O caso do sujeito de barba na cara que se passou por trans, se infiltrou numa reunião feminista e ainda pegou mulher lá

Este caso é maravilhoso e precisa ser contado mais uma vez. Numa conversa no Twitter, lembrei do caso do espertão que se fez passar por mulher trans, foi num encontro feminista, raspou a barba lá e saiu dizendo que seu nome era Luísa (ou Heloísa). Ah, sim, ele se disse mulher trans E LÉSBICA! Pegou uma saia emprestada de uma das manas do movimento e saiu desfilando por lá, inclusive indo no banheiro das muié e pegou uma guria lá.

Sim, esta entra na conta da sua SEXTA INSANA!

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Mulheres são menos propensas a receber ajuda por medo de acusação de assédio

Dizem que toda boa ação será castigada. O ponto reverso é que medo de um castigo inibe uma boa ação. É que nem você vai ajudar uma velhinha a atravessar a rua e já acham que você quer sequestrar a coroa; tem vezes que nem ela mesma quer a sua ajuda. E com a atual onda de mulheres que veem machismo em tudo, o resultado acaba sendo muito sério. Sim, tem mulher que chama cavalheirismo de “sexismo benevolente”. É errado abrir a porta para uma mulher (fonte, fonte e fonte). É errado chamá-la de “dama” (lady, em inglês. Fonte). É errado, pelo visto, homens existirem. Mesmo porque tem gente louca que defende que 90% dos homens devem ser exterminados e os outros 10% só devem existir para procriação (EU NÃO ESTOU INVENTANDO!!)

Sabem qual foi o resultado disso? Homens vendo mulheres precisando de ajuda na rua e, com receio de serem processados por assédio, não as ajudam, aumentando seriamente a chance de elas morrerem por falta de assistência.

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Grandes Nomes da Ciência: Maria Mitchell

Sons de passos. Um farfalhar de tecido. A senhora entra empertigada, com o torso bem moldado pelo espartilho, com uma blusa branca com babados descendo pela gola, abotoada de acordo comas normas de decoro e um vestido que assentava bem em sua cintura, como era costume de sua época. A audiência em silêncio, o movimento da cabeça faz ondular os cachos brancos que emolduram algo prodigioso. Não a beleza, que outrora tivera, mas o mais importante era o que tinha naquela cabeça.

Amigos, que cabeça essa senhora tem! Os olhos afiados, a fala calma e pausada, com a segurança de quem sabe o que está a falar. Por mais que a sociedade de sua época propusesse coisas absurdas como a incapacidade de mulheres terem em termos intelectuais frente aos homens, todos os homens em sua audiência, e algumas mulheres ficam em silêncio quando esta senhora começa a falar de planetas, órbitas, cometas e toda a sorte de corpos astronômicos.

Esta é a aula da senhora… correção, da doutora Maria Mitchell, a primeira astrônoma profissional dos EUA.

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Grandes Nomes da Ciência: Clara Immerwahr

Olhos horrorizados viram com um esgar de reprovação o que se descortinava. Cantos da boca retorcidos, mas não tão retorcidos como pulmões sendo dilacerados por uma ameaça gasosa. Os olhos suplicam para que a loucura pare, mas ela não pare, e o pensamento “não foi para isso que eu estudei” cruzou com um ribombar de trovões pela mente brilhante. Críticas e desconfiança. Mãos suadas se esfregam no vestido impecável e pés giram nos tacões recusando que a Ciência pudesse ter um destino de causar dor, morte e desespero.

Esta é a desalentadora história de Clara Immerwahr. Mais que uma química, um lembrete que cientistas são pessoas e estão fadados a quaisquer desvios de caráter como qualquer um.

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