Eu sempre reforço a ideia que nosso senso comum vota e meia apronta das suas, e normalmente ele nos dá indicações e conclusões errôneas. Uma delas é o conceito de "deserto", como eu expliquei no artigo sobre o Dasht-e Lut, o lugar mais quente da Terra. Nesse artigo, eu expliquei que não basta ser quente para ser um deserto e que o Saara, apesar de mais famoso, não é o deserto mais quente nem o mais seco. Da mesma forma, pensamos que vulcões são aquelas montanhonas, prestes a mandar todo mundo pro saco que nem o Vesúvio fez e se bobearem o supervulcão de Yellowstone que está a caminho.
Podemos pensar que a Terra é o único planeta a ter vulcões, mas há um outro lugar também: o satélite natural ("lua", se você for jornalista que está fazendo parada na seção de Ciência dos portais de notícia) Titã, que orbita Saturno. Enquanto os vulcões aqui expelem lava, cinzas destruição, o vulcão de Titã expele gelo, hidrocarbonetos e várias outras substâncias. Para entender mais sobre isso, verbete TITÃ, seção SATURNO, capítulo ASTRONOMIA do LIVRO DOS PORQUÊS.

Quando as coisas dão errado (e muito!) em termos de ensino, eu meto o malho, mas quando há iniciativas boas, aliás, excelente, aliás, incrivelmente fantásticas, temos a obrigação de divulgar.
O poder do Senhor dos Céus está consolidado. À sua volta, guardiões zelam pelo equilíbrio, onde forças cósmicas ditam os rumos de tudo que há ali. Um deles é o poderoso Titã, o único satélite natural do Sistema Solar a ter uma atmosfera densa. Mas o poder do Titã não fica só em suas grossas nuvens alaranjadas, fotografadas pela sonda Cassini-Huyggens. De posse dos dados da sonda, cientistas planetários conseguiram montar um mapa topográfico da poderosa lua que pertence ao Senhor dos Anéis.
Mais um mistério do Universo é desvendado! Pesquisadores do Jet Propulsion Laboratory analisaram Europa e encontraram uma grande concentração de peróxido de hidrogênio – a famosa "água oxigenada" – em Europa. Isso pode explicar muitas coisas, mas não porque tem loiras lá. Mesmo porque, estou falando do satélite Europa e não o continente, criaturinhas desatentas. A pesquisa pode nos dizer da capacidade de Europa, o satélite do sistema joviano, pode sustentar vida.
Plutão é como aquele primo que mora no subúrbio: é simpático, mas ninguém liga muito pra ele no dia-a-dia, e pouca gente só lembra que existe na hora de pagar de bom moço. Convenhamos, Plutão só ficou em voga depois que foi reclassificado como planeta-anão (
É um fato: não podemos olhar pro Sol diretamente. Sua grandiosidade, moldada às custas de muita energia produzida em seu interior, ofusca e pode nos cegar. Só com instrumentos especiais podemos acompanhar o relato diário de sua vida, sua ira e sua atividade. O órgão responsável que vigia, estuda e monitora o Sol, é o Observatório Dinâmico Solar (
A noite é escura.
Desde que começamos a nos aventurar pelo Espaço, levamos o melhor e mais abundante que podemos produzir: lixo. Desde uma ferramenta até restos de foguetes e satélites, vários corpos estão orbitando a Terra, além da Lua e a ISS. É o chamado “lixo espacial”. Você pode achar que um parafuso não é nada demais, mas quando ele está sendo acelerado a velocidades de milhares de quilômetros por hora, vemos que ali não é um lugar muito legal para dar mole, nem pros astronautas, nem pros satélites artificiais. Ali é um grande estande de tiro, mas a solução parece estar vindo, pontual e certeira como um relógio.
Furacões são devastadores. Eles chegam de mansinho, levam sua casa, seu carro, seus bens e acabam com sua vida (sim, eu sei que você se lembrou da sua ex-mulher). Quem está tirando o sonos dos países acima da linha do equador é Sandy, o furacão malvado, já que eles não têm 300 prestações das Casas Bahia para pagar (no caso do Haiti, eles não tem qualquer tipo de casa decente).
Desde que eu vi um satélite voando pelo céu pela primeira vez, eu sempre quis ter um. Ao me lembrar do tempo que vi o Sputnik voando pelo céu como um ponto brilhante (acho que entreguei a minha idade), sempre fico pensando se não poderia um satélite meu, só meu, totalmente meu. Nem precisava ter armas atômicas (um simples raio da morte seria o suficiente). Agora, a NASA pesquisa se poderiam usar um smartphone como um satélite. Sonhar demais? Ir à Lua também era.