O lixo gerado pelo coitadismo

O Brasil tem enraizado em sua "cultura" a defesa do coitadismo. Se alguém não estudou, coitado, é analfabeto (o Rio de Janeiro é a cidade com o maior número de escolas públicas municipais – notadamente responsável pela alfabetização e de ensino fundamental — DO MUNDO!). Se existem assaltantes, coitados, é porque não tiveram chance de estudar e querem ter o que você tem e conseguiu porque você estudou. Se alguém tomou uma multa porque avançou o sinal, coitado, ele não tem dinheiro para pagar a multa e acha um absurdo um governo autoritário. Se um servidor público, pago com o SEU dinheiro dos impostos, lhe trata mal, coitado, é porque ele ganha pouco (mesmo sabendo do salário quando prestou concurso, mas não reclama que possui estabilidade e não pode ser demitido).

O Executivo baixou uma lei (sim, eu sei que o Executivo não pode/deveria legislar, o Brasil é assim mesmo) criando a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PL 1991/07) em 2007, a qual foi aprovada pelo Congresso no início de julho de 2010 (não pergunte), cuja discussão vinha rolando por 20 (!!) anos. A lei cuida do destino dos resíduos sólidos, carinhosamente chamado "lixo", e prevê que até 2014 os lixões sejam coisa do passado. Isso parece bom do ponto de vista ambiental, só que o coitadismo vem e diz "Ah, mas e os pobres catadores de lixo?", e lá vamos nós de novo…

É um sonho idiota achar que um país deste tamanho acabaria com os chamados aterros sanitários ou "lixões". Um país com uma péssima conservação de estradas, horrível malha ferroviária, um sistema de saúde precário e uma política educacional ridícula, além de um sistema de telecomunicações bem porco como o nosso de vocês (eu moro em Tuvalu), achar que dar-se-á maior atenção onde enfiam o lixo seria esperar demais.

A política de reciclagem de lixo, no Brasil, é praticamente nula. Tomando a cidade do Rio de Janeiro como exemplo, é totalmente inútil qualquer iniciativa da população de separar seu lixo. Você separa, o pessoal da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) vem e joga tudo junto no caminhão e vai embora. Se você coloca tudo num saco, algum idiota vem, rasga o saco, pega o papelão sequinho, as garrafas PET(só pegam se for de refrigerante) e deixam tudo espalhado pelo chão. O caminhão vem e se algo não estiver devidamente ensacado, ele vai embora. Gari? Eles estão presentes nos bairros nobres, ou então aparecem como por encanto em dezembro, onde ele colocará um cartãozinho no seu portão lhe lembrando "das festas". Não adianta ensinarmos às crianças a importância da coleta seletiva de lixo, posto que aqui NÃO EXISTE tal coisa. E eu nem entrarei no mérito que a população é porca e joga lixo ao lado das cestas distribuídas pela prefeitura. Quando muito, jogam o lixo do lado e ateiam fogo na lixeira, pois povo civilizado age assim, não é?

Certamente me acusarão de racismo (tudo é racismo hoje em dia) ou de ser um porco preconceituoso da elite neo-liberal se eu disser que o fator sócio-cultural é plenamente responsável (ou nem sempre) por isso. Vejam, conheço uma determinada rua em Jacarepaguá (pois, é. Aqui tem uns lugares com nomes estranhos, como Cascadura, Freguesia e Taquara), onde de um lado da rua temos conjuntos habitacionais do tempo do BNH. Do outro lado, prédios mais novos, com pessoas de poder aquisitivo um pouco mais elevado, sem serem considerados classe média-média. Eu chamaria de classe média-mérdia; os do conjunto habitacional seriam classe média-subsolo. Numa calçada, o lixo arrumado em sacos, dispostos de maneira ordenada, de forma que os lixeiros peguem e levem embora. Do outro lado, o lixo é jogado de qualquer jeito, tem porco passeando e se banqueteando com as iguarias não aproveitadas, móveis velhos etc. Adivinhem qual é qual.

