Prefeito mexicano se casa com jacaré fêmea (jacaroa?)

Eu adoro essas tradições antigas (tradição é uma espécie de maluquice institucionalizada). Uma dessas tradições é casar com uma princesa. Quem não quer casar com uma princesa? Aqueles olhinhos lindos, aquela boquinha sensual, aquele rabão imenso, a pele cascorenta.

Péra! Pele cascorenta? Sim, isso mesmo! O prefeito mexicano casou com um Zé Jacaré de vestido de noiva.

Colocando Santo Antônio de cabeça pra baixo pra descolar uma metade da laranja, esta é a sua SEXTA INSANA!

Victor Hugo Sosa É prefeito de San Pedro Huamelula, um assentamento de povos indígenas Chontal em Oaxaca, no sudoeste do México. Praticamente, não tem nada lá que valesse a pena ficar por lá, mas se o pessoal gosta do lugar, não serei eu a criticar tara dos outros. Uma dessas é casar com um jacaré. Por que diabos alguém iria casar com um jacaré?

Sosa jurou ser fiel ao que a tradição local chama de “a menina princesa”. O casamento entre um homem e uma jacaroa acontece na região há 230 anos para comemorar o dia em que dois grupos indígenas rivais se uniram em paz por meio de um casamento. O que pode fazer mais sentido que isso?

Diz uma lenda esquisita como todas as lendas costumam ser que os Chontal e os Huave estavam em guerra e saíam na porrada entre eles. Afinal, não é bem o branco que inventou esses lances de matar o amiguinho pelo fato do amiguinho ser de outro clã, tribo, família, país etc. Para acabar com o arranca-rabo, o rei Chontal se casou com uma princesa Huave, e por algum motivo que me escapa, a tradição continuou sendo que quem representa a noiva Huave é um jacaré fêmea.

Durante a cerimônia de casamento vem aquelas bobagens de “se ligar à Mãe Terra” e coisa e tal. É tipo casamento cristão, mas sem a parte de Jesus abençoando e sim outra entidade mágica. O casamento católico também não prevê bestialismo.

De qualquer forma, foi uma cerimônia bonita, com a jacaroa com uma linda saiazinha verde, uma túnica colorida bordada à mão e um cocar de fitas e lantejoulas, praticamente pronta pra pular carnaval num bloco de sujos. Em seguida, Jacazinha foi levada de casa em casa para permitir que os moradores a segurassem nos braços e dançassem.

Mais tarde, ela foi colocada em uma roupinha de noiva bem style e levada à prefeitura para a cerimônia, com a bocona devidamente amarrada, porque algumas noivas são temperamentais. Joel Vasquez, um pescador local, jogou sua rede e entoou as esperanças da cidade de que o casamento traria “boa pesca, para que haja prosperidade, equilíbrio e maneiras de viver em paz”; e o fim dessa esquisitice, o prefeito dançou com a noiva ao som de música tradicional.

Isso soa muito como algum filme de terror em que algum cara vai parar numa vila afastada, é levado a casar com uma jacaroa gigante e com direito a noite de núpcias, em que a jacaroa come o sujeito (não no sentido de núpcias, se bem explico).

Agora é aguardar os filhos do Sosa com a jacaroa; mas antes de terminar, tem vídeo:


Fonte: Telegraph

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