
A vida na Idade Média era uma maravilha, mas só se você fosse nobre, ricaço ou do clero, que seria nobre e ricaço automaticamente. Se você era peão, ferrou, já era, se deu mal, otário. Pessoal curte Idade Média por causa dos castelos, o que, convenhamos, é algo realmente muito maneiro. Eu também queria ter um castelo., daqueles bem fortificados e inexpugnáveis, como é o Vaticano. Pode ser um desses castelos ingleses ou franceses, mesmo. Ainda tem muitos por aí.
Quem deu uma sorte de comprar um terreno com um castelo em ruínas foi Michel Guyot. Tava lá o castelo e ele pensou uma coisa maluca: “E se eu juntar um monte de cabeças e reconstruir o castelo usando técnicas e ferramentas do século XIII?”. Era uma ideia absurda e insana, mas Michel não sabia disso. Por isso, começou o projeto da construção de Guedelon.
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Eu gosto muito dos livrões medievais, principalmente os que vem com iluminuras. As cores eram fantásticas e a técnica complexa.Se fazer um pergaminho já era muito trabalhoso, que dirá preparar e aplicar os pigmentos daquelas artes, e quanto mais artísticos e colorido,maior era o valor do livro (que era mais uma decoração do que efetivamente para leitura).
Quando pensamos em obras medievais, a primeira coisa que nos vêm à cabeça são os pergaminhos. Uma técnica que apresenta melhor qualidade que o papiro e se mantém com qualidade depois de séculos. Claro, tudo depende de como ele foi costurado e feito em livros, com capas grossas e bem armazenado. Parte das técnicas se perderam, mas ainda é fascinante como o homem medieval produzia trabalhos de altíssima qualidade, seja pelo conteúdo cultural desses livros, como do ponto e vista artístico, com aquelas capaz lindas e fabulosas iluminuras.
O Brasil, terra da pseudociência em que criacionismo é ensinado em colégios, fundações que “controlam” o tempo são contratadas, vidente que “prevê” uma queda de avião num lugar em que não passa aviões (e causa o maior auê), benzedeiras que ganham prêmios do IPHAN, mães de santo, astrólogos, numerólogos etc ajudado a tomar decisões. Sim, o Brasil é o país que odeia Ciência. Agora, pelo mesmo motivo que fosfoetanolamina foi aprovada, mamães hipsters ganharam o direito de ser acompanhadas por doulas nas salas de parto.
O Brasil ainda está na Idade Média. Enquanto nós esquecemos cientistas e contratamos índios mágicos para controlar o tempo (sem sucesso), temos pseudociência rolando a torto e a direito, temos também uma população burra, estúpida, iletrada, inculta, imbecil, ignorante e totalmente alienada, que acha que com uns “passes” pode mudar as coisas como um passe de mágica. Médicos estudam anos a fio para saberem menos que uma tiazinha desdentada e analfabeta, que recomenda umas reza aí, mizifio.
Eu tenho muitos dissabores de vez em quando. Um deles é ter que ler besteira. E quando vemos que o título já promete pouco, vem à mente as sábias palavras do Barão de Itararé: "De onde nada se espera é que não sai nada, mesmo!"
O sinistro poder está à espreita. O poder que não tem paixão alguma, amor ou simples complacência. Durante o reinado do imperador Justiniano, (entre 541 e 542 da Era Comum), uma verdadeira praga assolou todo o império romano oriental. O número de mortes, de acordo com o relato de Procópio de Cesareia, chegou a 10 mil pessoas e 10 mil pessoas já é muita gente hoje, ainda mais no século VI. Ela teria começado em Pelusium, perto de Suez, no Egito.
Há um texto clássico do Widson Porto Reis, dono do finado blog Dragão da Garagem em que ele questiona como era endêmica a presença da Pseudociência nas universidades. A princípio, particulares, mas isso é um show à parte e eu sei como é que funciona lá, já que fui professor de uma (não me orgulho disso, por isso que ralei peito). E como estão nas universidades públicas? Sim, porque o bando de manés adora encher a boca para falar que estuda(ou) numa federal. Isso significa algo? Como anda a ciência no Brasil?