Facebook acha que cruz é feia e corrompe criancinhas, e bloqueia a bagaça

Eu sinceramente acho que uma das piores imagens que o Cristianismo resolveu usar como seu símbolo é o da cruz. Tecnicamente, é quando o deus deles se ferrou, entrou na porrada e foi parar no pau-de-arara. Sei lá, usem a imagem dele pregando o Sermão da Montanha. Mas não. Na psique cristã, eles se sentem regozijados com o deus dele todo fodido. Algo como PT achando que o Lula é um pobre coitadinho. É aquele lance de mártir, como Pedro Américo pintando Tiradentes de vasta cabeleira, com uma túnica branca como se ele fosse o próprio Jesus. Teve um final tão ruim, mas pelo menos não é divulgado o sujeito pendurado numa corda.

Pelo visto, quem não gosta desses lances de instrumentos de tortura é o Facebook. Ele mandou uma imagem da Cruz de São Damião (essa da imagem ao lado) pra vala, o que fez com que pessoal tivesse chiliques homéricos. Afinal, as pessoas precisam defender sua entidade onipotente, pois ela não pode se defender sozinha.

Esta é a sua nada santa SEXTA INSANA!

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A Vingança das Tias: Cérebro surta quando vê mensagens de alerta

Todos nós congelamos ao ver algum aviso ou advertência. Não importa se é um policial na rua fazendo você parar ou a sua tia que liga pra você perguntando o que fazer, quando o aviso na tela apenas diz para clicar OK. Você pensa na hora "Que saco, tia!", mas a verdade é que isso acontece com todos nós, e isso inclui você também, que se acha o phoda!

Resultados de ressonâncias magnéticas mostram que nosso cérebro parece desligar quando vemos quaisquer tipos de alertas ou avisos de segurança. Tia Teteca está vingada!

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Você acha que enxerga com nitidez? Tenho mas notícias

Nós, macacada pelada, achamos que temos órgãos muito bem feitinhos. É um engando. Nós achamos que enxergamos excelentemente bem (exceto eu, que uso óculos), mas também é um engano. Enxergamos ridiculamente mal em comparação a várias outras espécies, e se você consegue ler todas as letrinhas daquele quadro que tem nos consultórios de oftalmologia – independente de ali ter o nome do seu amigo polonês ou não – tenho péssimas notícias: é tudo criação do seu cérebro troll, que lhe ilude da maneira mais tosca possível.

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Ruídos, mineiros, fantasmas e alucinações

No artigo imediatamente anterior, eu comecei falando sobre como a Humanidade deixou uma das maiores marcas de sua presença no mundo: poluição. Não apenas em termos de petróleo derramado, mas outro tipo de poluição: barulho. Pode-se dizer que não há mais nenhum lugar na Natureza onde em algum momento do dia não haja um som produzido por algum invento humano. Mas como é nossa relação com o barulho e outras manifestações sensoriais? O que aconteceria se vivêssemos num ambiente desprovido de sensações?

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Bombas, panelas e responsabilidades

Enquanto a divisão antiterrorismo do FBI está tendo uma certa "conversinha" com um dos suspeitos do atentado em Boston (sobre o qual não tecerei comentários e nem os chiliques dos conspiracionistas de plantão), chamou-me a atenção de como é fácil fazer uma bomba, por mais tosca que seja. Mas bombas toscas também são eficientes como arma de terror. Afinal, como disse Lênin, a função do terrorismo é aterrorizar.

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As tentações que os olhos vêem e o cérebro pira

Disse Oscar Wilde que ele resistia a tudo, menos às tentações. O que a bee inglesa não sabia direito era o que acontecia no cérebro, aquela coisa que todos têm e 90% não sabe pra que serve. Agora, cientistas se voltam para estudar o que acontece no interior do cérebro quando duas informações contrárias se encontram, jogando na mesa a mais vil de todas as armas: as doces tentações.

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Obrigado, Google. Você está nos emburrecendo

Eu me lembro quando a Internet começou a expandir-se de forma que todos os mortais pudessem ter em casa. Diziam que as pessoas teriam mais informação, aprenderiam mais etc. Ledo engano. Houve foi uma disseminação de gente burra e preguiçosa (ou preguiçoso e burro. Não sei o que veio antes). Por um lado, o Google facilitou as nossas vidas, garimpando as informações e servindo de aliado no nosso dia-a-dia. Pelo outro, ele ajuda a atrofiar o cérebro, onde as pessoas não usam o órgão (o cérebro! O cérebro!) como deveria. Pelo menos, é o que sugere uma pesquisa feita por várias universidades. Estamos ficando burros mesmo, ou isso só ficou mais facilmente constatado?

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O que o cérebro vê quando os olhos pararam de ver?

Até mesmo o cérebro dos normais é meio louco (ou será que o cérebro dos loucos é que são normais?). Uma coisa das mais interessantes são as chamadas "Ilusões de Óptica". Eu, volta e meia, sempre posto algumas aqui. Nossos olhos se desenvolveram meio que de qualquer jeito, onde temos, inclusive, um ponto cego, fruto de ser onde o nervo óptico se conecta com a retina. Como neste lugar não há células fotorreceptoras, não há como ser identificada nenhuma imagem lá. Cientistas agora estudam as ilusões como as que vemos uma imagem por algum tempo e, quando olhamos para uma folha em branco, vemos outras cores. E isso não acontece apenas com cores, mas com formatos também. Afinal, o que estamos vendo?

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Da beleza que nós não vemos

O cérebro é um projeto inteligente que demonstra como o projetista andava bêbado durante a sua criação. É um dos mais porcos sistemas jamais criados, incrivelmente feito na base da gambiarra macgaiverista. Qualquer dia, um exame mais profundo demonstrará que ele foi feito com chiclete, fita veda-tudo e cortado ao meio com um canivete suíço.

Nossos avós diziam que a beleza está nos olhos de quem vê (pergunte a qualquer mulher de jogador de futebol), mas o inverso também é verdade. Nossos olhos, tão malfeitos quanto nossos cérebros, são capazes de ver coisas que não existe, pois a Gambiarra-Mor processa tudo de qualquer jeito.

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