Isso reflete na população de uma maneira geral, pois as pessoas acabam se acostumando com isso. Diferente de Cingapura, onde cuspir no chão é uma multa pesada, vemos quem joga lixo com mar de reprovação, mas os mesmos que reprovam fazem algo semelhante… Ou pior! É como aquele cara que vem a 300 km/h, é parado pela polícia, oferece 50 reais para sair ileso, sem ser multado, chega em casa e esbraveja contra a corrupção da polícia e como empresários subornam deputados para votarem segundo seus interesses.

A política do coitadismo faz com que agora nos preocupemos com as pessoas que vivem dos lixões, pois, coitados, eles não terão onde trabalhar. Não podem ter um emprego decente, pois não têm estudo. Não têm estudo pois, coitados, eles estão cansados de trabalhar no lixão. Assim, se for pra estudar, coitados, deveriam receber bolsas-disso, bolsas-aquilo. Como eles não conseguem acompanhar as aulas, os políticos que se compadecem de sua dor votam leis para vigorar as chamadas "aprovações automáticas", onde o aluno não é reprovado, sai do colégio sem saber ler direito e não pode entrar no mercado de trabalho, pois mal sabe fazer contas. Alguns ainda conseguem alguma colocação no mercado, nem que seja como político, mas é raro isso acontecer.

Então, direciona-se as preocupações para com os catadores de lixo, a ponto de considerarem isso uma profissão e, indiretamente, enaltecer o fato do tiozinho ter comprado suas coisas pelo expediente de catar lixo num aterro sanitário. Eu fico pasmo em saber que físicos não possuem reconhecimento profissional enquanto existe um Comitê Interministerial de Inclusão Social de Catadores de Lixo (ou "materiais recicláveis", para aumentar mais ainda a auto-estima da galera). Duvida? Dá uma olhadinha AQUI! Morador de Lixão agora é status? Terão eles representantes no Congresso? Ah, bem… num país onde Tiririca faz parte da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, o que pode-se esperar?

Não, mais fácil criar outros lixões para que nossos valentes e incansáveis trabalhadores possam se sustentar. Estudo? Profissionalização? Para quê? Devemos entender a realidade deles, mesmo sendo algo irreal para uma mente racional que preza um desenvolvimento social em âmbito nacional.


Fonte: G1

36 comentários em “O lixo gerado pelo coitadismo

  1. Hahaha! Esse país me surpreende cada vez mais! Ou não. É tão simples. Investir na Educação (quando converso sobre o problema da Educação do Brasil a maioria dos brasileiros pensam que estou falando de etiqueta…), criar centros de reciclagem para esses catadores de lixo trabalharem e fazer um trabalho de reestrutaração na saúde e transporte.

    Esse problema do lixo me envergonha. E pior que já conheci brasileiros que desconhecem a existência disso. Certa vez escutei numa conversa do povo falando que nas Filipinas tem gente que sobrevive de lixo para sobreviver e até mesmo se alimenta do que encontram lá. Pô! Eles nunca leram ou assistiram noticiário? É igualzinho no Brasil!

    Sábado passado para festejar meu aniversário fomos num restaurante mantido por brasileiros e junto com minha família estava um amigo meu filipino. Tinha uma TV transmitindo um noticiário da Band e lá mostrou uma reportagem sobre a dengue e o problema do lixo nesse caso, ele disse o Brasil lembra bem as Filipinas… Dá para discordar?

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  2. Isso de que a culpa é da sociedade é papo de sociólogo que ainda leva a sério porcarias como Durkheim, Webber, Rousseau e Franz Boas.

    Para esses estrupícios um fato social só pode ser explicado por outro fato social e o homem, uma página em branco, é corrompido pela sociedade. O indivíduo, por mais cabaço que seja, nunca é culpado de nada. Ainda mais quando é influenciado pela sociedade ocidental branca, patriarcal, preconceituosa, violenta e capitalista.

