Bactéria Vampira pode ser a chave para novos antibióticos

Sim, eu sei que Halloween foi ontem. Mas vamos manter o clima até onde der. Por causa disso, nem tirei a imagem de fundo comemorativa do Cet.net (se você não consegue ver, dá Ctrl+F5 e saia correndo dos zumbis). Voltando ao assunto, digo, COMEÇANDO o assunto, sabemos que normalmente atacamos infecções bacterianas com antibióticos, de forma a mandar as malditas servas do Lado Negro pros quintos, sextos e sétimos do inferno. nenhuma novidade, desde Fleming. Agora, a chave está em usar "fogo amigo", fazendo-se uso de bactérias vampiras, prontas para chupar, digo, atacar outras pequenas safadas.

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Pesquisa indica que DNA Lixo ajudou a separar humanos de chimpanzés

O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.

Hoje sabemos que ele foi responsável por muitas coisas e, pelo visto, ele é o que nos separa dos nossos "primos" primatas: os chimpanzés. (como sempre digo: Evolução nunca quis dizer melhoria)

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Como o comportamento materno é influenciado por alterações no cérebro

Mexer com coisas fundamentais de nossa psique pode ser sinal de problemas à vista. Lidar com nossas emoções é sempre complicado e quando temos a mais profunda dessas emoções analisadas pelas lentes frias da pesquisa científica, acabamos sendo acusados de desumanizar nossos comportamentos. O amor materno é, como todos os nossos sentimentos, reflexo de bilhões de anos de evolução biológica. De uma maneira seca, nos limitamos a dizer que não passam de descargas elétricas causadas por reações químicas no cérebro. Uma recente pesquisa estabelece, contudo, novas variáveis no jogo: o odor.

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Afinal, existe aquecimento global?

Eu me lembro de alguns idiotas (que por sinal saíram daqui estrebuchando, mas continuam acompanhando religiosamente) me xingaram e se rasgaram por causa do Aquecimento Global, dizendo que as pesquisa do dr. Mann eram fraudulentas, mesmo sem Mann sequer ter sido citado. Me enviaram uma página com trocentos links à guisa de provar que o aquecimento global era tão verdadeiro quanto Jesus caminhando de biquíni em plena 5ª Avenida. O problema estava em alguns artigos nada a ver com a questão e outros demonstrando a existência do fenômeno, sendo um dos maiores tiros no pé da história dos comentários. Entretanto, parece que não resta muita dúvida, pois dados comparados demonstraram que a Terra está sim com sua temperatura média elevando-se, e a questão nunca foi essa. A questão era saber até que ponto era devido à influência humana, mas os paranoicos e suas teorias de conspiração não largam o osso.

Levando-se isso tudo em conta, resta a pergunta: Que diabos está acontecendo?

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Cientistas pesquisam genoma da bactéria causadora da Peste Negra

As pessoas têm uma ideia romanticamente errada sob a Idade Média. Não havia cavaleiros garbosos em cavalos brancos salvando belas donzelas de dragões. Os dragões só existem na Bíblia (e são mais parecidos com a sua sogra), as donzelas não eram tão donzelas assim, além de terem poucos dentes na boca, feridas, vários partos (muitos abortados) e cabelo desgrenhado, os cavaleiros normalmente era um bando de filho bastardo dos ricos senhores feudais (cujos castelos não tinham a aparência do castelo do Rei Arthur) e os cavalos não passavam de pangarés. A expectativa de vida não passava dos 30 anos (com sorte ou nem tanta assim) e o cardápio consistia no que você quis caçar (ou que estava te caçando no dia anterior). Um lugar lindo e maravilhoso, perto da Natureza e rodeado de verde.

Na maravilha que se tornou a Idade Média, lá pelos idos do século XIV, a querida, complacente, misericórdia e gentil Natureza começou a varrer todos os toscos humanos da área, através de uma coisinha linda que ficou conhecida como a Peste Negra, que ceifou mais vidas, mandando 1/4 da população europeia direto para vala, na paz do Nosso Senhor Deus que ama os justos. Hoje, no século XXI, cientistas conseguiram sequenciar o genoma do monstro causador desta doença terrível: a bactéria Yersinia pestis.

