O naufrágio do navio romano num documentário

De manhã, eu estava vendo a série Tesouros Perdidos de Roma, da National Geographic, no Mickey+. Achei meio caótico, já que cada episódio traz muitas pesquisas simultaneamente, num intervalo de menos de 50 minutos, mas ok. Achei um bom programa, com a qualidade visual da NatGeo. mas identifiquei um problema no segundo episódio.

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O meme idiota que compara estradas romanas com estradas atuais

Você conhece o meme acima. Ele parece fazer total sentido, mas é apenas meme feito por jovem inculto, o tipo comum de jovem. Sim, as estradas romanas eram e são um feito admirável de engenharia de sua época, mas seriam totalmente inviáveis hoje… ou até seriam viáveis, mas isso acarretaria alguns probleminhas, que veremos mais para frente. De antemão, posso dizer que nada do que este memezinho idiota diz faz sentido. Nada!

Afinal, como eram as estradas romanas? As estradas dos antigos eram realmente melhores que as nossas, com toda a formação em ciência e engenharia? Vamos ver no Livro dos Porquês. Continuar lendo “O meme idiota que compara estradas romanas com estradas atuais” →

Um vinho velho, marcante com notas distintas e de 8 mil anos

Encher a fuça de álcool não é novidade alguma desde a antiguidade. Mas quando falo “Antiguidade”, eu falo Antiguidade MESMO! Eu até citaria os relatos bíblicos, mas eles são muito recentes (par fins históricos), já que a redação final do Velho Testamento (a Tanakh hebraica) ficou lá pelo século 6AEC. Pessoal já enchia a cara antes disso, apesar de muitos crentes dizerem que o vinho da Bíblia era praticamente suco de uva, sem álcool, enquanto Noé dançou pelado, totalmente bêbado, e as filhas de Lot encachaçaram o pai para conhecê-lo melhor, em termos bíblicos.

Mas qual e o mais antigo exemplar de vinho já encontrado? Continuar lendo “Um vinho velho, marcante com notas distintas e de 8 mil anos” →

Artigos da Semana 110

De todos os artigos que eu postei esta semana, dois me chamaram a atenção. Primeiro, o que fala do ex-morador de uma casa que sabia que ela seria demolida mas resolvera fazer uma singela homenagem aos ex-moradores, colando sobre as paredes tiras com os nomes de cada pessoa que passara ali. Uma mini viagem no tempo. Outra viagem neste sentido foi postar sobre o Hino de Nikkal, uma peça de música de muito, muito tempo, com um manualzinho de como posicionar as mãos nas cordas da lira e tocá-la. É uma história a ser contada, ouvida e sentida.

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O Hino para Nikkal

Deixe-me louvar Nikkal e exaltar Hirihbi,
o rei do verão; Hirihbi, o rei da devastação
Nikkal, deixe-me exaltar e louvar!
Yarah é luz; então deixe Yarah banhar-te
Com luz

Este é um poema antigo, bem antigo. Encontrado na região de Ugarit, na atual Síria, este texto está num tablete de argila com escrita cuneiforme, mas não é no idioma ugarítico, e sim em hurriano, idioma dos hurritas, povo que lá vivia lá pelo século 15 A.E.C.. Só isso, já seria fascinante, mas a história não acaba aqui. Este poema é a letra de uma música, o Hino Hurriano para Nikkal, a peça de música mais antiga encontrada, datando entre 1400 e 1200 A.E.C., tendo sido descoberto nas bibliotecas da cidade de Ugarit, hoje chamada Ras Shamra. Continuar lendo “O Hino para Nikkal” →

Secundinus: o cara insultado mesmo depois de séculos

Algumas pessoas contam com o esquecimento. Podem ser as maiores cuzonas do Universo e pensam consigo “RÁ! Ninguém vai se lembrar mesmo!”. Como vimos o caso do Ea-Nasir, o pior comerciante da História, essa é uma falsa impressão, e muitos séculos depois irão descobrir que o pessoal… digamos, não gostava muito da distinta pessoa, como também foi o caso de um tal de Secvndinvs (ou Secundinus, se quiser aportuguesar o latim).

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No meio do caminho tinha umas pedras…

Eu vejo essas marcas, essas inscrições e penso no que a pessoa estava vivenciando naquele momento.No que estava pensando. Será que essas palavras são o nome de pessoas amadas ou uma assinatura num pedaço de pedra? O que ele ou ela viu, eu faço uma ideia. Muito provavelmente uma loja da Pizza Hut logo ali perto. Mas o que estaria pensando?

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O mistério do Quadrado Sator numa caveira

Nós temos uma relação um tanto quanto estranha com os nossos próprios destinos. Sabemos que vamos morrer um dia, mas esperamos retardar este momento. Há os que se cansam e encurtam o tempo de vida. Olhando para o horizonte, me pergunto quando começamos com isso. Muitos animais, como elefantes, têm ciência da própria mortalidade. Muitos animais têm rituais fúnebres, se afastam quando do seu momento final, se reúnem e mostram luto.

Alguns mantém um memento mori, uma lembrança de nossa mortalidade, com alguma inscrição de proteção, como um quadrado mágico. Continuar lendo “O mistério do Quadrado Sator numa caveira” →

O deserto de Karoo e sua enigmática paisagem

O Deserto de Karoo, ou Carru, é uma região semi-desértica que fica no sul da África do Sul. Dados os céus muito limpos, longe de poluição luminosa, são excelentes para observação astronômica, como o Observatório SKA (Square Kilometre Array), um radiotelescópio recém-inaugurado com 197 antenas de 15 metros de diâmetro cada, o SARAO (South African Radio Astronomy Observatory) e o Starry Karoo, um observatório dos sonhos de Thierry Payet, um astrônomo amador francês. Localizado em Sutherland.

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Artigos da Semana 90

A semana foi boa, ou quase. Acabaram as minhas férias e voltei ao trabalho. Isso é ruim. Postar artigo sobre itens de pessoas que morreram há muito, muito tempo que foram desenterrados (os itens, não as pessoas). É um vislumbre legal de como as pessoas viviam, o que usavam no seu dia-a-dia. Mas não é só isso. Teve resenha do Matrix 4 também. Vamos dar uma olhadinha?

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