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    1. @Rei Childerico, Acredito este ser mais um problema de educação. No Brasil colocam um monte de lixeiras na rua e ninguém joga o lixo dentro, enquanto em certos países desenvolvidos quase ninguém joga lixo na rua e quase não há lixeiras.

      Como foi citado no texto, em Cingapura você não pode nem cuspir no chão e centenas de milhares de câmeras espalhadas pelo país-cidade-ilha vigiam todo mundo o tempo todo. Talvez seja o único jeito de educar o povo. E tem de começar desde o jardim-de-infância e os pais tem que dar exemplo também, pois as crianças costumam fazer o que os pais fazem e não o que os pais ensinam.

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        1. @André, faltou responder a pergunta. Isso, infelizmente dependeria da consciência de cada pai e mãe. Ou seja, dependeria de um esforço coletivo, comunitário e voluntário. O que seria quase uma utopia… Claro, temos os políticos para cuidar, também. Melhor assumir que isso é uma utopia mesmo…

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      1. @André, É o que imaginei. As pilhas e baterias são um problemão e podem gerar outros problemas cuja a solução pode levar décadas. Os catadores de lixo nessa parte correm um risco muito grande e podem se contaminar com metais pesados, ácido e/ou base.

        Esse tratamentos de metais pesados seria colocá-los em tambores de chumbo e enterrá-los e passar concreto em cima como fazem com resíduos de usinas nucleares?

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        1. Isso não é tratamento, é varrer o problema pra debaixo do tapete. O tratamento seria tentar reciclar os materiais e/ou purificá-los. Mas é algo caro e economicamente (nos dias atuais) inviável. Daí, incineram e mandam os metais pesados pra atmosfera.

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          1. @André, Tem uma usina nuclear na cidade vizinha da minha. E como aqui é uma área de sismos todos estão preocupados com o urânio enterrado sob concreto. Imagino catástrofe se abrir uma fratura bem em cima do lugar…

            Sobre incinerar objetos com metais pesados. É uma idéia ainda pior que enterrá-los (aqui já não sei). Tem certas coisas que por enquanto segue sem solução viável, custo é o maior problema para os políticos. De todos os países…

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  3. Brasileiro é um povo acomodado. Não ha o que discutir. Não podem levantar do assento no ônibus para jogar o lixo na lixeira interna. É necessário jogar pela janela. É necessário jogar na rua. É necessário ser sujo, imundo (porque os porcos até são mais higiênicos que nós, não merecem a conotação). Não adianta ensinar, advertir ou fiscalizar, brasileiro é a pior raça no geral. Querer tratar os lixões é utopia, sempre existiram, ainda mais quando você pode lucrar e ter um status social com isso. Não será espantoso que em breve possam existir “bolsas-lixo” ou qualquer miséria para atrair o povo.

    Será que quando essas pessoas foram para a escola, ficaram proibidas de entrar? Havia um guarda / uma autoridade que não lhes permitia a entrada e por isso passaram a vida sem estudar? Ah vá. Também deve haver alguém que os amarrou, trancou, sequestrou, sei lá de que modo impossibilitou que eles fossem procurar empregos formais. Por menor que fosse a formação escolar, mesmo que inexistente, há sim vaga para todos. Ao menos, no meu serviço, vejo diariamente pessoas sendo contratadas para cargos de alta remuneração mas que nem o próprio nome sabem, por isso acredito piamente que sempre haja oportunidade: é só procurar.

    Brasileiro precisa amadurecer o comportamente social, perder essa mania de achar uma desculpa para tudo, um bode-expiatório em todo o canto. Não sei como isso poderia acontecer e nem faço meu cérebro imaginar uma data. Bem, mais um ministério sem o por quê e pra que de existir.

