Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o Dasht-e Lut, o lugar mais quente da Terra. Nesse artigo, eu expliquei que não basta ser quente para ser um deserto e que o Saara, apesar de mais famoso, não é o deserto mais quente nem o mais seco. Da mesma forma, pensamos que vulcões são aquelas montanhonas, prestes a mandar todo mundo pro saco que nem o Vesúvio fez e se bobearem o supervulcão de Yellowstone que está a caminho.
Podemos pensar que a Terra é o único planeta a ter vulcões, mas há um outro lugar também: o satélite natural ("lua", se você for jornalista que está fazendo parada na seção de Ciência dos portais de notícia) Titã, que orbita Saturno. Enquanto os vulcões aqui expelem lava, cinzas destruição, o vulcão de Titã expele gelo, hidrocarbonetos e várias outras substâncias. Para entender mais sobre isso, verbete TITÃ, seção SATURNO, capítulo ASTRONOMIA do LIVRO DOS PORQUÊS.

A Lua não é feita de queijo e é mais esburacada que rua de subúrbio. Todos os anos, a Lua é bombardeada por trocentos asteróides (sim, trocentos. Não encha o saco), fazendo-a ter aquele aspecto. A Natureza é uma mãe psicopata que está disposta a nos mandar pra vala de qualquer jeito; haja vista o que aconteceu em 17 de março, quando um pedregulhão cósmico se chocou com Jaci com um impacto que não acontecia há cerca de 8 anos.
O poder do Senhor dos Céus está consolidado. À sua volta, guardiões zelam pelo equilíbrio, onde forças cósmicas ditam os rumos de tudo que há ali. Um deles é o poderoso Titã, o único satélite natural do Sistema Solar a ter uma atmosfera densa. Mas o poder do Titã não fica só em suas grossas nuvens alaranjadas, fotografadas pela sonda Cassini-Huyggens. De posse dos dados da sonda, cientistas planetários conseguiram montar um mapa topográfico da poderosa lua que pertence ao Senhor dos Anéis.
Mais um mistério do Universo é desvendado! Pesquisadores do Jet Propulsion Laboratory analisaram Europa e encontraram uma grande concentração de peróxido de hidrogênio – a famosa "água oxigenada" – em Europa. Isso pode explicar muitas coisas, mas não porque tem loiras lá. Mesmo porque, estou falando do satélite Europa e não o continente, criaturinhas desatentas. A pesquisa pode nos dizer da capacidade de Europa, o satélite do sistema joviano, pode sustentar vida.
Plutão é como aquele primo que mora no subúrbio: é simpático, mas ninguém liga muito pra ele no dia-a-dia, e pouca gente só lembra que existe na hora de pagar de bom moço. Convenhamos, Plutão só ficou em voga depois que foi reclassificado como planeta-anão (
Hoje é quarta-feira, e só restaram as cinzas. O Carnaval encerrou-se ao meio-dia, Hora de Brasília. Alguns afortunados (eu inclusive, com a graça de Ártemis!) só voltarão ao trabalho na segunda-feira. Até esta micro-férias acabará. Tudo acaba. Até mesmo o Sol terá seu fim um dia.
É um fato: não podemos olhar pro Sol diretamente. Sua grandiosidade, moldada às custas de muita energia produzida em seu interior, ofusca e pode nos cegar. Só com instrumentos especiais podemos acompanhar o relato diário de sua vida, sua ira e sua atividade. O órgão responsável que vigia, estuda e monitora o Sol, é o Observatório Dinâmico Solar (
Já falamos de todas estas baboseiras de fim-do-mundo. Tem mané, inclusive, que estocou alimentos e comprou um carro. Não entendi para que ele vai querer um carro depois que o mundo for pro saco, mas não é problema meu. Ainda hoje escutei que amanhã planetas irão se alinhar e outras bobagens semelhantes., como coisa que mecânica celeste é assim. As pessoas procuram tanto o fantástico aí fora que não têm tempo para ver o que temos de maravilhoso aqui mesmo, na Terra. E muitas dessas maravilhas vêm de fora da Terra, mas não de planetas e sim da tecnologia desenvolvida pelo próprio Homem.
Eu sempre tive um desejo secreto: ver um eclipse total ao vivo e a cores. Nada de ver pela TV. Infelizmente, a posição geográfica aqui não ajuda muito e sempre acabamos com eclipses meia-boca. Mas, ainda que me pareça pouco, ainda temos vídeos e fotógrafos que registram estes momentos, como foi o caso de Collin Legg, que registrou fotos de diversas maneiras em 14 de novembro deste ano, na Austrália. Juntou as fotos isoladas e montou um time lapse muito legal.
A noite é escura.