Encontrado laboratório de Galeno

Cláudio Galeno era uma figura fantástica. Nascido em Pérgamo, na atual Turquia, em 129 EC, Galeno era médico, teórico, filósofo (do tipo de filosofia que presta, ouviu, Platão?), biólogo e neurocientista (sim, pois é. Dane-se você, Aristóteles e sua teoria que mulheres tem menos dentes que homens). Galeno atendia pobres, mas a grana mesmo estava no atendimento médico a gladiadores e imperadores. Cláudio Galeno fez grandes descobertas, e cometeu vários erros. Um dos motivos é que as leis vigentes proibiam exumar corpos humanos e disseca-los. Júpiter não gosta, lamento, mal aê, te vira que tu não é quadrado. Isso levou a Galeno achar que as mandíbulas humanas eram divididas em duas, como nos cães, e não são.

Até agora não se sabia ao certo onde era o laboratório e local de trabalho de Galeno, mas agora se sabe: embaixo da Basílica de Maxêncio em Roma.

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Neandertais também sabiam fazer fogo e curtiam braseiro

Todo mundo sabe que numa disputa pela sobrevivência, quem detém as melhores habilidades ganha; a isso soma-se a tecnologia, não só em feitura, como manuseio. Quem é senhor da melhor tecnologia, tem larga vantagem. Costumam alegar que os neandertais perderam a competição pros Homo sapiens pelo fato desses últimos dominarem o fogo, enquanto os neandertais eram broncos e não eram capazes de produzir, manter e dominar o fogo. Sim, faz total sentido pensar isso, só que recentes descobertas mostram que pode não ser bem assim, e neandertais sabiam se virar muito bem com o fogão. Mesmo porque, ainda não havia micro-ondas e nem… AIRFRYER!

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O brilhantismo prateado de uma taça romana

Os antigos artesãos eram hábeis e faziam maravilhas, mesmo sendo vistos hoje com cara de “Ué?”. As ferramentas eram limitadas, então, contavam com a sua genialidade. Muitos dos processos ainda são usados hoje, mas com ferramentas modernas.

Este vídeo mostra como uma taça romana de 2 mil anos foi feita, mesmo conservando ainda hoje sua beleza.

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Pau velho inglês mostra os segredos dos antigos fazedores de barcos

Eu gosto de coisa velha (não a ponto de querer algum enlace carnal com yo momma, pois não vamos exagerar). Imaginem que descobriram um incrível barco de madeira muito, mas muito, mas muito antigo. Imaginem que esta madeira tem cerca de 8 mil anos, e este barco não era nada pequeno. Pensaram? Imaginem que maravilhoso e que histórias ele teria para contar. Seria mágico e se bobear, parte da história mitológica de alguma religião.

Não, não ESTE barco. Estou falando de uma embarcação encontrada na Ilha de Wight, que fica a sul de Southampton e a leste de Yarmouth, Inglaterra.

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A investigação genética de um morticínio familiar

Um psicopata sinistro fez um trabalho horrendo. 15 pessoas foram brutalmente assassinadas. O crime aconteceu há mais de 5 mil anos, mas a ciência do século XXI pode investigar o que aconteceu e como aconteceu. E isso começa ao se examinar os restos vítimas que foram encontrados no que hoje é a vila de Koszyce, no sul da Polônia.

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Pesquisadores mapeiam de genes que datam das Cruzadas. Jornaleiro se preocupou com a cabeça

Guerras hoje são muito o do sem-graça. Segundo historiador militar e filósofo capitão Rodrigo Cambará, guerras existem para dar diversão aos homens. Ficar numa salinha com ar-condicionado e um whey do lado apertando botões para que um Predator mande umas democracias do outro lado do mundo é algo que qualquer mané faço. Isso nem dá mais terror, só faz pessoal ficar bolado. Bom mesmo era antigamente, quando nossos ancestrais saíam na porrada no mano-a-mano, esmagando os seus inimigos, vendo-os fugindo diante de você e ouvindo o lamento de suas mulheres. Isso sim era maneiro. O cara tá lá escondido numa fortificação, aquele covarde? Manda-se um recado. Como? Catapultando a cabeça de alguém com aquele recadinho silencioso “saca só o que eu vou fazer contigo!”.

Mas calma lá. isso você acha hardcore demais? Pois melhora (ou piora, dependendo de qual lado você está lutando): há evidências que pessoal juntou o insulto à injúria e mandou a cabeça de um camarada não só para espalhar terror, mas doenças também, comprovando mais uma vez que guerra biológica não é coisa recente.

