Você sabe que insulina é a substância que ajuda a controlar a sua taxa de açúcar no sangue. Você também sabe que pessoas diabéticas tem alguma zica no sistema que produz essa insulina. O que você dificilmente deve saber é que existe uma coisa chamada “resistência à insulina. Resistência à insulina é a situação louca em que a insulina que circula de boas no seu sangue, só que não faz nada. É praticamente um cunhado vindo te ajudar com a obra, mas só faz tomar a sua cerveja. Insulina é uma coisa que não basta ter, é preciso usar, e quem tem resistência à insulina a glicose não entra nas células e tecidos, ficando no sangue e – UAU! – diabetes. Tomar insulina não adianta nada, já que você não tem falta dela. Lindo caso de projeto inteligente, não?
Bem, pesquisadores não deram bola pra esse lance de projeto inteligente; dessa forma, foram capazes de reverter a resistência à insulina diabética e intolerância à glicose.
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A diabetes mellitus tipo 2 já ganhou status de “uma das grandes epidemias mundiais do século XXI”. Os crescentes índices de incidência e prevalência fazem dela um problema de saúde pública; não só em países desenvolvidos, como nos pobrinhos, muito pobrinhos, totalmente miseráveis e em países que odeiam ciência, como é o caso do Brasil.
Diabetes é uma doença que é mais séria do que as pessoas pensam. Alguns acham que é apenas uma questãozinha boba e basta controlar a quantidade cavalar de doces que comem. Uma pena que não seja tão simples. O metabolismo vai pro cacete e em muitos casos feridas dolorosas nos pés aparecem e são difíceis de tratar. 24% das pessoas com essas feridas acabarão tendo que amputar os pés; e é melhor isso do que morrer.
Diabetes é uma doença séria. Mais de um quinto da população brasileira acima dos 65 anos sofre desse mal. Os índices sobem a cada ano, ou seja, mais e mais pessoas têm a doença. Não é só um probleminha de açúcar no café da dona Creozonilda. Várias pessoas se tratam com Homeopatia, florais e até benzedeiras. Qualquer relação com o aumento absurdo dos casos e de morte não é mera coincidência.
Atualmente, ninguém tem mais algo que possa ser considerado como alimentação saudável. A não ser que você more no interior e plante as suas próprias batatas, como Mark Watney fez. Se você pensa que suquinho de caixa é mais saudável que refrigerante, se enganou. Alimentos congelados? Não, também não. O que é saudável que possa ter vindo de processo de industrialização? Bem… nada, mas você não vai virar caçador-coletor por causa disso, né?
A diabetes mellitus tipo 2 também é chamada diabetes tardia. Ela diferencia-se da tipo 1 pois esta última é devida da total ausência de insulina no corpo e, caso você tenha frequentado um colégio, sabe-se muito bem que para a tipo 1 é preciso injeções de insulina. A tipo 2 não é mais tranquilinha. Para entendermos como o inimigo se comporta, é preciso saber de onde ele veio, como apareceu e como ataca. Se não temos todas as respostas sobre como essa doença surgiu, pelo menos sabemos como ela apareceu em latinos. É o que a pesquisa sobre as mutações genéticas ocorridas em indivíduos que dariam origem a povos latinos.
Todo mundo tem amigo de tudo que é jeito, e sempre os evocamos para alguma coisa, nem que seja postagem de blog. No caso são diabéticos, daqueles bem hardcore que precisam suplemento externo de insulina, graças a injeções, afinal a Natureza é perfeita, e sempre mostra isso quando o DNA faz merda. Adultos já nem acham nada demais injetar insulina, mas isso não é algo que você queira pro seu filho, aliás, você pode ter se conformado, mas bem que gostaria de uma maneira mais simples de não ter que tomar espetadela todos os dias.
Vida de diabético é um saco.Quando não é aquela dieta regrada, com uma comida horrível e chocolate com gosto de papelão, é ter que se submeter a aplicações diárias de insulina. Para as crianças, é pior ainda, e eu não conheço ninguém louco o suficiente pra dizer que gosta de injeção. Entretanto, pelo voisto, este drama vai acabar.Cientistas descreveram uma nova insulina de ação muito rápida, registrada sob o nome comercial AFREZZA. O diferencial desta insulina é que ela é aspergida para ser tomada por via oral, semelhante às bombinhas para asmáticos. A absorção é feita nos pulmões, acelerando sua absorção, o que imita a resposta insulínica normal observada em indivíduos saudáveis.O AFREZZA está aguardando aprovação pelo FDA, órgão norte-americano que regulamenta remédios e alimentos.