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    1. @Mari., “Brasileiro precisa amadurecer o comportamente social, perder essa mania de achar uma desculpa para tudo, um bode-expiatório em todo o canto. Não sei como isso poderia acontecer e nem faço meu cérebro imaginar uma data. Bem, mais um ministério sem o por quê e pra que de existir.”

      Best comment. Esse último parágrafo disse tudo.

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  4. Este texto é um retrato 16:9(wide screen!!)do Brasil,infelizmente.Agora a nomeação do Tiririca foi demais,a coisa desandou de vez… :???:

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  5. Antes de mais nada, aterros sanitários não são lixões! Um aterro sanitário é fundamentado em critérios de engenharia, possui normas específicas e permitem uma destinação final relativamente segura para os resíduos sólidos (RS). Num aterro sanitário há impermeabilização do solo, tratamento do chorume gerado, queima ou reaproveitamento do biogás produzido, etc. Os lixões se caracterizam pela simples disposição dos resíduos sólidos no solo, sem qualquer controle (tanto dos resíduos quanto dos catadores). A imagem deste post caracteriza bem um lixão, mas não um aterro sanitário. Quanto a questão dos catadores, existem muitas experiências bem sucedidas de remoção dos catadores de extintos lixões para trabalharem nas usinas de triagem dos aterros sanitários. Óbvio que se ocorresse segregação na fonte (com coleta seletiva adequada), a mão-de-obra nas usinas de triagem seria extremamente reduzida e boa parte dos problemas provenientes da disposição dos RS seriam minimizados, mas como você mesmo comentou, isso está longe de se tornar realidade para nós. Existem muitas outras soluções para o problema dos RS, mas a maioria ainda é inviável para a maioria dos municípios.
    De qualquer maneira, a confusão que você fez entre aterro sanitário e lixão é bastante comum. Uma pena que tal confusão esteja sendo disseminada num blog supostamente “de divulgação científica”.

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    1. Como morador de Tuvalu, eu sei disso. Mas tb sei que em lugares como o seu país as normatizações não são respeitadas. Por exemplo, aqui em Tuvalu, os hospitais possuem médicos, remédios e profissionais gabaritados, enquanto no Brasil muitos “médicos” ainda nem saíram da faculdade.

      Não, claro, que isso tenha a ver com o assunto do artigo.

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      1. @André,
        André, como pode um país que não segrega resíduos na fonte, não possui coleta seletiva, não consegue sequer dar um destino final adequado aos resíduos (cerca de 70% dos municipios o fazem em lixões), ser campeão mundial em reciclagem de alumínio? Não é pouca coisa, reciclamos aproximadamente 90% do alumínio que utilizamos! Claro, existem fatores mercadológicos que tornam a prática atrativa para as industrias, mas como reciclar o aluminio sem separar de outros materiais? Ai entram os catadores. Existem catadores que se beneficiam? Sim. A industria se beneficia? Sim. O meio-ambiente? Sim. Então por que não valoriar o trabalho dos catadores? Isso não significa que devemos abandonar qualquer projeto de segregação de resíduos na fonte e de coleta seletiva. Mas enquanto isso não se tornar prática corriqueira e eficiente, os catadores existirão e serão necessários, caso contrário não ocorrerá regiclagem alguma.

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        1. André, como pode um país que não segrega resíduos na fonte, não possui coleta seletiva, não consegue sequer dar um destino final adequado aos resíduos (cerca de 70% dos municipios o fazem em lixões), ser campeão mundial em reciclagem de alumínio?

          Imagino que vc mora em Curitiba, pq no Rio NÃO TEM coleta seletiva de loixo. Ponto. Se catador rasga os sacos e vende é outra história, não estou falando disso.

          Não é pouca coisa, reciclamos aproximadamente 90% do alumínio que utilizamos!

          Citation needed. E ainda estamos fora do assunto.

          Claro, existem fatores mercadológicos que tornam a prática atrativa para as industrias, mas como reciclar o aluminio sem separar de outros materiais?

