Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros

Os malvados cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) – insensíveis, horrendos e capazes de atos hediondos à guiza de ampliar o conhecimento humano e melhorar a vida das pessoas – estão estudando a capacidade regenerativa de um anfíbio chamado Axolotle (Ambystoma mexicanum), que possui 3 pares de brânquias externas e possui uma das maiores capacidades regenerativas no reino animal, podendo regenerar extremidades completas do corpo até pedaços de cérebro. Ele só não possui esqueleto de adamantium (ainda). Continuar lendo “Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros”

Mal uso de antibióticos está tornando a tuberculose resistente a remédios

Há um problema sério em se tratar tuberculose de qualquer jeito, como qualquer outra doença: que a doença fique mais forte; isto é, o uso de um antibiótico comum pode causar um problema ao gerar um tipo de tuberculose mais resistente. Fluoroquinolonas são as drogas mais comumente prescritas nos EUA, e são utilizadas para lutar contra uma série de infecções, desde sinusite até pneumonia. Elas também são uma espécie de primeira linha de defesa eficaz contra infecções provenientes da tuberculose que mostram resistência medicamentosa. Entretanto, uma nova pesquisa mostra que o uso generalizado de fluoroquinolonas pode criar uma cepa de bactérias resistentes a estes medicamentos também, e isso é pra lá de preocupante.

A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas da Humanidade. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como “Bacilo de Koch”, em homenagem ao seu descobridor, o médico Heinrich Hermann Robert Koch. Sua contaminação se dá principalmente por via aérea. Dados históricos sobre a tuberculose no Brasil podem ser vistos diretamente no site da Fundação Instituto Oswaldo Cruz – FIOCRUZ. Continuar lendo “Mal uso de antibióticos está tornando a tuberculose resistente a remédios”

População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio

Uma grande pergunta, e até agora não respondida, no decorrer da evolução humana é quando os humanos modernos começaram a se expandir pelo mundo. O crescimento demográfico estava associado com a invenção de determinadas tecnologias em particular? Ou as inovações comportamentais por caçadores-coletores no último Pleistoceno, com o início da agricultura durante o Neolítico?

Bem, pelo visto, os dados vindos das 3 populações não-africanas sobreviventes (bascos franceses, os chineses Han e os melanésios) são inconsistentes com o modelo de crescimento simplificado, presumivelmente porque eles refletem histórias demográficas mais complexas. Em contraste, os dados vindos das 4 populações sub-saarianas na África concordam com as duas fases do modelo de crescimento populacional. As análises suportam a teoria em que o crescimento populacional teve um desempenho significativo na evolução das culturas humanas no Pleistoceno Tardio. Continuar lendo “População humana expandiu-se durante o Pleistoceno Tardio”

Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos

A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na PloS ONE. Continuar lendo “Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos”

Enzima sensivel ao oxigênio ajuda na criação de novos genes

Uma enzima sensível ao oxigênio foi encontrada desempenhando um papel fundamental na forma como a criação de muitos genes diferentes proteínas que compõem os nossos corpos. O achado mostra que a enzima, denominada Jmjd6, intervém diretamente no processo em que o DNA dos nossos genes sofrem uma espécie de Ctr-X/Ctrl-V, isto é, os genes possuem certas partes recortadas, para serem coladas em outro lugar, propiciando instruções para a criação de proteínas específicas.

A descoberta, relatada na Science por uma equipe liderada por cientistas da Universidade de Oxford e da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique, abre uma nova área de investigação em níveis moleculares de doenças cardíacas e câncer. Continuar lendo “Enzima sensivel ao oxigênio ajuda na criação de novos genes”

Computação agrícola

Até meados de 2010 a Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), que tem cerca de 11 mil associados, principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, testará novas ferramentas computacionais que estão sendo desenvolvidas por uma pesquisa conjunta entre as áreas de computação e ciências agrárias no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research.

Coordenado pela professora Claudia Maria Bauzer Medeiros, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o projeto “eFarms, uma estrada de mão dupla de pequenas propriedades rurais para o mundo em rede” foi um dos selecionados na primeira chamada do convênio, em 2007. Continuar lendo “Computação agrícola”

Especiação sem barreiras

Trabalhando com simulações em modelos matemáticos, um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos acaba de propor um mecanismo de formação de novas espécies biológicas que não envolve barreiras físicas ou isolamento geográfico. O estudo foi publicado na revista Nature.

De acordo com o primeiro autor do artigo, o professor Marcus Aloizio Martinez de Aguiar, do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mecanismo mais conhecido de formação de novas espécies biológicas é a chamada especiação geográfica: barreiras ecológicas impedem a troca de genes entre indivíduos de uma mesma população que, ao longo do tempo e submetidos a distintas pressões de seleção natural, acabam por gerar espécies diferentes. Continuar lendo “Especiação sem barreiras”

A vida no interior das células

The Inner Life of a Cell (A vida interior de uma célula) é uma animação de três minutos criada pelos estudantes de biologia da Universidade Harvard, usando os softwares Newtek Lightwave 3D e o Adobe After Effects. Não é o que se pode chamar de uma obra capaz de concorrer a um Oscar com filmes de animação como os que são produzidos pela Pixar ou a Dreamworks, se bem que, ao meu ver, ganha em disparado deles. Vejam o filme e depois me digam se eu não tenho razão. Continuar lendo “A vida no interior das células”

Estudos mostram eficácia de remédio e dieta no aumento da expectativa de vida

Dois estudos independentes dão passos importantes rumo ao desenvolvimento de terapias que retardem o envelhecimento em seres humanos – e assim nos aproximem da tão desejada longevidade. Uma substância derivada de bactérias se mostrou eficiente no prolongamento da vida de camundongos, e o mesmo resultado foi alcançado em macacos submetidos a uma dieta de restrição calórica. Continuar lendo “Estudos mostram eficácia de remédio e dieta no aumento da expectativa de vida”

Genes do colesterol

Vinte genes envolvidos no controle dos níveis de colesterol foram identificados por um grupo de cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e da Universidade de Heidelberg (Alemanha). A descoberta representa um importante passo na busca pelo entendimento dos mecanismos por meio dos quais o balanço do colesterol é mantido.

O estudo foi publicado na revista Cell Metabolism. “Os resultados podem abrir novas vias para o desenvolvimento de terapias. Podemos buscar, por exemplo, pequenas moléculas que possam ter algum impacto nesses genes”, disse o alemão Heiko Runz, um dos autores do trabalho. Continuar lendo “Genes do colesterol”