A Bíblia os descreveu como um povo belicoso e bárbaro, mas os arqueólogos têm uma opinião bem diferente acerca desses antigos habitantes de Canaã. Para o senso comum, a palavra “filisteu” designa um indivíduo inculto e carente de inteligência, com interesses vulgares e puramente materiais. Um sujeito convencional, desprovido de toda e qualquer capacidade intelectual. Porém, para os arqueólogos, o termo evoca algo muito diferente.
Ecron, Gath, Gaza, Ashcalon e Ashdod são nomes que os estudiosos da Bíblia e da história de Israel sabem de cor. Representam as localidades que constituíram, a certa época, a aliança política e econômica entre cinco cidades-estado autônomas na costa sul do Levante, conhecida como a pentápole filistina. A região era habitada por povos oriundos do Egeu, os filisteus, que se estabeleceram definitivamente no local durante a Idade do Bronze tardia.
De Josué a Jeremias, o Antigo Testamento sistematicamente os descreve como inimigos mortais dos hebreus. São apresentados como guerreiros incansáveis, que combatem e humilham cruelmente os israelitas, oferecendo ao deus Dagan todos os bens alheios saqueados. Em uma das inúmeras guerras travadas entre os dois povos, os cadáveres degolados do rei Saul e de seus filhos ficaram friamente expostos diante das muralhas da cidade de Beth Shean. Porém, a vingança dos israelitas, ou melhor, de seu deus Jeová, não foi menos atroz: segundo a narrativa bíblica, o povo inimigo sofreu moléstias, ulcerações e chagas. Davi, por ocasião de seu casamento com Michal, filha de Saul, presenteou sua noiva com o prepúcio de 200 filisteus mortos. Nos tempos em que ainda pastoreava as ovelhas de seu pai, Jessé, ele já havia sido protagonista de um célebre embate, em que demonstrou ao amedrontado exército israelita que bastava uma funda para dobrar a força filistina, encarnada no gigante Golias. Outro personagem conhecido da querela, Sansão, escolhido de Deus, viveu a amarga experiência de que nem sempre é vantajoso desposar uma mulher da tribo inimiga.
Não fossem os autores do Livro Sagrado judaico, os filisteus permaneceriam tão desconhecidos como inúmeros outros povos da época. Mas os escribas bíblicos consideraram-nos dignos de nota e desde então, graças ao caráter das descrições a eles dedicadas, os povos do mar gozam da inglória fama de incultos e bárbaros. No entanto, os achados arqueológicos trazem à luz a avançada cultura filistina e comprovam que a tribo sabia perfeitamente se portar como povo civilizado.
Em finais do século XII a.C., o faraó Ramsés III ergueu o templo mortuário em Medinet Habu. Ali, o governante quis perpetuar seu nome e feitos heróicos e, para tanto, decorou as paredes externas do mausoléu com preciosos relevos, representando as cenas de suas inúmeras glórias. Os frisos são acompanhados de textos explicativos, que descrevem minuciosamente cada uma das batalhas vencidas. Entre eles, a história das pelejas contra os povos do mar.
Por volta de 1190 a.C., no oitavo ano de reinado de Ramsés III, o Egito foi atacado por uma coalizão de povos marítimos. O faraó massacrou os invasores e contabilizou uma retumbante vitória. Entre os derrotados, havia tribos de nomes tão sonoros como Thekker, Shekelesh, Denyen, Wesheh e Peleset. Os estudiosos concordam que estes últimos são idênticos aos filisteus da Bíblia.
O quadro é complementado pelo Papiro Harris, uma crônica da época de Ramsés IV – aproximadamente 1153 a.C. –, que detalha ainda mais os conflitos bélicos ocorridos durante o reinado de seu predecessor. Os documentos relatam o massacre empreendido por Ramsés III. Vencidos e aprisionados, os filisteus foram levados à força para guarnições no Egito.
Mas a dúvida permanece: até que ponto os construtores de Medinet Habu e os escribas do papiro foram fiéis à realidade? Afinal, a narração de batalhas indecisas ou de vitórias dos rebeldes não seria benéfica à gloriosa memória do faraó. A ciência concorda que a questão é controversa. Há décadas, os estudiosos discutem o teor de verdade dos textos. Parte dos pesquisadores argumenta que não há exageros nos relatos, e que o faraó egípcio teria, de fato, trucidado os filisteus e colonizado as guarnições com os sobreviventes. As imagens e a narrativa que chegaram à atualidade demonstram que os povos do mar não avançaram rumo ao Egito somente com seus exércitos, mas com carruagens cheias de mulheres e crianças. Porém, se populações inteiras se mobilizaram em direção a terras estrangeiras, tendo sido interceptadas pelos egípcios e obrigadas a se estabelecer nos domínios do faraó, algum vestígio concreto dessa colonização deveria permanecer. E o Egito não guarda remanescentes da cultura filistina, que aparece mais nítida em outros locais.
Um segundo grupo de estudiosos considera a tese de assentamento compulsório dos povos do mar bastante plausível, mas argumenta que a descrição do local de colonização é muito vaga. Esses pesquisadores ponderam que os filisteus podem ter sido levados a algum lugar ao norte do reino egípcio. E como este era bastante vasto, não é impossível que a Terra de Canaã, sob domínio do Egito nos tempos de Ramsés III, tenha sido o local do desterramento. Os sepultamentos ao estilo egípcio lá encontrados, possivelmente herdados pelos recém-chegados de seus dominadores, e os objetos escavados na região juntamente com peças de cerâmica moldadas à moda filistina depõem a favor dessa teoria.
