Os Amonites

Os amonitas eram formados pelo povo filho de Amom que habitava a área ao leste do rio Jordão, de Gileade e do mar morto, no que hoje é a Jordânia, cuja capital (hoje, Amã) formava um conjunto das principais cidades. Claro, você deve estar pensando se eu cometi um erro de grafia no título, mas, não. O assunto não é sobre os povos semíticos de um trecho da Palestina do século IX, e sim sobre moluscos cujos primeiros exemplares surgiram no período Devoniano Tardio, em torno de mais ou menos 360 milhões de anos, tendo ido para a vala junto com os dinossauros na extinção do Cretáceo-Terciário.

(não pergunte por que eu fiz isso. eu mesmo não sei)

No meio de uma floresta, um mamífero mostra o dedo médio para todos eles.

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O Experimento de Harlow e a Teoria do Apego

Qual a origem do amor? Por muito tempo ficou-se com medo de pesquisar sobre isso. Ninguém queria que um sentimento tão sublime fosse escrutinado pela Ciência. E se a resposta minimizasse o sentimento a alguma coisa tão… simples? Como explicar o amor que temos por nossas mães?

Bem, um pesquisador chamado Harlow resolveu testar de onde vem o nosso amor por nossas mães e como podemos fazer para usar esse fator para melhorar como nós mesmos interagimos com nossos filhos. O experimento que ele idealizou foi o ponta-pé para a chamada Teoria do Apego.

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O Experimento com o Pequeno Albert

Até onde vai a pesquisa científica, e quando é suficiente, a ponto de parar tudo, pois cruzou-se os últimos limites da Ética? Numa época que comitês de ética em pesquisa científica era algo que sequer era aventada, John B. Watson, criador do termo “behaviorism” estava transitando naquela área nebulosa entre o certo e errado. Para saber mais é preciso tudo? Bem, ele não se preocupou com isso, nem ninguém se preocupava. Mas isso até o momento que resolveu torturar um bebê para saber de onde vinha o nosso medo.

Neste vídeo, eu conto a história do Pequeno Albert e de como devemos ter em mente que para tudo tem limite.

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Trilobitas e os segredos dos seus olhos

Olhos são uma coisa fascinante. Depois de 3 bilhões de evolução biológica, temos uma maravilha que nos faz enxergar, salvo se for aquele pontinho cego safado, que é onde o nervo óptico toca a retina e lá fica incapaz de receber luz que foi refletida pelo objeto, sem poder criar a imagem naquele ponto. Também tem o fato do cristalino se embaçar, causando cataratas. Também tem aquele lance de ficar com a visão como se estivesse por um tudo, miopia, hipermetropia, astigmatismo, vista cansada etc. Mas é tudo um projeto inteligente.

No início, os olhos não eram tão divinamente planejados assim e alguns animais desenvolveram olhos múltiplos, de forma que captassem mais luz e imagens, sendo tudo montado no cérebro. Mas com os primeiros olhos compostos foram formados?

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Cães são mais espertos que gatos, de acordo com neurociência (guaxinins são mais espertos)

Nós, carnívoros, somos mais inteligentes. Isso é um fato incontestável. A ingestão de proteína animal fez nos cérebros crescerem mais que que os de herbívoros estritos. Lamento, mas é assim mesmo. Um gato é mais esperto que um chinchila, um tigre é mais inteligente que uma zebra e eu nem posso me comparar com um comentarista de portal de notícias, já que este último não subiu na escala evolutiva para algo acima de um fungo.

Os cérebros de animais carnívoros e onívoros também são diferentes, principalmente porque grandes animais têm gastos energéticos maiores e padrões de alimentação não-confiáveis. O alto custo metabólico pode colocar grandes felinos, por exemplo, em risco. Animais pequenos, entretanto, conseguem desenvolver maior números de células do córtex cerebral (a parte mais “espertinha” do cérebro) por volume cerebral. Ou seja, apesar de ursos terem cérebros maiores, não possuem maior número de células corticais proporcionalmente se comparados com um gato ou um cachorro. Aliás, se formos ver por isso, cães possuem maior número de células corticais que gatos. Sim, o Spike é mais esperto que o Tom.

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Pílula do cocô usada para combater infecções intestinais

Nenhuma doença é legal, mas com certeza as que acometem o intestino estão entre as mais infames, desconfortáveis e muitas vezes fatal. Há muitos tratamentos, inclusive em que cocô é transplantado de um intestino pro outro, mas será que não poderíamos simplificar isso? Bem, se simplificação que você quer, simplificação é o que a Ciência te dará. Que tal uma pilulinha de cocô?

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Terapia genética para consertar os males do seu coraçãozinho partido e mal pago

Todos nós sabemos (sabemos, né?) que o coração é formado por tecido muscular, chamado “músculo cardíaco”. Ele não é como o músculo do seu braço, apesar das muitas peculiaridades semelhantes, como você ficar com braço bombadão depois de puxar ferro e seu coração aumentar de tamanho devido a esforços desnecessários, em que muitas vezes é preciso operar, removendo parte desse tecido num procedimento conhecido como Procedimento Batista para os casos de cardiomiopatia dilatada. Só que, diferente dos demais músculos, o músculo cardíaco não se regenera como os outros tecidos musculares, o que é um sério problema quando se tem um atraque cardíaco. Você espera que na recuperação ele voltasse ao que era antes. Lamento, não vai acontecer.

Ou será que sim? Pesquisadores desenvolvem um gel motherfucker capaz de tascar sequências de genes direto no músculo do coração para ele dar um Ctrl+Alt+Del e reiniciar tudo. Continuar lendo “Terapia genética para consertar os males do seu coraçãozinho partido e mal pago”

A exuberante vida nas cavernas submersas em Yucatan

A Península de Yucatán, no México, é bem famosa pelo pedregulhão do mal que caiu lá, mandando bela quantidade de seres vivos para a vala, com os dinossauros liderando a fila da extinção. Mas nem só por meteoros a península de Yucatán é famosa. Ela guarda muitos tesouros, como rios subterrâneos e cavernas inundadas. Um mundo só dela, com bactérias que se se alimentam de metano nas frias cavernas esquecidas, que só verdadeiros aventureiros têm coragem de ir para explorar um mundo que parece que parou no tempo.

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As diferenças dos cérebros humanos e demais macacos não são apenas o tamanho

Dá para perceber bem a diferença entre humanos e outros primatas só de olhar pra eles (embora não tanto se pegarmos apenas os comentários de portais de notícia). A principal diferença está no desenvolvimento do cérebro, embora a quase totalidade do cérebro seja parecida. Parecida, mas não igual. Mas quando e em que parte do cérebro começaram as mudanças? Bem, é o que uma pesquisa pretende explicar.

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Diferente de você, macacos são ótimos para trabalhar em grupo

Todo mundo sabe que trabalhar em equipe é um saco; ainda mais quando o professor é que resolve ele mesmo montar os grupos para fazer o trabalho. A maioria das pessoas não sabe trabalhar em grupo e isso é uma dor de cabeça para chefes, a despeito das bobajadas que esses “coaches” dizem nas palestras. A verdade é que estamos bem inferiores aos chimpanzés, que não veem problema nenhuma em trabalhar em grupo, como é comprovado numa pesquisa recente, em que os chimps são espertos não só na divisão de tarefas, como assumir a tarefa de um dos amiguinhos quando necessário.

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