Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria

A mulher que enverga a roupa branca olha pelas lentes de seus óculos a peça de vidro. Uma simples peça de vidro com tampa. Dentro daquela peça de vidro que também tem uma tampa de vidro tem… coisas… coisas vivas. Minúsculos seres que farão a diferença no mundo. Seres responsáveis por alimentar países, erguer nações, acabar com a fome. A mulher do jaleco branco pousa a peça de vidro que é o pequeno universo que ela ajudou a criar, mas ela não é uma mulher qualquer. É alguém paciente, convicta, insistente, e por longas décadas ela logrou o seu intento. Não, ela não é uma mulher qualquer, ela é uma cientista. Ela é Mariângela Hungria. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Mariângela Hungria”

Os incríveis nanoscópicos macarrões

O mundo foi forjado por químicos (com eles a oração e a paz). Tudo é Química e apenas nós, químicos, temos o PODER de controlar tudo. Físicos são ótimos para fazer continha (“não é bem assim” – Matemáticos), mas só químicos são… bem, químicos, e isso é bastante a ser dito. Somos capazes de muitas proezas, até mesmo de fazer o menor macarrão do mundo!

Nanofibras feitas de amido são produzidas pela maioria das plantas verdes para armazenar o excesso de glicose. Estas estruturas são promissoras e podem ser usadas em bandagens para auxiliar na cicatrização de feridas, podem ser usadas como “andaimes” para regeneração óssea e para administração de medicamentos. No entanto, elas dependem do amido sendo extraído de células vegetais e purificado, um processo que requer muita energia e água. Quem se não químicos poderiam fazer tal maravilha? Continuar lendo “Os incríveis nanoscópicos macarrões”

O Pão: o alicerce dourado da Civilização Egípcia

Nas margens férteis do Nilo, onde a história da humanidade ganhou alguns de seus capítulos mais fascinantes, um alimento simples, mas poderoso, reinava supremo: o pão. Na Antiguidade, o pão não era apenas um item na mesa de refeições; era o coração pulsante de cada civilização, o combustível de impérios e o fio que costurava o tecido social das culturas mais duradouras da história; entre elas, o Egito. Continuar lendo “O Pão: o alicerce dourado da Civilização Egípcia”

Mercúrio: das usinas de carvão para nossas mesas

O debate em torno dos impactos ambientais das usinas de energia a carvão ganha uma nova dimensão com um estudo que investiga o caminho do mercúrio, um metal tóxico, desde essas instalações até os peixes que acabam em nossas mesas. Um estudo revela uma conexão preocupante entre as emissões de mercúrio das usinas de carvão e a presença desse metal nos alimentos que consumimos. Continuar lendo “Mercúrio: das usinas de carvão para nossas mesas”

Pesquisa mostra o óbvio: não é porque você é vegetariano que isso lhe garante boa saúde

Claro, você ouviu que a alimentação vegetariana é muito melhor, certo? Que alimentação vegetariana não tem problema nenhum. Ok, te enganaram. Satisfeito? Péra, você acreditou? Eu também acreditava que espelhos atraíam raios, coisa que eu parei de acreditar depois das aulas de Ciência no colégio na sexta série.

Uma recente pesquisa demonstrou que alimentação vegetariana não significa alimentação saudável.

Continuar lendo “Pesquisa mostra o óbvio: não é porque você é vegetariano que isso lhe garante boa saúde”

Agricultura orgânica não resolve problema da fome e ainda prejudica meio-ambiente

Você está aí comendo sua saladinha feita com produtos orgânicos que comprou no Carrefour. Já começa que muitas vezes eles não são orgânicos, só são vendidos assim para cobrarem mais caro. Mas, claro, você não sabe disso. Você só quer uma alimentação mais saudável, pensando no meio ambiente, pois a produção orgânica é mais ecológica, certo?