          E quem falou em indústrias? Qual o seu problema?

          Ai entram os catadores. Existem catadores que se beneficiam? Sim. A industria se beneficia? Sim. O meio-ambiente? Sim.

          Cara, vc é um gênio. Passa cola pra mim no dia da prova?

          Então por que não valoriar o trabalho dos catadores?

          Ah, sim! Para que médicos, engenheiros, químicos, farmacêuticos, especialistas em nanomateriais? Sim, a saída dpo Brasil é termos… CATADORES DE LIXO! Isso sim desenvolve um país!

          Isso não significa que devemos abandonar qualquer projeto de segregação de resíduos na fonte e de coleta seletiva.

          Claro que não. Significa que vc tem péssima capacidade de interpretação de texto.

          Mas enquanto isso não se tornar prática corriqueira e eficiente, os catadores existirão e serão necessários, caso contrário não ocorrerá regiclagem alguma.

          Enquanto alguns como vc pensarem que isso é a maravilha das profissões, não mesmo.

          BRASIL: O PAÍS DOS MEDÍOCRES!

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  6. Imagino que vc mora em Curitiba, pq no Rio NÃO TEM coleta seletiva de loixo. Ponto. Se catador rasga os sacos e vende é outra história, não estou falando disso.

    Não, eu não moro em Curitiba, e sequer mencionei que em x ou y lugar tem ou deixa de ter coleta seletiva. Acredito que você não faça a mínima idéia do que seja uma usina de triagem, porque sim, é isso que os catadores fazem. Rasgam os sacos de lixo e fazem a seleção do resíduo. Trabalho que seria desnecessário se fizessemos a segregação em nossas casas e a coleta fosse seletiva – ajuda muito pouco separar os resíduos em casa e a companhia de coleta misturar tudo nos caminhoes. Porém, enquanto isso não torna-se realidade, alguém tem que segregar o resíduos para que se possa reciclar.

    Citation needed. E ainda estamos fora do assunto.

    Aqui vou me retratar já que dei a entender outra coisa. Reciclamos aproximadamente 90% da LATAS de alumínio que utilizamos. Alumínio de maneira geral, o índice é de pouco mais de 35% (o que não é nada mal já que estamos acima da média mundial).

    E quem falou em indústrias? Qual o seu problema?

    Eu falei. Existe um mercado de recicláveis. E este mercado vai do consumidor final às industrias, passando pelos catadores.

    Cara, vc é um gênio. Passa cola pra mim no dia da prova?

    Pode deixar, se a prova for sobre Resíduos Sólidos Urbanos eu passo cola, já que nitidamente você matou as aulas na graduação.

    Ah, sim! Para que médicos, engenheiros, químicos, farmacêuticos, especialistas em nanomateriais? Sim, a saída dpo Brasil é termos… CATADORES DE LIXO! Isso sim desenvolve um país!

    A existência de catadores não implica em inexistência de médicos, engenheiros, químicos, farmaceuticos, etc. Assim como a existência de engenheiros não implica na inexistência de médicos, e por ai vai. Não, a saída do Brasil não é ter catadores de lixo. Mas eles são necessários no processo da reciclagem da maneira que está posta no Brasil (sem coleta seletiva).

    Claro que não. Significa que vc tem péssima capacidade de interpretação de texto.

    Não tenho problema nenhum com interpretação de textos. Você se propôs a escrever um texto sobre uma área da engenharia (embora eu não possa considerar um texto realmente sério sobre o assunto), e cometeu erros básicos de conceituação, se der uma olhada na NBR-8419/84 vai perceber.
    Fora isto, existem dois caminho para a reciclagem: segregação na fonte ou usinas de triagem. Usinas de triagem precisam de catadores. Embora haja uma certa mecanização nas usinas de triagem, não é possível substituir o homem na hora de segregar os materiais.
    Consulte: IPT (1995) Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado.

