Artigos da Semana 6

Não é que eu tenha me esquecido de postar ontem, é que veio artigo interessante e resolvi tocar, daí deixei o resumão pra hoje. Sim, isso que é bom ser dono do site: faço o que eu quero. RÁ!

Agora comece e a leitura.

Grandes Observadores do Espaço: Spitzer

O Spitzer é um telescópio espacial, cuja missão é fornecer uma visão única do Universo usando a invisível radiação infravermelha. Com ele, é possível observar regiões do espaço ocultas dos telescópios ópticos, já que o Spitzer vê, basicamente, calor dos corpos.

O problema é que qualquer corpo acima do zero absoluto emite radiação infravermelha. Como fazer para que a própria radiação infravermelha que o Spitzer emite não interfira nas observações?

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Dando o mesmo rolê que nossos avós fizeram, sem chegar junto

Na foto acima estão Fred Haise, Jack Swigert e Jim Lovell. Eles tiraram esta foto um dia antes do lançamento da Missão Apollo 13. A malfadada Apollo 13. Swigert acabara de substituir Ken Mattingly como piloto do módulo de comando depois. Mattingly não pôde ir porque ele fora exposto ao sarampo e a paranóica NASA não quis arriscar (a bem da verdade, ele não contraiu a doença e não apresentou nenhum sintoma). A coisa deu errado e foi ouvido a famosa frase “Houston, a gente tá ferrado, caraio” (paráfrase).

Eles não pousaram na Lua e o regresso foi heróico, apesar das mazelas, como conectores quadrados e redondos se misturando entre diferentes aparelhos, tendo que partirem para gambiarra. Na descida, a URSS, a maior rival dos americanos, ordenou que liberassem as frequências para que não houvesse interferência e a China delicadamente pediu aos seus cidadãos que qualquer americano que caísse lá teria que ser bem tratado, sob pena de irem bater um papinho com Buda da pior maneira possível.

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Cientistas criam robô dodói

Eu gosto de compartilhar notícias de avanços científicos e tecnológicos. Mas alguns abusam da paciência da gente. Não apenas isso, os jornais correm para noticiar isso, e já que quanto mais apelativa for a matéria, maiores as chances de divulgação, pesquisadores forçam a mão, o que leva a jornaleiros forçarem a mão, e sempre com resultados positivos, pois sempre terá um mané divulgando.

Por exemplo, saiu esta semana que alguns cientistas japoneses criaram um robô capaz de sentir dor, daí alguns já pensaram em androides, revolução das máquinas, humanização de robôs blábláblá. Só que não é bem assim.

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MAVEN estuda os ventos marcianos

Apesar de Marte ter uma atmosfera bem fina, tem alguma coisa lá e se tem ar, tem vento. Como são esses ventos hoje? Como eram os ventos antigamente, quando a atmosfera era bem mais densa? São perguntas que a missão MAVEN procura responder, analisando os padrões de ventos das camadas mais altas da atmosfera marciana.

Padrões que são alterados pela topografia de Marte são levados em conta e todas essas informações são registradas para elucidar a história antiga do Planeta Guerreiro.
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Júpiter, o imanzão

A Terra tem um campo magnético que nos ajuda a ficar imunes (ou quase) aos desmandos do Sol, quando partículas de alta energia são cuspidos fora. A maior parte é defletida por este campo de força, por assim dizer, e quando passa pelas latitudes mais superiores e inferiores há a formação das auroras.

Claro, você vai achar que isso é característica nossa, certo? Errou, otário! A sonda Juno descobriu que Júpiter, não só tem um campo magnético também, como é surpreendentemente complexo. Tão complexo que Júpiter não possui polo norte e sul magnéticos como aqui. Então, nem pense de ir pra lá levando sua bússola.

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Pesquisadores estudam um novo tipo de explosão solar

Você pode pensar que as explosões colossais no Sol e sua ejeção de massa coronal são sempre a mesma coisa, mas não são. Elas são bem reconhecidas e caracterizadas mediante suas características, bem reconhecidas pelos astrofísicos e astrônomos. Ainda assim, o Sol sempre nos surpreende, como é o caso da Reconexão Magnética Forçada.

Agora, pesquisadores do projeto Solar Dynamics Observatory estudam as causas e feitos desse fenômeno, entendendo melhor como é a dinâmica interna de nossa estrelinha particular.

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Bruce McCandless. O Homem que Caminhou pelo Espaço

Algumas pessoas esperam anos para passar por um momento mágico em suas vidas. Nem todas conseguem, mas outras são agraciadas e vivem cada segundo ao sabor de seu desejo desde a infância. Dizem que a solidão é ruim, mas quando é uma solidão acompanhada por milhões, bilhões de pessoas, você não se sente sozinho. É um momento só seu, é um momento incrível. Você fecha os olhos e curte este momento, mesmo sabendo que poderá nunca se repetir. Não importa, aquele é o SEU momento!

Se teve uma pessoa que pôde dizer que viveu isso em plenitude foi o astronauta Bruce McCandless II. O que ele fez de memorável? Ele voou, voou; subiu, subiu. Largou o que o mantinha preso e caiu com estilo, em órbita, livre de amarras. Se teve um homem verdadeiramente livre, foi o Bruce!

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O mesmerizante mosaico na superfície do Sol

Se você é algum tipo de fixista, achando que o universo é paradinho e só com um pouco de sorte os planetas viajam pelo céu, tenho tristes notícias. Não, nada é paradinho e mesmo o Sol se move. Mais do que isso, a própria superfície do Sol se move; nada no universo é estático, ao contrário do que Cláudio Ptolomeu possa ter achado, mas nem era culpa dele. Ele viveu na Idade do Bronze, e só um imbecil ainda continuaria com aquele mesmo conhecimento arcaico, no qual faltam uns planetas, planetas-anões etc.

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Mão molhada? Robô que sua? Pois é! Ciência é maneira, né?

A todo momento, surgem novas e melhores próteses. Desde aquelas muito maneiríssimas, praticamente lhe transformando num T-800, até aquelas impressas com pRástico, baratinhas e até boas pelo preço que se paga, que normalmente é uma merreca, provavelmente chegando no Brasil custando um braço.

Ainda assim, as próteses têm um pequeno inconveniente: elas esquentam, já que a parte na qual estão presas não permite perder calor sob a forma de transpiração. Daí o que se faz? Isso mesmo! Uma prótese que “sua” (ok, ela não sua, mas vai assim mesmo, já que você vai continuar lendo de qualquer forma. Não vai?)

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