Um curioso eclipse do outro mundo

Eu gosto de eclipses. A humanidade toda gosta… e teme. Na China Antiga, achava-se que eclipses eram maus presságios, pois o Dragão aos poucos devorava o Sol (ou a Lua), mas os poderosos deuses os restituíam. Eles até são simples. Mecânica planetária básica, mas mesmo assim fascinam (apesar de eu ser um pobre coitado que nunca presenciei um eclipse total do Sol. Enfim!).

Marte está a 2,244 x 108 km da Terra. E lá, um solitário robozinho pôde ver a glória e o esplendor de um eclipse. Um eclipse totalmente marciano, mas sem homenzinhos verdes.

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Arqueólogos encontram uma antiga cidade escondida nas selvas do Camboja

Entre o século IX e o século XV, na região que compreende o Camboja, Tailândia, Laos e parte do Vietnã, o Império Khmer cantava de galo. No reinado de Suryavarman II, foi construído o templo principal de Angkor Wat, dando origem a uma das mais magníficas obras arquitetônicas do mundo: Angkor, sobre o qual já falamos nas bandas de cá.

Agora, arqueólogos australianos descobriram uma outra cidade do Camboja, que se manteve escondida por mais de um milênio sob vegetação densa selva. Seu nome é Mahendraparvata.

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As aves de rapina de uma tragédia

urubus.jpgA essa altura do campeonato, você já deve estar de saco cheio ler, ver e ouvir sobre o terremoto de proporções cataclísmicas ocorrido no Haiti. Milhares de pessoas morreram, o país – que por si só já vive em algo pior que uma tragédia grega – está devastado. Os hospitais tornaram-se depósitos de mortos e desesperançados. Muitos brasileiros, entre eles os militares que estavam em missão de paz e a ilustríssima Zilda Arns, perderam suas vidas lá. Não há palavras na língua dos homens, dos elfos ou dos anões que possam demonstrar terror ante o ocorrido. Mas, contudo, devemos saber quando parar, e algumas coisas estão passando dos limites.

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A conquista do Pólo Norte e os problemas de acreditar sem provas

Li um artigo de John Tierney para o The New York Times em sua coluna Findings sobre a suposta conquista do Pólo Norte por Frederick A. Cook e Robert E. Peary. O artigo era intitulado “A Clash of Polar Frauds and Those Who Believe”, que em uma tradução séria seria vertido para “Um choque de fraudes polares e aqueles que acreditam”, onde o Terra teve a delicadeza de alterar para “Chegada ao Pólo Norte em 1909 foi maior fraude da Ciência“. Claro que não perderei meu tempo com tradutores e suas manchetes bombásticas, já que eles precisam chamar a atenção e, bem, sabemos como brasileiro adora mudar títulos e o cinema é uma prova maravilhosa disso.

O artigo versa sobre como os dois exploradores arrancaram uma grana de alguns patrocinadores – o The New York Times (vamos abreviar para NYT) era patrocinador de Robert Peary, e aposto que ainda deve guardar rancor até hoje – sem que tivessem realizado absolutamente nada. O artigo menciona que isso foi “uma grande fraude na ciência”, mas que a tradução retardada do Terra traduziu como “uma grande fraude da ciência”. Aliás, é um artigo interessante, ainda mais que ele exprime algo que nós, difusores do pensamento científico, tanto adoramos: provas e evidências. E foi justamente isso que os dois pseudo-exploradores não apresentaram. Continuar lendo “A conquista do Pólo Norte e os problemas de acreditar sem provas”