
A funcionária mais antiga da Drexel University, na Filadélfia, nunca tirou férias, jamais pediu aumento e não faltou um único dia desde o século XIX. A própria instituição a apresentou ao público, em 2012, como sua servidora de mais longa data, e dá para entender o orgulho: poucas folhas de pagamento ostentam alguém que trabalha em regime de alfinetes.
Hoje, essa funcionária executa o seu trabalho no Student Activities Center, entre a cozinha dos estudantes e as mesas de pingue-pongue, com os nervos pintados de branco, os olhos no lugar e um nome que a anatomia mundial pronuncia como se fosse de família: Harriet. Há perguntas no ar: Quem ela foi? Quem teve a gentileza de lhe perguntar se topava virar patrimônio científico? São questões que levaram mais de um século para serem tratadas com seriedade. As respostas, como costuma acontecer quando alguém resolve abrir uma caixa de arquivo, são bem menos reluzentes que o cartão-postal. Continuar lendo “Harriet Cole: a funcionária mais antiga da Universidade Drexel”


Já sei que vai ter gente me xingando, mas estou sendo xingado desde que comecei a postar artigos na Internet há mais de 20 anos. A bola da vez, agora, é a questão da participação de transgêneros nos esportes. Isso está dando discussões acaloradas. Mulher-trans, em resumo, é um homem que praticamente se vê como mulher, mesmo sem fazer operação de mudança de sexo, o que não é exigido o Brasil, desde que tenha níveis de testosterona abaixo de 10 nanomols por litro, para praticar um esporte feminino. E estes níveis têm que se manter por pelo menos 12 meses. Depois disso, deve passar por monitoramento frequente.
Até onde vai a pesquisa científica, e quando é suficiente, a ponto de parar tudo, pois cruzou-se os últimos limites da Ética? Numa época que comitês de ética em pesquisa científica era algo que sequer era aventada, John B. Watson, criador do termo “behaviorism” estava transitando naquela área nebulosa entre o certo e errado. Para saber mais é preciso tudo? Bem, ele não se preocupou com isso, nem ninguém se preocupava. Mas isso até o momento que resolveu torturar um bebê para saber de onde vinha o nosso medo.
Este é um drama, uma tragédia, ainda que não grega. Começa com dois irmãos. Gêmeos. E eles compartilharam o mesmo destino. Temos a mãe e o pai, que ainda que tivessem boas intenções (talvez?) sabemos qual lugar quentinho e aconchegante é formado por essas boas intenções. Temos um médico incompetente e um psicólogo sádico. Tudo isso num horrível show de horrores que foi tido como um dos experimentos mais cruéis da história.
Louva-Deus é um bichinho muito legal e temente ao Nosso Senhor Jesus. Certo? Aquelas patinhas juntas mostram o quanto ele é caridoso, gentil e devoto. PORRA NENHUMA! Aquilo é um psicopata! Sendo um inseto carnívoro, o louva-deus é capaz de devorar até um da mesma espécie, fato aliás bem conhecido das fêmeas, que devoram o macho depois do nheco-nheco.
Eu aprendi muitas coisas com Jurassic Park. A primeira delas é que pessoal de Exatas sempre tem razão, ainda mais quando o Matemático-Mosca falou que trazer espécies extintas de volta à vida pode não ser lá uma boa ideia. Deve ser por isso que quando vejo a notícia de cientistas querendo clonar espécies que já foram para vala evolutiva porque… bem, a única explicação aceitável é que, sei lá, seria muito maneiro?
Vai a resposta curta: Sim, é. Mas como assim? Médico não pode se recusar a atender paciente. Pode? Poder, pode, mas nem sempre. Não é simples e isso ontem me levou a uma conversa com quem mais entende disso: um médico.