No Rio de Janeiro costuma-se dizer que a diferença entre polícia e bandido é a farda. Longe de mim generalizar assim, mas eles bem que dão motivo às vezes. O caso de hoje não aconteceu hoje e sim na quarta-feira, 24/10, onde um PM resolveu que escola pública é a casa da mãe Joana (é, mas ninguém precisa saber disso) para dar esporro nos alunos, defecando e se locomovendo se tinha professor em sala.
Algemados frente ao péssimo serviço de (in)segurança pública, esta é a sua SEXTA INSANA!
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Ensinar não é pra qualquer um. Por mais que você saiba a matéria, a questão é se você sabe transmiti-la, fazendo-a o mais compressível que puder. A ficção científica nos deu muitos exemplos de professores-robôs, mas isso está longe da realidade. Asimov nos deu exemplos de professores-robôs, mas estes eram apenas gravadores que replicavam a matéria. Bem, se é pra fazer isso, não se precisa estudar nem desenvolver nenhuma tecnologia própria. Pedagogos e professorzinho formado a 3 tapas em facurdadi de esquina fazem isso quando tentam ensinar algo que está nos livros, mas qualquer pergunta de modo não-previsto pelos livros, eles engasgam. Esse tipo de gente está para o Ensino, assim como operador de telemarketing está para um atendimento decente. Mas e se fosse o contrário? E se ao invés de ensinar, o robô estivesse aprendendo junto com as crianças? É o que uma dupla de dois pesquisadores japoneses nascidos no Japão pesquisam.
Eu sempre me admirei com o MEC… No mau sentido. Que é público e notório que os epsilons que trabalham lá entendem tanto de Educação quanto meu hamster com Síndrome de Down, todo mundo sabe; mas eu já estou pensando cá comigo se é realmente vantagem ser um beta.
Mais uma vez, estamos na maravilhosa situação que é sempre “mais do mesmo”. Já estamos com os resultados do IDEB, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, referente ao ano de 2011. Ele mostra como “melhoramos” na área educacional, o que pode ser visto diariamente e todas as escolas. Sério, alguém aí só pode estar de sacanagem.
Quando o próprio Batman para e faz um facepalm, nada pode ser pior (sim, sempre pode ser pior, mas deixe-me ficar me enganando-me a mim próprio). Se antes eu tinha que tomar como juramento que a Ignorância era Força, órgãos ligada à Secretaria Estadual da Educação de São Paulo ajudam nesse quesito, como é o caso da Fundação para o Desenvolvimento da Educação que contribuiu para o desenvolvimento educacional cortando, picotando e destruindo livros e apostilas.
Uma das piores formas de exigir certo comportamento de alguém é quando você não segue o modelo, na base do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". É difícil esperar que um filho aja de forma responsável quando seus pais estão com uma vida desregrada. Da mesma forma, é fácil querer um comportamento exemplar de um cidadão respeitador de leis, quando o próprio Estado não só não respeita como estupra suas próprias leis.
Indo direto ao assunto, Jack Andraka é um burguesinho que, ao invés de estudar a moderna conjuntura sociológica e discutir o papel dos trabalhadores no processo produtivo e xingar a elite neo-liberal, fez algo um tantinho diferente: criou um método de detecção de tumores no pâncreas, melhor do que se tem atualmente. Ah, sim. Ia me esquecendo! O jovem cientista tem apenas 15 anos.
Antes de começarmos, uma promessa: eu farei de tudo para me contar nas piadinhas, já que vivemos no mundo politicamente retardado, e os imbecis se ofendem com tudo, o que eu acho muito ofensivo.
Robótica educacional é algo recente, mas não deveria ser tanto assim. Os princípios de Mecânica e situações práticas em termos de Física aplicada já deveriam constar dos nossos currículos há muito tempo. Obviamente, temos que levar em conta o aspecto que isso alienaria nossas crianças, deixando-as menos reflexivas sobre as vicissitudes filosóficas numa conjuntura babaca e sem sentido, tão amada pela escória que dita os rumos educacionais do país.