Algum safadinho anda jogando mais CFC na atmosfera. Todo mundo olhando pra China

Quando eu era garoto, começaram a falar do CFC, o cloro-flúor carbono. Aquele gás usado em geladeiras, ar-condicionado e até no colorjet que usam para pixar muro ou nos sprays de inseticidas etc. agora, o CFC nos sprays é praticamente inexistente, mas alguns lugares estão pouco se importando com isso. Um desses lugares é a China, o lugar em que os níveis de CFC aumentaram em quase 8.000 toneladas.

Mas o seu canudinho de refrigerante é que ia acabar com o mundo!

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Céus e Terra de um pequeno grande planeta

Olhe pra cima, veja o céu. As brancas nuvens passando pelo tapete azul, o entardecer e a miríade de estrelas pontilhando cada centímetro quadrado da abóbada celeste. Você pode até se cansar logo. As coisas não são muito rápidas, sabe? Nossa escala de percepção de tempo não acompanha fenômenos que parecem demorar por horas com poucas mudanças. Nosso planeta também é bem grande, não permitindo que possamos ver tudo em volta. Chega-se a ficar com inveja do solitário morador do asteroide B-612.

Por sorte, temos Ciência e Tecnologia para prover isso. Continuar lendo “Céus e Terra de um pequeno grande planeta”

Empresa cria tecnologia incrível para sequestrar CO2 da atmosfera. Árvores ainda mais baratas e eficientes

Eu adoro essas ações de “conscientes” prontas a salvar o mundo. E como bem sabemos, muitas dessas “ações” são basicamente uma forma de arrumar dinheiro dando um balão no Imposto de Renda; e isso vale para todo lugar, não só no Brasil. Assim, uma empresoca canadense – que os jornaleiros frisaram ser “financiada pelo bilionário americano Bill Gates”, mas omitindo que a Fundação Bill & Melinda Gates financia inúmeros projetos, sendo a maior organização filantrópica do mundo – veio com lero-lero alegando ter inventado uma tecnologia capaz de remover o CO2 do ar a preços acessíveis.

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Os tapetes de nuvens cobrindo as montanhas

Nuvens são o tipo de coisa subvalorizadas. Eu as acho fascinantes. Para alguns são apenas um amontoado de vapor d’água, mas erram duas vezes. Primeiro, nuvens não são vapor d’água, mas água no estado líquido em suspensão na atmosfera. Em segundo lugar, nuvens nunca são iguais umas às outras. Suas diferentes formações características a fazem ser encaradas como entidades distintas.

Phil Plait, o Astrônomo Mau, também gosta de nuvens. Assim que ele viu a formação de algumas quando estava nas Montanhas Rochosas, resolveu fazer um time lapse. A recompensa foi grande.

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Hubble descobre planetão gigante com estratosfera quente feito diabo

Ele está velhinho, mas ainda dá no couro, fazendo a alegria de muita gente. Não, não estou falando do seu Antenor, 70 anos, 32 filhos, o mais novo com 7 anos. Estou falando do Telescópio espacial Hubble, que está de olho em tudo pelo Universo afora (ok, ele não fica tomando conta da vida do seu Antenor). A mais recente descoberta é num exoplaneta. Não que exoplanetas sejam mais novidade (tá bem, são!). mas o interessante foi o que foi descoberto num exoplaneta: a comprovação de uma estratosfera.

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As mudanças sazonais do CO2

O CO2 é um gás que afeta absurdamente o clima global. Assim, é muito importante monitorá-lo, e mapear os dados de forma a termos uma visão tridimensional de alta resolução das concentrações globais deste gás.

O vídeo mostra dados de 1 de setembro de 2014 até 31 de agosto de 2015. A visualização foi criada usando a saída do sistema de modelagem GEOS, desenvolvido e mantido por cientistas da NASA. A altura da atmosfera e da topografia da Terra foram verticalmente exageradas e aparecem aproximadamente 400 vezes acima do normal para mostrar a complexidade do fluxo atmosférico.

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AIRS: De olho na atmosfera, clima e no planeta como um todo

O Atmospheric Infrared Sounder (AIRS) é um dos seis instrumentos a bordo do satélite Aqua da NASA, lançado em 4 de maio de 2002. O instrumento é projetado para apoiar a pesquisa climática e melhorar a previsão do tempo, observando os ciclos globais de água e energia, variações e tendências climáticas e a resposta do sistema climático ao aumento dos gases de efeito estufa.

Trabalhando em conjunto com o instrumento de análise de micro-ondas (o Advanced Microwave Sounding Unit – AMSU-A), o AIRS usa tecnologia infravermelha para criar mapas tridimensionais de temperatura do ar e da superfície, vapor de água e propriedades de nuvem. AIRS também pode medir vestígios de gases de efeito estufa como ozônio, monóxido de carbono, dióxido de carbono e metano.

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As falhas que dizem de onde vem o metano natural

Geologia é uma coisa meio complicada. Não é uma questão apenas de ficar observando pedrinhas (nesse momento, geólogos querem me matar), mas um estudo que deve analisar todo tipo de formação rochosa e datá-las. É um processo longo e complicado. Longo até mesmo para padrões de uma ciência que trabalha com um histórico de milhões e milhões de anos.

Entender as rochas é entender até como viemos parar aqui, bem como isso influenciou nosso mundo, nossa civilização. Emissões de metano afetam nosso planeta, por ser um poderoso gás de efeito estufa, já que ele chega lá em cima e se transforma em dióxido de carbono e aí a caca está feita. Muito dessa informação é obtida apenas datando rochas.

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Quanto oxigênio havia há 1,4 bilhão de anos?

O oxigênio bem mostra como a Química está pouco se importando com o resto. Primordial para uma guinada evolutiva, o oxigênio, este sacaninha, foi o responsável pela primeira grande extinção, quando organismos fotossintetizantes começaram a produzi-lo em larga escala. Só que a Seleção Natural dá, a Seleção Natural tira. O oxigênio é um gás extremamente oxidante (d’Oh!) e, por causa disso, ataca tecidos, degrada proteínas e manda seres vivos pra vala, na paz do Nosso Senhor Design Inteligente. Tempo passou e a Seleção Natural selecionou naturalmente aqueles que tinham condições de viver em uma atmosfera rica de oxigênio.

Normalmente, pensa-se que a ascensão dos animais na Terra se deveu às grandes quantidades de oxigênio, mas uma pesquisa recente mostra que muitos antes dos animais surgirem, já havia oxigênio suficiente para sustentar vida animal. Se eles só surgiram milhões de anos depois, é outra história.

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Pesquisa estuda técnica de congelar gás carbônico para não mandá-lo para a atmosfera

Diferente do que ministros de Ciência e Tecnologia de países que odeiam a ciência pensam, aquecimento global existe, é fato, e não é porque você redigiu lei contra inovações tecnológicas que a verdade deixará de existir. Temos gases de efeito estufa sendo jogados às toneladas na atmosfera, além de solo permafrost recheadinho com gás metano, que também é agente de efeito estufa, e mesmo que não fosse, ao subir as camadas superiores ele acaba sendo detonado, virando CO2.

Mas e se invertêssemos o processo? E se nós congelássemos o gás carbônico produzido pelas indústrias, afim, não só removê-lo da atmosfera, mas para reaproveitá-lo, também.

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