Uma terceira linha de pesquisa coloca em dúvida as conquistas e relatos de glória de Ramsés III. Segundo seus defensores, os egípcios não saíram de modo nenhum vitoriosos das batalhas contra os filisteus e estes teriam colonizado a região de Canaã por conta própria. As marcas de destruição nos postos egípcios avançados, como em Tel el-Farah, nos quais foi encontrada cerâmica tipicamente filistina, parecem comprovar essa hipótese.
A origem dos povos do mar é mais um assunto de disputa entre os estudiosos, que concordam apenas sobre o espaço do Egeu como local de procedência. Alguns pesquisadores consideram a região micênica como berço dos filisteus. Outros, mais cuidadosos, defendem uma opinião conservadora: a pátria dos povos do mar seria Chipre. E há ainda os audazes, que consideram que a colonização de Canaã se deu a partir da Anatólia. Estes chegam a lançar mão da Ilíada de Homero como repositório de informações sobre a origem filistina. Afinal, se o famoso arqueólogo alemão Heinrich Schliemann conseguira encontrar Tróia guiado pelos versos do grande poeta grego, então não parece impossível que Menelau ou Odisseu, que depois de intermináveis périplos haviam atracado nas costas da Líbia e do Egito, tenham sido os ancestrais dos filisteus.

é complicado a Ciencia e as suas teorias
por exemplo como a criação do universos de uma explosão
Uma coisa que se explode não existe
não isso é um erro grave
Outra teoria é que um Midico
fracassado foi pras ilhas galapos
e viu a natureza criou a teoria da evolução
vamos ser sinceros
Uma explosão criar o universo
fala serio
acho que a ciencia deveria se evoluir mas
Os cientista se preocupar em fazer drogas pra curar doenças como a Aids
até hoje não tem nada que fale da sua origem
fica complicado tudo isso não acha
É pro isso que acredito no meu Deus que
fez o céu a terra o mar e as fontes das águas e tudo que nele há
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é complicado a Ciencia e as suas teorias
Principalmente se vc não frequentou um colégio.
por exemplo como a criação do universos de uma explosão
Explosão? Que explosão? Lá vem besteira…
Uma coisa que se explode não existe
Não falei? Ô, sua besta. Quem foi que disse que algo explodiu durante o Big Bang? Ademais, o que isso tem a ver com o artigo?
não isso é um erro grave
Mais grave é sua burrice.
Outra teoria é que um Midico
fracassado foi pras ilhas galapos
e viu a natureza criou a teoria da evolução
É Galápagos. E não foi apenas visitando as Galápagos que Darwin desenvolveu a TE, ignorante. Vai estudar, vai.
vamos ser sinceros
Vou sim: Vc é uma besta e não sabe de nada.
Uma explosão criar o universo
fala serio
Tem que rir da estupidez das pessoas, não é? Ainda mais quando o artigo não tem nada a ver com isso. É a ânsia de pregar desse pessoal que os faz falar tanta besteira.
acho que a ciencia deveria se evoluir mas
E eu acho que vc deveria calar a boca.
Os cientista se preocupar em fazer drogas pra curar doenças como a Aids
Que é o que eles fazem. Mas, o que os arqueólogos têm com isso?
até hoje não tem nada que fale da sua origem
Já ouviu falar em “mutação”? Só nos filmes do X-Men que vc viu, né?
fica complicado tudo isso não acha
Só para mentes ignorantes.
É pro isso que acredito no meu Deus que
fez o céu a terra o mar e as fontes das águas e tudo que nele há
E é por isso que eu rio de vc, seu deus e todas as doenças e males que ele (se é que existe) criou. ;-)
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Mais um jesusolatra maluco que nao leu atentamente o artigo e vem depositar os seus coprolitos fosseis por aqui…
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Ola,
achei estranho as primerias partes do texto quando vc alega que a biblia colocou os filisteus com esse estereotipo de “barbaros e incultos” Barbaros até vá lá, afinal àquela epoca todos esses povos, inclusive os hebreus eram barbaros.
mas continuando o pensamento, achei estranho pelo fato da mesma biblia os colocar como um povo inicialmente dominador, povo de guerra pra ser exato, com uma cultura e politica que os hebreus ate certo ponto invejavam.
Enfim, conhecia o sentido conottivo do termo filisteu como pecador ou como diz meu pseudonimo “inpuro”:) de qualquer forma foi enriquecedor as informações que vc cita sobre a valorização que os escribas atribuiram aos filisteus.
A proposito, o Neto não leu seu texto, ele apenas se empolgou… não eu não o conheço… mas conheço a sindrome da qual ele é acometido.
O triste pra ele é que não tem remedio, nem mesmo suas respostas.
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ARQUEOLOGIA=Indiana Jones, sempre fui estudioso e curios sobre esta área e sempre soube que a “bíblia judaica” era uma farsa porque trazia a necessidade de rebaixar povos que sempre foram e sempre serão superiores ao judaico em gênero, número e grau, povos como os Egípcios e seus oponentes deveriam ser Civilizações grandiosas e desenvolvidas. Os judeus são um povo rancoroso e atrasado que exige que o mundo seja como estes são. Orgulho-me de ser um FILISTEU!
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ô comentariozinhos infelises ai a baixo o de alguns viu…
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meu marido tem uma sindrome horrível, acha que o mundo vai acabar, que vai pro céu, talvez seja verdade mais é díficil de engolir isso. Porque Deus permiote tantas coisas ruins, mortes de inocentes, tantas tragédias?
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Deus foi criado em orfanato. Deve ser isso…
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