Errou, otário! Uma recente pesquisa mostrou que cultivo de alimentação orgânica libera muito mais gases de efeito estufa do que as práticas inicialmente reduzidas

Continuar lendo “Agricultura orgânica não resolve problema da fome e ainda prejudica meio-ambiente”

Vai andar de bicicleta? Coma batata

Eu me lembro de ter chegado no trabalho uma vez e a mulherada comentando animada sobre algo incrível que ajudava no controle de peso blábláblá… vocês sabem. Eu perguntei o que era, e me responderam que eram incríveis pílulas de gelatina. Não eram lá baratas (cerca de 30 reais), mas eram eficientes, pois as proteínas contidas nas pílulas saciavam a vontade de comer (o que é verdade, proteínas fazem isso). Eu perguntei por que compravam algo custando 30 reais quando uma caixa de gelatina custava um real e fazia o mesmo efeito, tendo até sabor, e quem não quisesse, tinha gelatina sem sabor.

Me xingaram, óbvio.

Uma pesquisa descobriu coisa semelhante: ao invés de vagabundo se encher com esses “géis (plural de gel, antes que perguntem) de carboidrato”, deveria comer uma colher de purê de batatas (não no cachorro quente, pois isso é coisa de paulistenses, que confundem biscoito com tapa na cara), que faz o mesmo efeito em manter os níveis de glicose e melhora o desempenho em atletas profissionais.

Continuar lendo “Vai andar de bicicleta? Coma batata”

Precisando de ajudinha pra comer? Chame o MaNuEL

Envelhecer não é legal. Esse negócio que se sente melhor, a vida começa aos 50 blábláblá é ótimo, mas quando seu plano de saúde é ótimo e você tem gente cuidando de você. No mais, é uma droga. E se você é daqueles que é solteiro, divorciado, separado, viúvo e mora sozinho, a tendência de sofrer de desnutrição é altíssima. Mais e mais pessoas idosas sofrem de desnutrição.

Mas espere! Uma pesquisa mostra que pessoas (tanto homens quanto mulheres) são casados tendem a cuidar melhor de si mesmos, assim como aqueles que têm dificuldade em andar e/ou subir escadas, ou que acabaram de voltar do hospital, também são mais propensos a sofrer de desnutrição do que outros da mesma idade.

Continuar lendo “Precisando de ajudinha pra comer? Chame o MaNuEL”

Grandes Nomes da Ciência: Kathleen Drew-Baker

O casal está em casa. É sábado e a noite está convidativa para ficar em casa. Obviamente, não tem nada na TV que preste, mas com serviços de streaming e a Locadora do Paulo Coelho, basta escolher um filme qualquer para passar. Seria legal pedir alguma coisa, né? Claro! Comida japonesa? Pode ser. A encomenda é feita e algum tempo depois chegam os sushis, os temakis e outras iguarias. Algo trivial e comum, mas pratos como sushis e temakis só são possíveis de fazer graças a um tipo particular de alga. E essa alga só é possível graças a uma mãe zelosa.

Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Kathleen Drew-Baker”

Japonês, abra o olho: Molho shoyu no Brasil tem mais milho que soja!

Você deve ser daqueles que curte uma comida japa, né? E, claro, os dois melhores acompanhamentos são o molho agridoce e o molho shoyu. Na verdade, não existe um molho shoyu. Temos o koikuchi shoyu, ou molho shoyu comum; o Usukuchi shoyu, que leva 10% a mais de sal do que o shoyu comum; temos o tamari shoyu, um molho com sabor mais intenso; há o saishikomi shoyu, fermentado no próprio molho, sem levar sal; e temos o shiro shoyu, mais claro e mais leve que o usukuchi shoyu, acabando por ter um sabor mais doce. Sabe qual deles que vem no seu pedido, naquelas porcarias de sachês? Pois é. Nenhum.

De acordo com pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, das 70 marcas analisadas, a maioria delas contém menos de 20% de soja. O que vocês colocam no seu sushi é molho de milho, mesmo!

Continuar lendo “Japonês, abra o olho: Molho shoyu no Brasil tem mais milho que soja!”