    Enquanto alguns como vc pensarem que isso é a maravilha das profissões, não mesmo.

    Não disse que “catador de lixo” é uma profissão maravilhosa. De onde tirou isso? Existe um processo pelo qual o lixo produzido por nós precisa passar para que possa ser reciclado. Ele precisa ser separado e alguém tem que separar.
    É bem provavel que esta não seja sua área de interesse, e não creio que irá se interessar tanto assim pelo assunto além de dar “pitacos leigos” em um blog.
    Mas, não custa deixar alguma referências:

    LIMA, L. M. Q (2004) Lixo: tratamento e bioremediação. 3a edição. Hemus.
    TCHOBANOGLOUS, G. (1993) Integrated solid waste management. McGraw-Hill.

    ps.: fiz alguma besteira na hora de submeter o comentário já que a letra ficou azul :/ desconsidere, por favor.

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    1. Não, eu não moro em Curitiba, e sequer mencionei que em x ou y lugar tem ou deixa de ter coleta seletiva.

      De fato, quem falou fui eu. Se vc mudou de assunto, a culpa não é minha. Sim, a questão é coleta seletiva de lixo, então a reciclagem no Brasil não é esta maravilha toda.

      Acredito que você não faça a mínima idéia do que seja uma usina de triagem, porque sim, é isso que os catadores fazem. Rasgam os sacos de lixo e fazem a seleção do resíduo.

      Não, ZEBRA. Eu falei que eles rasgam o SEU lixo. Nem todo mundo mora em prédio, vc sabe. Nem todo mundo é limpo, vc sabe. nem todo mundo se preocupa com as vias públicas, vc sabe.

      Ou melhor, não sabe.

      Porém, enquanto isso não torna-se realidade, alguém tem que segregar o resíduos para que se possa reciclar.

      O sonho pra qualquer país que queira ser entre os primeiros do mundo. Brasileiro e sua mentalidade vira-lata.

      Eu falei. Existe um mercado de recicláveis.

      Sim, E DAÍ? Não estamos falando de reciclagem. Estamos falando de… Ah, deixa pra lá. Ninguém lê os artigos direito, mesmo.

      Pode deixar, se a prova for sobre Resíduos Sólidos Urbanos eu passo cola, já que nitidamente você matou as aulas na graduação.

      Não me formei em faculdade de coleta de lixo. Uma coisa é certa: eu assisti as aulas de português e gabaritei todas as provas. Vc sabe.. capacidade de interpretar textos ajuda.

      A existência de catadores não implica em inexistência de médicos, engenheiros, químicos, farmaceuticos, etc. Assim como a existência de engenheiros não implica na inexistência de médicos, e por ai vai.

      Perfeito. E a falta absurda de professores também não deve fazer diferença. Mesmo porque, ninguém quer ser professor, mas porque não fomentar a valiosíssima profissão de catar lixo? Acabei de falar com minhas filhas que não pagarei mais seus estudos, pois elas poderão sobreviver muito bem catando lixo, como foi dito na reportagem.

      Não, a saída do Brasil não é ter catadores de lixo. Mas eles são necessários no processo da reciclagem da maneira que está posta no Brasil (sem coleta seletiva).

      OBÓVIO! Por que investir em novas e melhores tecnologias se ainda podemos ter trabalho braçal? Eu recomendo voltarmos ao tempo que as pessoas trabalhavam 16h por dia e deixar a automatização de lado. Mesmo porque, isso não impediu a Inglaterra de expandir seu império.

      Não tenho problema nenhum com interpretação de textos. Você se propôs a escrever um texto sobre uma área da engenharia(…)

      Não, IDIOTA. Eu escrevi sobre como vivemos num país ridículo com uma mentalidade idiota como a sua que se contenta em ter catadores de lixo e louvar esta “profissão”. Mas isso é demais para uma mentalidade obtusa e péssima capacidade de interpretação de texto. E estou CAGANDO pra sua NBR enquanto ela não fizer parte do assunto em questão, que vc não entendeu qual é.

