Pesquisadores filmam gorilas velando seus mortos

Algumas pessoas pensam que humanos são diferentes dos outros animais, porque nós estabelecemos vínculos sociais. Lobos andam em matilhas, peixes em cardumes e elefantes em manadas. Alguns acham que nós somos especiais por velarmos os nossos mortos e sentirmos a perda, o que não é verdade. Gorilas também velam seus mortos, como mostrado nesta reportagem da National Geographic, e isso não foi um caso à parte. Entretanto, pesquisadores de Ruanda e na República Democrática do Congo puderam examinar de perto as respostas comportamentais à morte de três indivíduos entre um grupo de gorilas.

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Pesquisadora banca voyeur e filma lagarto mergulhando

Répteis formam uma classe muito interessante. Há diversos deles e mostram-se como um verdadeiro sucesso em termos de evolução biológica desde o período Carbonífero, tendo surgido há cerca de 310 e 320 milhões de anos. Depois de centenas de milhões de anos, o que temos é a fina flor e animais muito bem adaptados ao ambiente, capazes de sair correndo atrás de vocês em terra e nadando caso você se julgue espertão o suficiente pra se jogar no rio, pensando que vai escapar.

Entre dragões malvados que babam veneno e tartarugas centenárias, passando por aquela lagartixa gelada que todo mundo foge, temos o caso do lagarto mergulhador da Costa Rica.

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Células-tronco viram neurônios. Já sabemos o que você tem na cabeça (fora isso)

Teve época que se acreditou que as pessoas nasciam com determinada quantidade de neurônios, eles se reproduziam até certa idade e ba-bau. Já era. Eles só aumentavam de tamanho e só. Se você perdesse, problema seu. Sim, se acreditou nisso, mas Ciência não se baseia em crenças. Ciência se baseia em análise e revisão contínua do que se sabe. Ciência não é uma religião. Se alguém não prova algo em contrário, não é problema do conhecimento vigente.

O que se sabe agora é que, pelo menos, duas regiões do cérebro (os centros que processam o olfato e o hipocampo, responsável pela aprendizagem e memória) desenvolvem novos neurônios ao longo da vida.

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Pesquisa estuda como usar seu próprio corpo para gerar eletricidade para dispositivos

Você já participou de aula de Física no colégio, em que o professor te deu um cano de PVC e um punhado de fio de lã para você ficar atritando. Você ficou com vergonha, todo mundo soltou um “esfrega aqui também”, você foi reclamar de bullying e aí mesmo que todo mundo ficou te zuando. Este fenômeno é chamado “triboeletricidade”, o processo pelo qual materiais se eletrizam em consequência de atrito. Daí você pensa: pô, seria maneiro se usasse isso para gerar eletricidade, né? Bem, seria, mas o problema é que é ineficiente para grandes cargas, tipo o seu celular. Mas e se fossem nanodispositivos?

Bem, é isso o que pesquisadores da Universidade Purdue estão pesquisando.

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Sais de nitrato estão detonando com florestas

Eu comecei a ler um artigo sobre poluição de nitrogênio. Achei bem esquisito numa atmosfera em que 70% é nitrogênio e trata-se de um gás inerte. Como assim poluição por nitrogênio? Tão absurdo quanto isso só filme ruim que dizia que tinha um ser vivo que respirava nitrogênio e mataria todo mundo no planeta por asfixia (o fato de pessoas respirarem oxigênio pareceu irrelevante). Ao ler a publicação, soltei um palavrão, pois o que o jornaleiro responsável pelo Press Release do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estava falando é sobre poluição por nitratos e não nitrogênio.

Morra, jornaleiro maldito!

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Químico eletrocuta bactérias e elas ficam serelepes

Lembram do artigo sobre a bandagem elétrica que acaba com biofilmes de bactérias? Aí você ficou: MUAHAHAHAHA, mete eletricidade nessas disgramadas e mandem-nas pro Inferno das Bactérias. MUA-HA-HA! Agora, imagine que você está dando um rolé num parque e vê uns caras colocando eletrodos numa piscina natural para dar uns choques no que tiver á e descobre que as bactérias lá não só estavam vivinhas da silva como adorando a eletricidade a ponto de se alimentarem dela. Bizarro, não?

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Pesquisa esclarece como bandagem elétrica ajuda a cicatrizar e mandar bactérias pro além

Bandagens são uma tecnologia de uso médico conhecida desde os antigos egípcios, que aplicavam tiras de algodão, algumas vezes embebida em betume para imobilização. Elas ajudam a cicatrização ao não expor feridas abertas ao ar, cheio de “humores capazes de fazer espíritos malignos entrarem”, se por “espírito maligno” você entender como bactérias.

Milênios depois, surgiram as bandagens elétricas, isto é, bandagens pelas quais circulam corrente elétrica. A primeira patente data de 1940. O problema é que essas bandagens elétricas até funcionam, mas não se sabia direito o motivo, só que uma pesquisa pretende explicar o que acontece quando a gente eletrocuta o local, mesmo com correntes pequenas. Afinal, isso é cadeira elétrica para bactéria?

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Em 50 anos, seres humanos passarão o cerol em quase 2 mil espécies. Somos maus, não somos?

Indo direto ao ponto, estimativas apontam que lá pro ano 2070, seres humanos terão extinguido (ou quase) cerca de 1.700 espécies entre anfíbios, aves e mamíferos em maior risco de extinção. Sim, seres humanos, esses maníacos psicopatas que estão passando o rodo em geral. Mas ninguém para para pensar (merda de acordo ortográfico!) num pequeno detalhe: não somos tão especiais assim, e o ser humano ainda é parte do mundo natural.

Eu preciso explicar o que isso significa, não preciso?

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Ratos dentuços por encomenda

Você, como todo humano (você é humano, né?) é um tosco em termos de dentição. No máximo, tem uns dentinhos de leite até chegar a dentição definitiva. Perdeu um da dentição definitiva? Ha! Ha! SE FERROU, IRMÃOZINHO! Em compensação, répteis e peixes em sua maioria não têm este problema. Vários deles têm múltiplos conjuntos de dentes durante a sua vida. Fica a pergunta: em que ponto a Seleção Natural agiu para haver esta disparidade de formas de dentição??

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LEVANTA-TE E ANDA: Fóssil ganha exoesqueleto para cientistas estudarem seus movimentos

Eu procuro sempre dar uma assuntada nos periódicos científicos, sites de universidades e institutos de pesquisa para saber o que anda rolando e trazer para vocês. Claro, para pesquisas internacionais. Universidade brasileira não faz divulgação científica. Talvez para ninguém saber da Ciência Salame. Eu desisti de pedir a pesquisador para me mandar seus papers para eu ler e divulgar. É a síndrome “é pro Fantástico?”, para depois reclamarem que jornaleiros publicaram tudo errado. Normalmente, eu posto coisas que estão recém-publicadas, na larga maioria das vezes antes dos veículos de informação e de “informação”, com informações certas e detalhes adicionais e alguma observação para elucidar pontos. Então, eu vi um artigo, digo, um vídeo compartilhado pela Reuters do dia 5 de fevereiro, mostrando que cientistas pegaram um fóssil e montaram num robô para saber como ele andava quando era vivo (o fóssil, não o robô). Ao pesquisar a respeito, vi que não era nada disso.

Sim, eu cheguei depois. Vários tinham veiculado, mais notadamente copiando a postagem da Reuters. Mas o que foi descoberto e qual era a pesquisa?

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