Como é feita a datação de fósseis?

Fósseis são vestígios de seres vivos que viveram há muito, muito tempo. Desde um esqueletão de dinossauro até pegadas, passando por impressões “carimbadas” na rocha e até mesmo pinturas rupestres. São as verdadeiras amostras de vidas passadas que são analisadas pelo presente. Paleontólogos estudam fósseis e a sua primeira pergunta é “quando eles viveram”.

Há muitas técnicas para se datar fósseis, como o famosíssimo Carbono-14. Mas existem outros métodos. Bóra conhecer um pouco mais sobre eles. Esta é mais uma edição do seu LIVRO DOS PORQUÊS em vídeo.

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Crateras de dinossauros ajudam a saber sobre a história de nossos avós

Existe criacionista retardado (desculpem o pleonasmo) que realmente acha que homens e dinossauros conviveram. Tem até imagenzinha lindinha de homens cavalgando dinos, como esta aqui ao lado (não é que seja Jesus, não é. Mas bem que parece. Até tem a cara de quem nunca tomou banho). Ainda assim, dinossauros podem nos ajudar em muita coisa; como encontrar vestígios de hominídeos, mesmo estes tendo aparecido muito tempo depois.

Mas as crateras… ah, as crateras ainda estão lá…

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Combinar radioterapia com outros tratamentos reduz risco de morte por câncer

A ironia costuma ser bem irônica. Alfred Nobel, inventou da dinamite, depois de ter feito fortuna usando sua técnica para estabilizar nitroglicerina foi tratado com essa mesma substância, pois ela é vasodilatadora e, assim, serve como remédio para algumas doenças do coração. A radiação dos compostos como urânio, polônio e rádio, assim coo comentários de sites de notícias, dão câncer,e  foi assim que Marie Curie acabou adoecendo e morrendo. Hoje, usamos radiação para tratar câncer e mandar aquelas células elouquecidas pra vala.

Alguns dizem que radioterapia mais faz mal do que bem, que a pessoa só com um cancerzinho básico e a malévola radioterapia é que manda a saúde da pessoa pros quintos, sextos e sétimos do inferno. A realidade é bem outra. Uma nova pesquisa aponta que radioterapia reduz o atual risco de morte à sua metade, mesmo em casos de pessoas com câncer há muito, muito tempo.

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Cientista acerta no cúrio do meteorito

Contemplem a tabela periódica. Está tudo lá. Só que de todos os elementos que existem, apenas 92 são encontrados naturalmente. Vai até o Urânio e só, acabou, caput. Daí pra frente só elementos sintetizados, criados, fabricados pelo Homem. O que vem além disso são os chamados “elementos transurânicos”. Um deles é o cúrio, elemento batizado em homenagem ao casal Curie, descoberto em 1944 por Glenn Seaborg, Ralph James, e Albert Ghiorso, por meio de bombardeamento do plutônio com partículas alfa. É um elemento tóxico e muito radioativo. Quem tem cúrio, tem medo.

Daí você pensa que só porque ele foi produzido artificialmente ele não pode ser encontrado na Natureza. A Química dá uma risadinha e diz “só porque você quer, kerydinho!” Vestígios de cúrio foram encontrados durante a análise de isótopos de urânio num meteorito de 4,6 bilhões de anos.

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As mais antigas (até agora, frise-se) artes rupestres já encontradas

Nessa longa estrada da civilização, o Homem vem correndo e não pode parar, na esperança de não ser extinto, sendo devorado por um jaguar. Todos sabemos (ou pelo menos vocês deveriam saber) que seres humanos surgiram em muitos lugares, mas principalmente na África. Poucos vestígios ficaram desses pioneiros e o pouco que sabemos de sua vida vem de pinturas rupestres, na maioria dos casos.

Achava-se que as primeiras pinturas foram feitas na Europa, mas pesquisadores encontraram indícios de pinturas mais antigas na Indonésia que, caso não saibam, não fica na Europa, mas na Ásia.

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Determinando a idade dos fósseis

Por Alexander Kellner
Museu Nacional / UFRJ
Academia Brasileira de Ciências

Uma das questões recorrentes durante palestras e também na correspondência com os leitores desta coluna é sobre como os pesquisadores são capazes de determinar a idade de um fóssil. Como alguns podem imaginar, a datação de um fóssil não é uma questão trivial e está ligada à complexidade do registro paleontológico – desde a formação do fóssil até o que ocorre com a camada sedimentar onde este se preservou. Até que os princípios gerais não são tão complicados, mas a aplicação destes na prática…

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Nova bateria não precisa de recarga… por 30 anos

bateriabetavoltaica.jpgOs Laboratórios de Pesquisa da Força Aérea dos EUA revelaram uma nova tecnologia em baterias que podem fazer funcionar aparelhos portáteis como celulares, hand-helds, notebooks constantemente em um futuro próximo. Chamada de bateria betavoltaica, ela utilizaria a desintegração radioativa de radioisótopos para capturar emissões de elétrons beta, utilizando sua eletricidade para energizar chips e gerar uma corrente regular de energia. Apesar de conter uma substância radioativa ela não seria tóxica. A bateria seria extremamente eficiente permitindo que um notebook funcionasse por 30 anos antes de necessitar de nova recarga. Continuar lendo “Nova bateria não precisa de recarga… por 30 anos”