Estrelas (entre elas o nosso Sol), são basicamente formadas por hidrogênio e hélio. Naquela imensa fornalha termonuclear, núcleos se fundem produzindo elementos cada vez mais pesados. Dependendo do tamanho da estrela, elas podem explodir sob a forma de supernovas, espalhando todo o seu material estelar. Quanto maior a estrela, mais núcleos pesados são formados. Hidrogênio se funde em hélio, que podem se fundir formando lítio, boro e carbono. Estrelas de massa realmente alta (para padrões de estrelas, e nosso Sol nem é tão grande assim) irão iniciar a queima de núcleos de carbono e estender mais a sua existência. As de massa ainda maior irão também fundir neônio depois de usar o carbono e assim por diante. Isso até produzir ferro, então, tudo muda. A síntese de núcleos mais pesados a partir do ferro absorve ao invés de liberar energia, e a estrela começa a esfriar. Com o tempo, este nucleozão de ferro comporá asteroides. Estes asteroides são capturados pela gravidade terrestre e cruzam os céus; então, recebem o nome de meteoros. Quando caem no chão, a rocha formada é chamada de “meteorito”.
Pronto, resumi bem a origem do ferro no planeta. Já posso abrir uma cerveja porque meu trabalho está feito, certo?
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Toda vez que Vênus passa pela Terra, mostra a mesma face, da mesma forma que a nossa querida Lua, mas só se sabe disso a mais ou menos 50 anos, desde que os radiotelescópios foram capazes de espiar por baixo das nuvens espessas de Vênus e rastrear sua superfície de rotação lenta.

A todo momento aparece um exoplaneta dando sopa por aí. É ótimo saber sobre novos mundos e a moderna tecnologia observacional nos diz até do que o planeta é compostos em sua superfície e atmosfera. Mas e quanto ao que tem dentro dele? Sim, porque olhando a Terra de cima, mesmo que de pertinho, não dá pra se ter ideia das suas camadas internas.
Enceladus é uma das maravilhas do mundo saturniano. Ela foi descoberto em 28 de agosto de 1789 perlo astrônomo William Herschel, sendo um dos astros mais refletivos do Sistema Solar, embora seja muito pequeno: cerca de 400 km de diâmetro, enquanto o diâmetro equatorial da Lua (a “nossa” lua) possui mais de 3.400 km de diâmetro. Em 1980, quando a Voyager passou por Enceladus, foram tiradas algumas fotografias, onde via-se um satélite com muitas crateras em seu hemisfério norte, mas poucas crateras no hemisfério sul. Enceladus possui muitos gêiseres, e ao expulsar a água quente em alta pressão, se congela no meio frio do Espaço. Parte deste gelo é atraído de volta a Enceladus e outra parte foge do campo gravitacional do satélite.