Um experimento de 68 mil gerações e como evolução dá as caras

Olhos perspicazes olham para outro mundo. Este observador viu mudanças inteiras, fantásticas, incríveis. Os seres observados ignoram aquela presença, mas se sequer fossem capazes de imaginar, com certeza, o chamariam de “divindade” ou um Celestial. Desde o alvorecer até o desenrolar da pré-história, o Observador, calmo e paciente, vê as suas crianças se desenvolvendo. Um dia formarão cidades e inventarão a escrita? Pouco provável, mas o Observador apenas anota o tempo mediante a sua escala de vida, o que parece éons e éons para aqueles lá observados.

Não estamos falando de Uatu, o Observador, mas de Richard Lenski, o pesquisador que conduz o mais longo experimento em Evolução realizado até agora.

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Ancestrais de bactérias já eram hiperresistentes antes de aparecerem animais

Bactérias são serezinhos muito interessantes, apesar de serem maníacas psicopatas. Elas já nos acompanham desde antes de sermos humanos. Aliás, antes de metazoários aparecerem (chique falar “metazoário”, né? É o nome frescurento para “animais”). Aliás, antes de quaisquer pluricelulares botarem os pés (eu sei!) na Terra.

Pesquisa indica que as Enterococcus possuem um tatatatatataravô de 450 milhões de anos e já eram poderosos agentes infecciosos antes que animais fossem moda.

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Bactérias sem senso de camaradagem produzem substâncias antibacterianas

Bactérias são uma constante em nossa vida, seja para o bem ou para o mal. Algumas bactérias são patogênicas e isso significa que fazem um mal desgraçado. Vírus não são nada perto de uma bactéria daquelas bem motherfucker. A nossa pele está lá, cheinha de bactérias, sendo que larga maioria pode viver na pele humana sem prejudicar o hospedeiro, mesmo porque isso seria uma atitude burra do parasita, e nós sabemos o quanto tudo foi divinamente planejado, né?

Agora, pesquisadores estão atrás dessas colônias de bactérias que não só não nos prejudica, como ainda produzem substâncias antimicrobianas.

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A fantástica viagem de um micromotor caçador de bactéria

Eu gosto de motores. Não aquelas porcarias como os dos carros da Tesla Motoros. Meh, que graça tem aquilo? (Eu quero um! Me deem de presente. Dane-se se estou me contradizendo. Eu abrigo multidões!) Motor maneiro são motores de um pentelhonésimo de milímetro. Um motor inteiro que pode estar dentro do seu corpo e pronto para impulsionar alguma nave que possa fazer uma viagem fantástica.

Cientistas adoram pesquisar motores em escalas micronanicas. Então, cientistas japoneses (não façam relações sobre a anatomia deles) criaram motores em nível celular, movidos a peróxido de hidrogênio. Legal, né?

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Aroeira é ótima contra bactérias malvadonas

A aroeira é uma árvore bem conhecida no Brasil, sendo algumas espécies conhecidas como aroeira-pimenteira ou Pimenteira do Peru (o país), mas tem muito pouco a ver com as pimentas que colocamos no acarajé bem quente e que ferra com a vida dos desavisados. Ela é rica em tanino, empregada nos curtumes, além de ser usada como forragem, fermentação para se fazer vinagre e bebidas alcoólicas e usada para a limpeza de pele, além de possuir ação bactericida.

Aliás, é exatamente esse o motivo da pesquisa que vou contar pra vocês. Senta aí que titio vai falar de uma espécie invasora.

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Encontradas bactérias velhas, mas imunes a antibióticos modernos

Bactérias são os seres mais estranhos, malévolos e fascinantes da Terra. Não são a forma de vida mais antiga, mas assim que surgiram, antes dos organismos fotossintetizantes, fizeram a diferença no mundo. Ainda hoje bactérias são muito importantes, desde agir como agentes decompositores até lhe dar alguma doença séria (você é apenas um traço em termos de espécie viva. Não se sinta especial).

Agora cientistas descobrem algo bem interessante: o que pode ser a cepa de bactérias mais resistente do mundo, inclusive aos antibióticos mais poderosos. Só coisa pra comemorar, né?

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Relógios, átomos e bactérias. Mas Evolução não existe!

Estamos no ano de 2050. Bactérias matam a cada 3 segundos. Os antibióticos pouco conseguem fazer, já que, em contrapartida, novas cepas aparecem, e já nascem resistentes a eles. a Ciência luta bravamente, mas parece que estamos perdendo a guerra. Era uma briga tão selvagem que o Reino Unido tinha um órgão que respondia diretamente ao Primeiro-Ministro e era responsável por estudar resistência microbiana, o Review on Antimicrobial Resistance. Seus relatórios alertavam sobre o uso disseminado e irresponsável de antibióticos. Pensávamos que eles eram nossos amigos, mas não. Até mesmo desinfetantes eram inimigos silenciosos.

O Review on Antimicrobial Resistance alertou que até a presente data, bactérias estariam tão fortes que sairiam matando geral. Hoje, 11 de setembro de 2050, vemos que as previsões eram otimistas. Onde perdemos o fio da História?

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As estratégias de ataque de bactérias que usam armas químicas

Bactérias são um sucesso evolutivo. Demandam poucos recursos, alta taxa de reprodução e mutação e são capazes de resistir às provas determinadas por Darwin. Se uma cai, sempre sobra uma mais forte, que se multiplicará rapidamente, formando novas colônias e prontas para lhe ajudar ou ferrar seu dia de vez.

O que pouca gente sabe é que bactérias, assim como o Império, contra-ataca. Para tanto, ela faz uso de “arpões moleculares”, uma secreção que age contra aqueles que a virem como banquete. Mas como é isso?

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Bactéria é capaz de transformar monóxido de carbono em combustível

Biocombustíveis é sempre algo lindo de ser lembrado, mas muitas vezes difíceis de se obter. Uma coisa é usar etanol, que é facilmente obtido de cana de açúcar, beterraba ou milho. Daí vamos pro biodiesel e a coisa complica. Não seria legal se puséssemos lindíssimos seres biológicos trabalhando mais pela gente, produzindo combustíveis de coisas que poderiam nos matar? Pois, eu sabia que você ia concordar.

Agora, um grupo de pesquisadores resolveu aproveitar as propriedades X-Men de certos micro-organismos para que eles sejam capazes de fabricar combustíveis a partir de monóxido de carbono.

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Bactéria do bem protege contra mosquito que transmite Zika e Chikungunya

Bactérias e vírus se estranham desde sempre. Entretanto, nenhuma bactéria anda na moda como os vírus do Zika e do Chikungunya, apesar de ter umas bem piores por aí. Enquanto estes vírus acabam com o dia das pessoas e o médico simplesmente diz que é “virose”, nossa melhor arma pode estar numa daquelas bactérias boazinhas, que podem nos ajudar a combater estes malvados.

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