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Grandes Nomes da Ciência: Harry Harlow

Dois arregalados olhos castanhos circulam pelo ambiente, aterrorizados. O medo chega até a garganta, mas nenhum som sai dela. Uma cabeça gira e vasculha todos os pontos do ambiente, até que uma porta desliza suavemente para cima. Silêncio. O ser monstruoso do outro lado da porta começa a se agitar; o movimento de suas garras e ruído horrível aterroriza o dono dos doces olhos castanhos, e este correrá em busca da única coisa que sua mente acha que garantirá a segurança: sua mãe. O macaquinho corre e se agarra a uma boneca feita de arame e com "pele" felpuda e é tudo isso que o coitado precisa para se sentir seguro.

Esta é a história do dr. Harry Harlow, que com dois bonecos de arame e alguns macacos rhesus estudou os mecanismos psicológicos do amor e do afeto.

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Macacos, robôs e a Copa do Mundo

Em Aliens, o Resgate, Sigourney Weaver entra em campo para sair na porrada com o bicho-feio-babão. Como "na mão" ela não seria idiota de fazer, ela vem com um exoesqueleto imenso. Isso é recorrente em várias obras de ficção científica e nem é mais tão ficção assim, já que engenheiros japoneses mostraram em 2009 que apetrechos assim são plenamente viáveis (vídeo AQUI).

Isso, por si só, já é algo e tanto, mas sempre queremos coisas melhores. É o natural em termos de evolução do conhecimento. Um exoesqueleto assim é muito útil, mas tem problemas por ser grande e desajeitado. Muito bom para serviço pesado, mas deficiente em termos de sensibilidade. Não seria legal se pudéssemos mover máquinas e sentir o mundo através delas, através do mais importante dos sentidos? Sim, seria e é no que o pesquisador Miguel Nicolelis está avançando, conseguindo que macacos tivessem uma real sensação tátil ao manipular objetos que em fato não existem. Mas hein?

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O efeito borboleta do aquecimento global

As borboletas monarca não são como todas as demais. Eu nem as acho muito bonitas. Entretanto, elas possuem uma das maiores migrações anuais, saindo dos Estados unidos e indo para o México, a partir de agosto, voltando para o norte durante a primavera (estamos falando das estações do ano referentes ao hemisfério norte), tendo uma viagem tão longa para tão curta vida que a geração que parte do norte não é a mesma que volta do sul. Isso acontece por muitos anos, mas parece que eventos climáticos associados ao aquecimento global está interrompendo isso. Afinal, o que está acontecendo?

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Como nossos cérebros reagem aos erros

Assimilar a informação que você fez besteiras não é agradável. Ninguém gosta de estar errado. Eu mesmo não gostaria caso algum dia alguém finalmente conseguisse demonstrar que eu errei algum dia da minha vida. De qualquer forma, os antigos já diziam que é errando que a gente aprende, o tipo de coisa que pensamos quando um médico corta a sua perna direita fora quando deveria cortar a esquerda. O importante é saber como o cérebro reage frente ao erro e como se prepara para lidar com a situação.

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O preconceito pode não ser culpa do preconceituoso. Ou pode?

Não adianta tentar negar: todos nós somos — em maior ou menor grau — detentores de algum tipo de preconceito. Desde coisas que chamam de música, como funk ou os baby, baby, baby da vida, até o modo como nosso vizinha anda vestido, passando por preferências sexuais, cor de pele ou times de futebol, o ser humano mostra que não está muito familiarizado com a vida em companhia de outras pessoas que julgam não fazer parte de um determinado grupo.

Pesquisadores britânicos estudam até que ponto isso é algo particularmente vindo de uma decisão consciente de nossa gambiarra evolutiva chamada "cérebro" ou por simples pressão social.

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