistas. Agora imaginem na hora de transferir um esqueletão grande de um lugar pro outro. Bem, foi o que o pessoal do Natural History Museum fez.

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Sacanagem Sueca fez 37 mulheres acabarem grávidas

Tecnologia é algo fantástico, mas não devemos endeusá-la, ainda mais quando algumas peculiaridades técnicas estão envolvidas, como por exemplo, como o corpo humano funciona. As pessoas acham que sabem mais que médicos e que um app de celular resolve tudo. Daí acaba com a surpresinha que 37 mulheres da Suécia tiveram, quando engravidaram e puseram a culpa num app chamado Natural Cycles, que é certificado na Europa e isso diz muito pouco.

Esses mulheres acabaram abortando e reclamaram da incompetência do aplicativo, que alega ser bastante preciso. Afinal, é a tabelinha 2.0?

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Grandes Nomes da Ciência: Fredderick Banting

O dependente químico chega no Hospital. Ele precisa da substância. Ele está em crise e é questão de tempo; médicos e enfermeiras precisam agir rápido. Primeiro, avaliam se basta dar um pouco da droga da qual o paciente depende, seguido de hidratação. Mas o paciente parece estar em estado mais grave: metabolismo anaeróbio, aumento de cetoácicos, queda de pH, alteração de eletrólitos como sódio e potássio… é preciso agir mais rápido ainda! Correção das alterações dos eletrólitos, reestabelecimento do pH, verificar se tem alguma infecção associada… isso tudo entre outros procedimentos, para, no fim, administrar mais um tanto da substância química da qual aquele paciente diabético tanto necessita: insulina.

Hoje, milhões de diabéticos têm uma vida normal. Mesmo os que precisam injetar insulina, já que seus corpos não a produzem. Eles estão salvos graças ao trabalho de vários homens; dentre eles, o dr. Frederick Banting.

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O doloroso caso da família que não sente dores e corre riscos de se machucar

Imagine que você estivesse livre de dores. Nenhuma. Nenhumazinha sequer. Parece o som do paraíso, certo? Mas não é. Não sentir dores é um inferno. Você se machuca sem saber, podendo ter cortes profundos e se esvair em sangue. Pode ter algo muito errado, mas como não sente dor, só saberá tarde demais.

Tem até o caso de uma família inteira com uma mutação genética que inibe que eles sintam dores. O que podemos aprender com eles?

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Os Amonites

Os amonitas eram formados pelo povo filho de Amom que habitava a área ao leste do rio Jordão, de Gileade e do mar morto, no que hoje é a Jordânia, cuja capital (hoje, Amã) formava um conjunto das principais cidades. Claro, você deve estar pensando se eu cometi um erro de grafia no título, mas, não. O assunto não é sobre os povos semíticos de um trecho da Palestina do século IX, e sim sobre moluscos cujos primeiros exemplares surgiram no período Devoniano Tardio, em torno de mais ou menos 360 milhões de anos, tendo ido para a vala junto com os dinossauros na extinção do Cretáceo-Terciário.

(não pergunte por que eu fiz isso. eu mesmo não sei)

No meio de uma floresta, um mamífero mostra o dedo médio para todos eles.

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O Experimento de Harlow e a Teoria do Apego

Qual a origem do amor? Por muito tempo ficou-se com medo de pesquisar sobre isso. Ninguém queria que um sentimento tão sublime fosse escrutinado pela Ciência. E se a resposta minimizasse o sentimento a alguma coisa tão… simples? Como explicar o amor que temos por nossas mães?

Bem, um pesquisador chamado Harlow resolveu testar de onde vem o nosso amor por nossas mães e como podemos fazer para usar esse fator para melhorar como nós mesmos interagimos com nossos filhos. O experimento que ele idealizou foi o ponta-pé para a chamada Teoria do Apego.

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Cientistas desenvolvem técnica para tratamento de doença neurodegenerativa (não é Alzheimer)

Ninguém gosta de ficar doente, mas algumas doenças são piores que outras, e isso é um fato. Um desses exemplos é a ataxia de Friedreich. Esta tristeza é uma doença neurológica caracterizada pela queda de coordenação nos movimentos musculares, acabando com que a pessoa não consiga nem mesmo ficar em pé. Esta doença neurodegenerativa é hereditária e autossômica recessiva, afetando cerca de uma criança entre 22 mil. Este número pode variar até dois nascimentos em 100 mil, e isso já é muita coisa. Normalmente, se manifesta entre 5 e 15 anos de idade, começando por problemas de locomoção ao andar, evoluindo até o quadro de haver deformidade dos pés e escoliose. Ruim o bastante? Calma que esta tristeza ainda acarreta em diabete e afeta seriamente o ritmo cardíaco, além de causar cegueira entre outros problemas que irão variar de pessoa para pessoa e se se pode ter certeza de uma coisa, é que vai ficar muito pior.

Num comentário de um dos meus vídeos, um imbecil falou que ciência só serve para enganar pessoas burras. Seria ótimo se a ciência pudesse apenas ignorar a doença e erradica-la de vez, mas como fazer isso, se até agora não se conseguia simular os sintomas em sua totalidade em ratos?

Bem, frise-se o “até agora”.

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