Bactérias são serezinhos muito interessantes, apesar de serem maníacas psicopatas. Elas já nos acompanham desde antes de sermos humanos. Aliás, antes de metazoários aparecerem (chique falar “metazoário”, né? É o nome frescurento para “animais”). Aliás, antes de quaisquer pluricelulares botarem os pés (eu sei!) na Terra.
Pesquisa indica que as Enterococcus possuem um tatatatatataravô de 450 milhões de anos e já eram poderosos agentes infecciosos antes que animais fossem moda.
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Você conhece uma substância chamada Octaidro-4,8a-dimetil-4a(2H)-naftalenol? Não? E “Geosmina”, conhece? Deveria. É o cheiro desse composto que você sente quando chove, o chamado “cheirinho de terra” ou erroneamente pensado ser “cheiro de bactérias”. Deve ser porque esta substância é produzida pela Streptomyces coelicolor, uma bactéria encontrada no solo.
Bactérias são os seres mais estranhos, malévolos e fascinantes da Terra. Não são a forma de vida mais antiga, mas assim que surgiram, antes dos organismos fotossintetizantes, fizeram a diferença no mundo. Ainda hoje bactérias são muito importantes, desde agir como agentes decompositores até lhe dar alguma doença séria (você é apenas um traço em termos de espécie viva. Não se sinta especial).
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o seu sistema imunológico fica doido e começa a atacar você mesmo, como qualquer outra doença autoimune. Até parece que esta porcaria não foi divinamente planejada! A parte atacada é o sistema nervoso periférico, levando à inflamação dos nervos, o que provoca fraqueza muscular.
Ar poluído é uma bela bosta. Não é agradável cheirar aquelas coisinhas lindas como enxofre, monóxido de carbono, carbono finamente dividido, chuva ácida e, dizem, tem até monóxido de diidrogênio! Achou ruim? Bem, sempre pode (e vai) ficar pior. Uma pesquisa mostrou que o ar da China não só tem Química no ar poluído como tem Biologia também: Aquela porcaria está cheia de bactérias, traços de DNA, genes e se bobear tem as cinzas do pequeno Ping que não cumpriu a sua cota na Foxconn!
Por mais que avança o nosso conhecimento, ainda ficamos presos a ideias tortas sobre pesquisa científica, Algumas acabam criando proposições totalmente infundadas, e alguns mitos, seja lá de onde vieram, acabam se perpetuando, por mais que informemos que aquilo não existe. Ideias como só usamos 10% do cérebro, a regra dos 5 segundos, lemingues se suicidam, vacinas causam autismo e que a água muda de estrutura mediante o estado emocional de quem estiver por perto ainda são contados e replicados, mesmo quando falamos que não há nenhum embasamento.
Pseudomonas não são uma única espécie de bactérias, mas um gênero inteirinho delas. Eu poderia falar sobre serem bactérias gram-negativas e blábláblá, mas para isso existe Wikipédia, e se você não for pesquisar mais a fim de aprender sobre elas, tão-somente fica evidenciado sua preguiça. Eu tenho mais coisas para falar aqui.
Bactérias são um sucesso evolutivo. Demandam poucos recursos, alta taxa de reprodução e mutação e são capazes de resistir às provas determinadas por Darwin. Se uma cai, sempre sobra uma mais forte, que se multiplicará rapidamente, formando novas colônias e prontas para lhe ajudar ou ferrar seu dia de vez.
Tuberculose sempre foi um problema sério e responsável pela morte de milhões de pessoas. Contraiu tuberculose, podia encomendar o caixão. Era um destino inexorável, definitivo, usado em várias obras literárias para determinar que aquele personagem ia morrer de qualquer jeito, e a história teria que se dar naquele ponto até seu fim último. Desde Floradas na Serra até o filme do Moulin Rouge (que nada mais é que uma versão da Dama das Camélias).