A desconfortável situação do finado jornalismo

Eu gostaria de falar sobre uma coisa que existia há muito tempo, mas que hoje caiu no esquecimento: jornalismo. Não existe mais jornalismo, pelo visto, e isso é ruim. Ruim, mas não é de hoje. A verdade, como eu sempre digo, é que as pessoas cometem um sério erro; elas acham que veículos de informação existem para informar. Não existem. Veículos de informação existem para dar lucro aos seus investidores.

Noticiários são um os mais desinteressantes programas para a população em geral, e isso não é só no Brasil. Há muito tempo, eles entenderam o que atrai as pessoas: previsão do tempo (não muito) e crimes, daqueles bem sangrentos. As pessoas adoram ver a desgraça alheia.

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Jornaleiros surtados fora de controle

Nada como o bom jornaleirismo raiz que faz tudo para conseguir cliques e compartilhamentos com as maiores insanidades possíveis. Aquele puro suco de estupidez para conseguir métrica em rede social e mostrar para investidores acaba em coisas constrangedoras como…

Como algo digno da SEXTA INSANA!

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Jornais: Trazendo notícias fresquinhas noticiadas há 3 anos

Nas histórias em quadrinhos, os heróis não-raro escolhem a profissão de jornalista para estarem sempre perto das notícias e saber quando agirem. Um exemplo disso é Clark Kent/Super-Homem. Se fosse no Brasil, ele seria que nem marido traído: o último a saber. Um exemplo disso é a notícia que um padre coroa largou a batina e resolveu ser ator pornô.

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O caso do inexistente escritor que humilhou vários jornais por causa de um livro que não existia

Eu paro para refletir de vez em quando sobre a psique humana. Eu acho fora de série o que nos faz ser o que somos, em toda nossa peculiaridade. Isso fica evidente em certas histórias que nos são contadas e daí vemos como são estranhas as pessoas grandes. Para isso, tomemos um exemplo simples, mas interessante: o monte de pessoas que leram um livro, comentaram esse livro, fizeram resenha, críticos aclamaram, jornais elencaram-no como um best-seller e um “must read”. Um verdadeiro fenômeno editorial, com várias pessoas discutindo a trama, os personagens, o desenrolar da história.

Só tem um pequeno detalhe: este livro não existia. Continuar lendo “O caso do inexistente escritor que humilhou vários jornais por causa de um livro que não existia”

Planeta que não tem nada a ver com a Terra tem atmosfera que nem a da Terra (dizem)

Toda vez que sai alguma pesquisa científica abordando exoplanetas, jornaleiros correm para traçar algum paralelo com a Terra mesmo que tenha que tirar da bunda. Isso fica nítido numa matéria que tem como título Planeta fora do Sistema Solar tem atmosfera semelhante à Terra, diz estudo. Mas será mesmo?

Você já sabe que não. Continuar lendo “Planeta que não tem nada a ver com a Terra tem atmosfera que nem a da Terra (dizem)”

Jornaleiro acha que morcego é ave

Eu gosto do jornaleirismo do Brasil. Aquela mistura de erro, ignorância, desinformação e cara de pau, principalmente na hora de encher o saco que a assinatura garante boas reportagens, o que sabemos não ser bem o caso.

Um exemplo disso é o Metrópoles, o jornal que ainda está no tempo do Levítico e acha que morcegos são aves. Continuar lendo “Jornaleiro acha que morcego é ave”

Nada como ler jornais para se manter informado

Eu gosto de me manter informadoCitation Needed. O problema é que a massa jornalista esquece disso, daí soltam algumas pérolas como se fossem notícias. Já que eu sou um blog informativo, informações a vocês com muitas informações informatizadas. Vamos ver o que saiu no jornais.

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Prefiro o abacaxi

Jornaleirismo de recursos precisa de qualidade (ou algo assim). Sempre tem alguém para encher o saco (normalmente “jornalistas”) para que gastemos nosso rico dinheirinho para assinar jornais. O problema é que o dinheiro que querem se mostra uma péssima escolha. Uma cientista portuguesa percebeu isso quando fizeram ela dizer o que ela não disse. Continuar lendo “Prefiro o abacaxi”

Famosos dando palpites sobre o que não entendem. Nem o jornaleiro entende

O problema do jornalismo é que ele deixou de existir para dar lugar ao que eu chamo de jornaleirismo. Sabem aquela figura clássica do molequinho vendedor de jornais? Para vender mais jornais ele gritava as manchetes e quanto mais sensacionalista, mais chamava a atenção. Com isso, eles gritavam manchetes que efetivamente não estavam no jornal, inventando polêmicas que não existiam, seguidos de EXTRA! EXTRA! Isso despertava a curiosidade das pessoas e saiam vendendo os jornais, para então o bando de otários perceberem que foram enganados e o moleque ter picado a mula com bolso cheio de moedas. No dia seguinte, o processo se repetia. Com o tempo, jornais perceberam que poderiam facilitar este trabalho sem mentir (muito), bastando adequar as manchetes ou dando ao público o que o público quer: opinião de famosinhos. Celebridades sempre venderam tudo, você sabe.

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