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O último suspiro de Júlio César e a fabulosa ruína onde ocorreu

“Et tu, Brute?” Esta infame frase foi a última coisa que Caio Júlio César teria proferido a Marco Bruto, quando este lhe passou o rodo, digo, a faca. Mas não, César efetivamente não disse isso. Esta frase é famosa, mas quem pôs na boca de César (isso soou esquisito) foi Shakespeare, na peça Júlio César, ato III, cena 2. O mais provável que César deva ter dito é “AOUCH!!!” ou, o que eu mais gosto (se Shakespeare pode inventar, eu também posso) é “AI, PORRA!” <vira-se> “Brutus seu…” <outras facadas>. Ah, sim. O historiador Suetônio disse que testemunhas afirmaram que as últimas palavras de César, proferidas em grego, foram “Até você, criança?”,e foi daí que Shakespeare tirou a sua frase, mas o mesmo Suetônio não deu crédito a isso.

O local onde Júlio César recebeu a visita de Leto, a personificação da Morte, é um ponto turístico e, ironicamente, foi graças a Mussolini que mandou resgatar geral e desenterrar a Antiga Roma, afastando todas as modernidades para um canto. Não, o líder fascista não tinha amor pela História, nem venerava a cultura dos antepassados. Ele era apenas um pulha que queria amarrar o antigo Império Romano ao seu governo, praticamente se posando como César (lembrando que larga maioria deles não teve um final muito legal, o mesmo acontecendo com o Duce).

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Quando nossos avós deram adeus pros seus amigos

Nós e nossos cães temos uma relação de dezenas de milhares de anos. Não é apenas sentimentos, ambos aprendemos que convivência é extremamente benéfica para ambos e, com isso, traçamos laços. Sim, interesse. Nosso e deles. Cooperação é sempre mais favorável que competição por recursos. Aprendemos a honrar nossos companheiros em vida e depois da morte. Isso se dá em vários grupos de animais, como macacos e até mesmo elefantes. Humanos aprenderam a fazer rituais de sepultamento mais complexos, e assim evoluiu até a chamada cultura Yamna, uma cultura da Idade do Cobre/Idade do Bronze do final do 3º ao início do 2º milênio AEC. Este grupo de humanos que existia ao longo do rio Dnipro, na região das estepes da Crimeia, perto do estuário do rio Danúbio e nas regiões a leste da Ucrânia até os Urais. Pelo fato dessas culturas usarem fossas profundas para enterrar famílias inteiras, ficou também conhecida como “Pit Culture”, com os mortos sendo cobertos com ocre vermelho e colocados em decúbito dorsal ou nas laterais com as pernas flexionadas.

Não apenas isso, eram colocadas oferendas que acompanhavam os mortos em suas jornadas no pós-vida, como cerâmicas em forma de ovo contendo alimentos, pedras, ossos e instrumentos de cobre, armas e adornos. Nada tão sofisticado quanto os egípcios, mas ainda assim com uma religião bem organizada em termos de rituais fúnebres. Por extensão, aprendemos a honrar aqueles nossos bravos amigos que estiveram com a gente, ainda que não humanos. No caso, os cães.

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Encontrados defuntos romanos sem cabeça no lugar certo. Algo como brasileiros de hoje

A vida do pessoal antigamente não era nada fácil. Além de não ter iFood, ter que sair para pagar as contas em banco e não terem ainda disponíveis a roda, sepultamentos também eram um tanto quanto… estranhos. Que o diga o assentamento romano encontrado em Suffolk, Inglaterra. O que tem de estranho lá? Bem, não tanto o fato de terem encontrado um cemitério com 52 esqueletos muito bem preservados. A parte estranha é que 17 deles estavam enterrados direitinho, sendo que os demais estavam decapitados.

Quem foi o maluco que enterrou aqueles 17 sujeitos intactos? Preguiça do estagiário de completar o serviço?

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Descobertas evidências mais antigas do uso de animais de tração

A primeira das grandes inovações tecnológicas foi a roda. Sem a roda, não teríamos saído do lugar, pouco nos aventurando pelas cercanias. Uma coisa é você sair pra dar um rolé. Outra é ter que ir buscar coisas e como todos os homens sabemos, o lance é fazer uma viagem só de ida e volta. A domesticação do gado foi crucial para isso. Não só para as deliciosas vaquinhas nos darem leite pra fazer manteiga como a maravilhosa picanha nossa de cada dia, mas também para o gado bovino servir como animal de tração.

Os egípcios, há uns 4000 anos, já usavam animais de tração, o que não significa muito já que a estimativa de início do uso de força animal estava sendo estipulada como sendo em torno de 6 mil anos, mas parece que não é bem assim, pois pesquisadores encontraram vestígios mais antigos.

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