Alemanha faz favor à Ciência e não devolve fóssil ao Brasil

Não se pode falar muito mal dos alemães (Ninguém que fale alemão pode ser má pessoa). São muito legais eles, principalmente quando não meteram mais de 7 gols no Brasil na Copa.

Enquanto isso, brasileiros — ingratos como sempre — estão enchendo o saco porque o museu não quer devolver o fóssil do dinossauro batizado de Ubirajara jubatus. Poxa, por que não deveriam devolvê-lo?

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Acharam o que sobrou da Luzia. Sabem o que isso significa?

AVISO

Parem de ler imediatamente. Não reclamem depois.

Bom, acharam os restos dos restos que era o crânio conhecido como “Luzia”, o fóssil humano nativo das Américas. Segundo o que sobrou do Museu Nacional (lamento, mas eu tenho que falar assim. O Museu foi destruído para sempre. O que vão fazer é outro museu. Alguém tem que falar a verdade), os ossos, que já não estavam tão ótimos assim, foram encontrados em estado mais deplorável, graças a uma sortuda incompetência generalizada. Se antes a caveira não estava totalmente preservada, do que tinha lá só acharam 80% (entenderam o “resto do resto”?). O anúncio foi eito ontem (19/10), mas não disseram quando encontraram a ossada.

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Eulogia a uma vítima de assassinato

Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.

Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.

Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

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O diplodoco que saiu pra viagem

Todo mundo gosta de dinossauros. Se seu filho não gosta de dinossauros, leve-o agora mesmo num psicólogo, pois ele tem sérios problemas. Se você não gosta de dinossauros, é caso perdido. Atire-se do primeiro prédio ou doe seu corpo para uma usina termelétrica. Estes monstros colossais eram fantásticos e quanto mais sabemos sobre eles, mais fascinam. Hoje, temos vários museus exibindo fósseis com milhões de anos (ou 6 mil, se você for fundamentalista) que contam um pouco da história da vida na Terra. O problema é que montar um bichão grandão dá muito trabalho e requer muitos especialistas. Agora imaginem na hora de transferir um esqueletão grande de um lugar pro outro. Bem, foi o que o pessoal do Natural History Museum fez.

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Uma coleção com antigos instrumentos médicos para você chamar de seu

Eu acho muito interessante ver aparelhos médicos e científicos que nossos avós usavam. Muito fascinante. Me chama muito a atenção a plague mask, junto com um traje característico, como observado aqui ao lado, usado por “médicos” que perambulavam verificando as pessoas que estavam doentes, que podiam estar doentes, que não estavam doentes e poderiam desenvolver a doença. Eles usavam essa imensa máscara com uma espécie de bico curvo e lentes de vidro nos olhos. O bico curvo era enchido com especiarias, menta, canfora, uma esponja embebida em vinagre, pétalas de rosa ou uma mistura disso tudo, para protegê-los dos humores malignos exalados pela doença. A figura tinha profundo impacto psicológico, pois já anunciava a quem visse que havia alguém bem doente ali e era para manter distância.

Imagine se você quisesse ver alguns desses equipamentos, e até comprar alguns. Bem, se você for até Nova York, poderá ter esta experiência.

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Museu Nacional fecha por tempo indeterminado por falta de faxineiro

No mundo das pessoas normais, quando você precisa de um funcionário, você contrata. Se você é uma empresa e não quer assinar carteira, você contrata uma empresa que terceirize o serviço. Se você é uma instituição de pesquisa e educacional, você faz de tudo para que suas atividades não cessem. Se você é o Brasil, caga e anda e fecha as portas.

O Museu Nacional, principal museu do país, fechou as portas por falta de funcionário. Porque, né, ter porteiro e faxineiro acarreta muitos problemas burocráticos.

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Smithsonian acusado de espalhar o ateísmo e a “religião naturalista”

Há duas coisas que crianças adoram: 1) Coisas que explodem ; 2) Um dinossauro. Se seu filho não gosta de um dinossauro, entre em contato com o Conselho Tutelar e entregue seu filho para pais decentes, porque você falhou miseravelmente.

O Instituto Smithsonian vai ganhar de presente um T-Rex, mas a tosqueira criaBURRIcionista está relinchando, porque o Smithsonian está disseminando a algo como uma religião naturalista, seja lá o que aqueles retardados da Terra Jovem queiram dizer com isso.

Tendo que aturar estes fósseis da Idade do Bronze, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Tenha o seu Mini Museu em casa. Sim, vais ter que meter a mão no bolso

Eu sempre gostei de museus. A cultura de milênios à sua disposição. Uma história da vida na Terra de BILHÕES de anos. Tudo ali, em armários, cristaleiras, vitrines ou bem na sua frente, podendo até ser tocado (ou não, na maior ados casos). O problema, entretanto, é a gente ir pra casa, sem poder levar nada daquilo de lembrança. No máximo, se comprar na lojinha (o que não é a mesma coisa, já que um meteorito não é a mesma coisa que uma camiseta com desenho custando quase 100 merréis).

Não seria legal ter uma pequena amostra do que tinha lá no museusão? Que tal ter algo em cima da sua mesa, para tentar impressionar seus parentes, que não darão a mínima, mas mesmo assim você achará o máximo?

SEUS PROBLEMAS ACABARAM!

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Um brilhante museu de Ciencia

Eu já postei aqui sobre museus de Ciência, em que alguns fazem um excelente trabalho de divulgação; o tipo de coisa que jamais veremos no Brasil, salvo quando é para Big Brother e coisas tão importantes quanto. A seguir, mostramos fotos de um trabalho excelente de design feito para o Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, um museu de ciência localizado em Lisboa, Portugal.

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Tenha um bichinho de estimação: salamandras gigantes japonesas

Todo mundo quer um bichinho de estimação. Quando eu era criança, pedi pro meu pai um animalzinho para eu brincar e fazer companhia. Ele me perguntou se eu queria um cachorro, um gato ou um periquito (aquário eu tinha e ainda tenho até hoje). Eu disse que não, que queria um escorpião daqueles pretões do deserto. Bem, meu pai não me deu meu bichinho querido, perguntou se eu era maluco e fiquei traumatizado pelo resto da vida.

Japoneses acham que isso é meio Meh! Em um tanque de exposição japonês, um casal feliz está com sua mais recente cria. Não é bem um escorpião modafóca. É um anfíbio: uma salamandra gigante mais feia que a necessidade, mas cheia de amor pra dar.

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