Como Desmond Morris disse no Macaco Nu, somos um bando de macacos assassinos. Nossa agressividade não é de hoje, vem ao longo dos milhões de anos de evolução biológica, herdada de nossos parentes répteis, até que o córtex cobriu tudo, varrendo essa agressividade para debaixo do tapete de neurônios mais “bonzinhos”… ou nem tanto assim.
A parte do cérebro que liga antes de comportamento agressivo é anatomicamente conhecida como a parte ventrolateral do núcleo ventromedial do hipotálamo. É a região do cérebro que controla a temperatura corporal, a fome e o sono, a qual é ativada logo antes de um ataque.
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Uma das perguntas mais comuns em termos de psicologia comportamental é por que pessoas boas se tornam verdadeiros FDP.
Esta semana veio a notícia que cientistas chineses modificaram um embrião humano geneticamente. Claro, vindo da China a gente abre o olho e fica com o pé atrás, dada a tendência de falsificar pesquisas de vez em quando
No lindo mundinho da Natureza, com unicórnios saltitantes, fadinhas volitantes, flores desabrochando e todo mundo cantando música-tema da Noviça rebelde, há certas criaturas vindas das profundezas que não dão a menor bola pro seu coraçãozinho puro, de vestidinho azul e um cachorrinho nos braços. O mundo das criaturas das Trevas, como caranguejos, por exemplo.
Será que as pessoas já nascem com boa índole e altruísmo, ou qualquer influência externa pode nos fazer bonzinhos ou verdadeiros monstros? Existem várias explicações para o altruísmo. Alguns dizem que é inato, já nasce com a pessoa (enquanto outros nascem verdadeiros maníacos psicopatas). Outras teorias dizem que é um processo evolucionário, pois a ação de cuidar um do outro garante melhor sucesso de sobrevivência do que na base do "cada um por si".
Eu já falei, não tenho nada contra religiosos. Se eu acho a religião um câncer sociológico, acho que cada um tem o direito a seguir o que quiser. O problema é que todo mundo tem o direito a ter opiniões, só não tem o direito de ser escroto, como no caso do Deputado Eurico – já conhecido do pessoal que acompanha os desmazelos de idiotas das bancadas evangélicas –, que surtou durante a sessão da comissão da Câmara dos Deputados que tentava votar proposta para proibir castigos físicos em crianças, a chamada Lei da Palmada.
No planeta Aurora, Jander Panell é assassinado. Para investigar o caso, o detetive Elijah Baley precisa entender todo os fatos e o principal é: Quem iria querer matar um robô? Aí começa a trama do livro Robôs do Amanhecer, de Isaac Asimov, no qual discute-se, mais uma vez, o papel dos robôs em meio aos humanos. Mas, acima de tudo, o problema é "por que não matar um robô?" Qual a diferença entre puxar a tomada de um robozinho (ou robozão) e desligar os equipamentos de suporte de vida de um paciente terminal?
Um dos juízes mais experientes da Grã-Bretanha disse que o rápido aumento do número de leis nos últimos anos tinha sido necessário por causa da redução do percentual de pessoas religiosas. Isso porque essas religiões norteavam a população em eu comportamento ético.
A mulher no leito do hospital está em seus últimos momentos. Ela chega ao fim, totalmente anônima. É apenas mais uma mulher negra e ninguém dá bola para mais uma mulher negra enferma, pois estamos falando dos Estados Unidos na década de 1950. Mas aquela mulher será especial e todos os cientistas a conhecerão. Ela ajudará a milhões de pesquisas no mundo todo, terá participação ativa na descoberta de remédios, vacinas e até mesmo no programa espacial. Aquela mulher que dentro de poucos minutos encontrará os braços da morte será a responsável por muitos abraçarem a vida, pois suas células viveram por décadas e mais décadas, pois Henrietta Lacks não é nem foi um personagem de quadrinhos, mas suas células são imortais.
Nossa ciência médica avança a cada dia. Conseguimos coisas maravilhosas nos últimos anos e a cada dia novas pesquisas surgem com promessas e ideias para prolongar nossas vidas, ou fazer-nos sofrer cada vez menos. Eu não tenho nenhum pudor com procedimentos extremos, mas isso não significa que não devemos questionar certas coisas. Uma delas é a proposta de um neurocientista que defende pesquisas para transplantes de cabeças. Deveríamos ver isso bem de perto, não?