      Não disse que “catador de lixo” é uma profissão maravilhosa. De onde tirou isso?

      Considerando que este é o cerne do artigo e na sua insistência de achar que é primordial, a conclusão, para quem sabe ler, é óbvia.

      Existe um processo pelo qual o lixo produzido por nós precisa passar para que possa ser reciclado. Ele precisa ser separado e alguém tem que separar.

      PORRA, mas é burro! Que ele precisa ser SEPARADO é fato. Eu questionei o pessoal que mora e trabalha nos lixões. Contagem regressiva para o banimento começará em breve se não aprender a entender textos.

      É bem provavel que esta não seja sua área de interesse, e não creio que irá se interessar tanto assim pelo assunto além de dar “pitacos leigos” em um blog.

      Contagem iniciada.

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      1. @André,
        Nossa! Como eu faço questão de ter uma conta no ceticismo.net :roll:
        Pode dar por encerrada a discussão (e a minha conta se achar necessário), com tanto [i]ad hominem[/i] na sua última postagem percebe-se o nível do seu “””ceticismo””” e o baixíssimo nível deste blog de “””ciência & tecnologia”””.

        ;-)
        Passar bem.

        Oi. Nóis arrezorvemos reciclar a conta do cabra, pois nóis gosta de pegar lixo e fazer de argo útil. Obrigado a todos pru nos vizitá, mais o senhô dotô istá impedido de ixcrevê de novo. Vizitem-nos no centro de ressicragem mais prócimo.

        Ass. Seu Juca.
        Catador de Licho Profiçionau

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  7. Bom, o Brasil realmente sofre muito com isso e está longe de resolver o problema.
    Moro em Curitiba e posso afirmar para você que mesmo aqui temos problemas.
    Não adianta ressaltar que temos – em Curitiba – um dos mais modernos centros de triagem do Brasil, que temos um novo aterro sanitário, que temos coleta seletiva – o programa Lixo que não é Lixo, que foi até exportado para outras cidades mundo afora – que temos pouquíssima sujeira nas vias públicas, que nossos garis estão espalhados por todos os bairros, não só no Centro, que temos programas de educação sobre como tratar o lixo nas escolas municipais, entre outros programas que visam o bem-estar social. Contudo ainda temos problemas – principalmente nas regiões mais carentes, cujo vários moradores são de outras regiões do país – de sujeira acumulada. Também sofremos com o programa Lixo que não é Lixo, em que alguns funcionários se recusam a levar pacotes mais pesados ou que ignoram algumas residências.
    Mas posso dizer estamos na vanguarda. Espero que outros grandes centros também se preparem, pois o que mais vejo Brasil afora são cidades que não se preocupam com o meio-ambiente, querem apenas crescer, não importando como.

    É o que sempre dizem: o pior do Brasil é o brasileiro…

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  8. André…
    Para falar a verdade, nem estranho esse tipo de atitude pelo simples fato de que essa gente ai protestando contra o fim dos lixões na verdade está é com medo de perder a boca com uma proliferação de aterros sanitários e organizações nas quais eles não tem a menor garantia de que serão contratados.
    Na cabecinha dessa gente, o lixo é forma de sobrevivência e só dão valor a aquele lixo rentável, que é valorizado pelo recycleware.
    Se ficar doente, azar… Que os funcionários públicos responsável pela saúde cuide disso. Se por acaso, o atendimento ficar em condições praticamente impossíveis, ai se reclama para um jornalista parlapatão que vai explorar o caso na mídia marrom que temos.
    Enquanto isso, quem tem uma condição minimamente melhor tá pouco se lixando para esse papo de reciclagem, preferindo sonhar com uma vida etérea ao estilo da mostrada nas novelas da Globo.

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