Estamos no Sábado de Aleluia, dia de Malhar o Judas. Essa tradição, que anda se perdendo em tempos do politicamente correto, vem de… malhar o Judas, porque ele fez besteira. E isso porque Jesus não tinha um blog. Judas xingou muito junto ao perfil do Sinédrio no Twitter. Jesus tomou flag do YouTube, digo, do Império Romano e sua conta foi suspensa.
Obviamente, nossos crentinhos de estimação zueiros não poderiam deixar de aparecer e contribuir para com a sua seção favorita: A Voz dos Alienados!

Eu nunca entendi a tara por "trotes" em Universidades. Tipo, sei lá, quando eu ingressei em uma (e isso faz muito tempo), não tinha essas babaquices, e mesmo assim eu fui lá pra estudar, não para fazer trote, fazer amiguinhos, encher os cornos de cerveja, drogas etc. Deve ser por isso que eu sempre passava com as melhores notas, enquanto os descoladões se ferravam e pediam ajuda aos nerds como eu. Obviamente, eu deixava eles se ferrarem.
A Sexta Insana é uma das sessões mais amadas por todos os admiradores deste que vos escreve. Vemos a maluquice diária, semanal, mensal ou apenas da sexta-feira, mesmo. Às vezes demora um pouquinho, às vezes vem em bando, como hoje, por exemplo. Foi tanta doideira que eu pensei que teria que fazer vários artigos. Mas, que Diabo!, por que não juntar tudo num textão, não-facebookiano? Prometo que você vão gostar. Afinal, promessas existem para serem quebradas…. ou algo assim.
Eu preciso sempre esclarecer o óbvio. Instituições de ensino não estão preocupadas em ensinar e sim ganhar dinheiro. Se for privado, isso acaba ficando mais que evidente. Claro, isso gera certos absurdos. Uma vez um pai me questionou porque minhas provas estavam tão difíceis para, em seguida, outro questionar por que eram tão fáceis. Não se pode dar nota baixa, traumatiza. Não se pode corrigir com caneta vermelha, traumatiza. Não pode dar "bom dia" pro aluno, traumatiza. Até o trauma dele o deixa mais traumatizado.
O que mais me impressiona no brasileiro médio é a sua estupidez galopante. A capacidade de usarem sua absurda condição em algum modo idílico de se acharem melhores que os outros, mais sofredores, mais heroicos, mais que todo o resto da população. Com o (des)caso da falta d’água em todo país, as pessoas começaram a ser criativas e sua arrogância as fez se mostrarem mais mendigas que a mendicância, como é o caso de um casal casado do estado de São Paulo que adaptou uma caixa de descarga para servir de chuveiro.
Um dos principais problemas com os malucos que chegam em áreas de comentários, fóruns de discussão e o recanto da insânia conhecido por Facebook (ou melhor dizendo "a rede que não mencionamos") – YouTube fica de fora. Aquilo não é comunicação direta com o Inferno –, é a forma que querem nos converter, ameaçando-nos com pragas, maldições e previsões de como seu poderoso deus vai nos ferrar. O problema é que esse deus fracote sempre age de forma… como direi?… infantil. Ou pelo menos, é assim que seus seguidores dizem que ele age. Como temer um deus que fica que nem criancinha birrenta?
Eu me amarro no Ken Ham. Se existe algum forte argumento para achar que Criacionismo é algo pouco pior que uma ópera-bufa, esse argumento é olhar pro Ken Ham e prestar atenção no monte de insanidades que ele profere. Quando Bill Nye foi debater com ele, largou o idiota pra lá e ficou dando uma sólida aula de Ciência, ele foi criticado. Mas Ken Ham não é um pombo enxadrista ou uma tartaruga costurando. É uma baleia morta na porta da sua casa já em decomposição. Você não sabe o que fazer com ele, ninguém vai te ajudar e o lance é dar a volta e ir pra outro canto.