Índio Mágico avisa que vai chover em época de chuvas e tira o médium da reta

Eu já postei várias vezes sobre a Fundação Cacique Engana Trouxa Cobra Coral, que se baseia nos poderes mágicos de um fantasma de índio que diz controlar o tempo. O fato de muitas vezes ele não ter conseguido prever que ia dar ruim no clima sempre passa desapercebido. O problema é que o Cacique Minhoquinha foi longe demais. Ele SABIA que ia cair uma chuvarada monstro no Rio de Janeiro e não fez nada. No máximo, avisou ao Crivella que ia ficar chovendo na época de chuvas.

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Oceanos, chuvas e clima do passado, hoje e sempre

Se você estudou num colégio decente, você aprendeu sobre ciclo da água. Se não estudou, provavelmente está perpetuando esta bobagem de “a água está acabando” e fica com receio de dar descarga, achando que cada vez que você puxar a cordinha o mundo estará próximo de virar um deserto. Claro, os sistemas pluviais e correntes oceânicas estão mais interligados do que você pensa, já que as mudanças nas correntes oceânicas no Oceano Atlântico influenciam a precipitação no Hemisfério Ocidental, e esta “ligação” está ativa há milhares de anos.

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Fundação Cacique Cobra Coral agora em Brasília para ver se chove

Brasília é um lugar estranho com gente esquisita. Normalmente, quem vai pra lá não fica legal; eu até diria que são os políticos, mas eles mesmos não ficam lá pois, segundo as palavras de Justo Veríssimo, se Brasília fosse boa, o Niemeyer moraria lá. Como vivemos no país da Pseudociência, Brasília não poderia deixar de completar o tanque de idiotice. Seu governador, Rodrigo Rollemberg, acabou de assinar mais um convênio com a Fundação Cacique Cobra Coral.

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Fundação Cacique Minhoquinha tira o fiofó da reta e coloca a culpa da chuva no motorista

Todos nós conhecemos a Fundação Cacique Cobra Coral Papagaio Vintém. Sobre os poderes mágicos da senhora dona Adelaide DingLingLIng, já cansamos de falar por aqui. Mas mais poderosos são os poderes de Iansã, Senhora das Tempestades. Quem queria ver eclipse ontem se ferrou, pois a Orixá ficou bolada que Xangô deu um balão nela e foi admirar os dotes peitorais da Katy Perry. O céus escureceram, trovões ribombaram e o mundo caiu sob a forma de uma chuvarada no meio do Rock’n Rio. OP problema é que o Cacique achava que queria apito, mas Iansã falou que ali ele não apitava nada.

E agora, Adelaide?

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Arquidiocese de São Paulo ajuda a resolver com a falta d’água: Vamos rezar!

Existem muitos mitos sobre a cidade de São Paulo. Uma delas é sua excelente culinária, sendo que os caras não sabem nem que que não se coloca purê em cachorro quente e ainda chamam biscoito de "tapa na cara". Chegaram a me falar das incríveis pizzas paulistanas, mas quando estive lá comi algo bem ruinzinho. Melhor pizza que eu comi foi em Paraty. Ponto! Aceitem o fato que as pessoas apenas são doutrinadas a achar que determinado mito é verdade universal, e acabam espalhando isso, como "São Paulo é terra de trabalhador", mas a realidade é a quantidade de manifestações no meio de dia de semana. Eu, como trabalho, não tenho tempo para manifestações.

São Paulo já não é lá muito normal (o pessoal pega uma carta e vai pra rua. Depois reclamam que tem acidentes! daqui a pouco, imprimem e-mails), e quando junta religião, ferrou! A pessoal de vestido, digo, a Arquidicocese está organizando uma procissão para pedir chuva na cidade, e assim acabar com a falta d’água. Ou seja, mais uma manifestação!

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Um guarda-chuva que funciona na base do “ai meu Buda!”

Eu adoro a China. Amo de paixão os seus produtos, seja aquelas bugigangas da Deal Extreme quanto meu iPad. Um lugar tão maneiro que os funcionários se atiram de cabeça no serviço. Mas o mais legal são as invenções que aparecem por lá. Como chuva sempre foi um problema (você não, São Paulo), uma empresa está angariando fundos no Kickstarter para a produção de um incrivel "Guardachuveitor Tabajara", usando apenas um fluxo de ar para lhe proteger das águas da chuva. O que pode sair errado?

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Uma Máquina de Fazer Chuva

Não é magia, não é o caso de índios esquisitos com poderes especiais nem caciques minhoquinhas que trabalham no Reveillon. Quando o clima seco e baixa humidade afeta a vida de muitas pessoas, é hora para apelarmos a um poder supremo. O poder do Conhecimento. O poder da Ciência.

Então, se o problema é falta de chuva, apelemos para uma máquina de fazer chover.

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Chuva Ácida pode ter sido o assassino definitivo no período Permiano

O vilão está à espreita. Não precisaram fazer a pergunta tola "o que faremos esta noite?". Um vilão que se preza não gargalha e conta todo o seu plano. Ele age. Silenciosa e cruelmente, ele dá o golpe de misericórdia, fazendo com que futuramente todos falem dele com um medo contido à força, pois sabemos que mais dia, menos dia, ele poderá reaparecer, e isso poderá ser o fim.

Há 250 milhões de anos, 95% de toda a vida na Terra foi pro ralo. Criminosos? Muitos. Quem foi o responsável? Os Detetives da Natureza tentam desvendar isso. São os cientistas e eles acharam mais uma peça do quebra-cabeças.

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Cacique Cobra Monroe foge convenientemente do convênio com a prefeitura do Rio

É fácil pegar um mentiroso. Basta deixá-lo se afogar na própria mentira, até que ele mesmo vê que não há como sustentá-la e foge como ratos de um navio afundando. Claro que na incrível necessidade de acreditar em coisas fantásticas, como sacis, santas chorando e crente capaz de provar a existência de algum milagre, vemos pessoas desistindo do raciocínio mais óbvio, justificando o injustificável; e é por isso que muitos ainda acreditarão nos poderes mágicos do Cacique Minhoquinha, digo, Chefe Ororo Coral, digo, Funcação Xavier para Médiuns Ladrões, digo, Fundação Cacique Cobra Coral, que alega poder controlar o tempo e volta e meia estabelece “parcerias” com a prefeitura do Rio de Janeiro.

Entretanto, por increça que parível, parece que o amor acabou, o sonho não saiu do forno e a Fundação ralou peito do convênio de forma muito conveniente, mediante o tempo maravilhoooooooooooooso destes últimos dias. Continuar lendo “Cacique Cobra Monroe foge convenientemente do convênio com a prefeitura do Rio”

Pistas de nossas antigas chuvas esquecidas

Olhamos para o passado mediante pistas que existem hoje, no presente. Sabemos de seres vivos que já não existem mais mediante seu registro fóssil, que pode ser desde um dente até uma pegada. Sabemos de como era a superfície do planeta mediante rochas e como era a atmosfera com a análise de amostras de gelo  retiradas da Antártida. Agora, sabemos mais ainda sobre como era a atmosfera em tempos há muito esquecidos por meio de uma coisa tão simples que mal nos damos conta quando cai, a não ser se seu maravilhoso penteado foi feito à base de chapinha: a chuva.

Mas como analisar chuva antiga?

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