Estamos na Semana Santa. Aquela semana cristã onde é ensinado como somos um bando de filhos de Madalena, Jesus foi parar no pau-de-arara e Deus tá puto da vida com todos por causa disso. Curiosamente, se Jesus não tivesse indo pro pelourinho, o Cristianismo não existiria. Em outras palavras, Jesus teve que entrar na porrada e ir pra vala para que sua doutrina existisse, e Deus ainda fica puto com todos por causa disso? Ele deveria nos presentear!
Mas Semana Santa não é só dia de choro e ranger de dentes. Vai ter Dia do Coelhinho (seu eu fosse como tu…), mas antes, temos o almoço de Sexta-Feira da Paixão, que apaixonadamente nos entregamos a muitas iguarias. Mas cuidado com a picanha que é pecado, hein?
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O mundo moderno nos trouxe muitas coisas boas, mas os antigos dizem que toda boa ação será castigada, e o castigo é o surgimento de novos tipos de idiotas. O mundo do século XXI é altamente conectado (salvo se você for cliente de operadoras brasileiras). Curiosamente, comisso surgiu todo tipo de imbecil, desde os que postam fotos do que comeram no almoço até retardados que ficam trocando textículos (textos ridículos) via SMS, Twitter etc. Não que enviar estas mensagens tenha algum problema. O problema é quando você cisma de enviar tais mensagens.
O mundo de Hades fica empavonado com muita coisa, sem nem saber direito o porque. Enquanto o pessoal acha que o Meteoro de Satã veio para ceifar as vidas dos maníacos comunistas (chegando apenas com uns 30 anos de atraso), outros metidos a "pesquisadores" aparecem com todo o tipo de absurdo. Que o diga a veterinária texana que resolveu provar para todo o mundo que dispõe de testes genéticos que provam a existência do Pé Grande.
As pessoas se recusam a ver o óbvio. Isso faz mal a corações puros e pessoas que querem que as coisas sejam perfeitinhas, mas não são. O sistema educacional brasileiro anda uma verdadeira merda. Pouco importa os números do governo. Se larga maioria da população não sabe nada, então o Ensino não está cumprindo sua função. Ou melhor, até está: arrumar um meio de conseguir votos.
Estamos em 2013 e as loucuras do ano passado, como aquela baboseira de Apocalipse Maia. Sempre há alguma insanidade corrente, como um monte de trechos de música de cantores pop, cortadas e escangalhadas, a fim de mostrar que haveria um imenso atentado fajuto nas Olimpíadas de Londres, de modo a justificar a invasão do Oriente Médio. Claro, não houve atentado nenhum e as pessoas "esqueceram". Isso quando um monte de gente vem ao meu sacrossanto e-mail para pedir uma posição sobre a briga de lavadeiras que anda acontecendo no YouTube. Sentem e esperem.
Hoje é terça-feira de carnaval, a terça-feira gorda, quando a humanidade sai de suas fantasias do ano todo e soltam a jaca e metem o pé na franga (ou algo assim). É quando a crentalhada sai pra farra para, depois, ficarem nas igrejas gritando o quanto são fiéis a Deus e você está ferrado, seu pecador fio das unhas.
Estava eu aqui, na paz de Hades, lendo idiotas escrevendo besteira e depois me xingando muito no Twitter enquanto contemplo meus planos de dominação mundial (e checando se meu salário foi depositado), eu recebo dos meus espiões uma notícia deliciosa (é figura de linguagem. Agora eu tenho que ficar explicando isso) do ponto de vista da insanidade ecochata: trio elétrico movido a mijo.
De início, a escala evolutiva relacionava espécies em algo semelhante a uma "escadinha evolucionária", indo desde o menos evoluído até o mais evoluído. Abaixo de tudo, acreditava-se, eram as archaeas, mas a terra do Sol Nascente provou que não, que há algo mais abaixo: político babaca.
Eu canso de viver em meio a citações idiotas. Uma das mais correntes é que "vivemos numa era de informação". Mentira, vivemos numa era de alienação, onde a informação em si é deixada em segundo plano em rol do imediatismo. As pessoas não querem se informar, querem fragmentos de notícias, querem saber quem o Flamengo contratou e vibrar quando o mané (que há pouco tempo fazia juras de amor ao outro time) se debulha em lágrimas dizendo que era flamenguista desde pequenininho. As pessoas querem ler sobre isso e o Mercado sempre dá ao público o que ele quer.