Malba Tahan é um dos melhores exemplos do que já tivemos em termos de excelência. Vemos como nossa literatura infanto-juvenil era incrível, bem longe dos Pedro Bandeira de hoje ou, benzo-me, Ana Maria Machado. Viajamos por desertos, oásis, odaliscas, sheiks, príncipes, guerreiros, mercadores, vilões, bandidos, sultões, vizires e simples professores. ele mostra a época de ouro de nosso ensino, quando colégios públicos eram referência em qualidade. Era a época que alunos aplicados e professores bem remunerados faziam as suas partes, mas que hoje é mal visto. Aquela era a época que engenheiros davam aula e pedagogos não se metiam no processo de ensinar. Hoje, isso é apenas uma sombra perdida nas brumas do tempo, e o Homem que Calculava é algo digno de ser
Como seria Malba Tahan visto hoje?
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Olá, pessoal! Aqui vamos para maiores informações da sonda espacial que o Brasil, O BRASIL!!!!, está prestes a lançar. Daremos informações com exclusividade, entenderemos os detalhes, as minúcias e conversaremos com técnicos ligados diretamente ao projeto.
Eu francamente não entendo certas coisas na política, apesar de entendê-la muito bem para que ela serve (servir de lugar para políticos existirem e retroalimentar-se). No Reino Unido não é diferente e se alguém aqui é ingênuo em pensar que governos e governantes (seja em qual esfera for) estão preocupados com o povo, sugiro que pense duas vezes. No caso, a notícia que a Inglaterra está travando uma guerra silenciosa internamente. Por quê? Por causa do elevado número de muçulmanos idiotas que insistem na discriminação de gêneros, onde alguns defendem que homens e mulheres deveriam se manter separados durante as aulas, palestras etc.
Já me perguntaram por que eu não me dediquei à Ciência, se gosto tanto dela. A resposta é simples e emocionante: não sou uma pessoa pura, boa e paciente. Eu vi de perto como funciona o meio acadêmico no Brasil e concluí que era preferível trabalhar em loja de presentes no meio da 25 de março em pleno Natal. Quando se trabalha num lugar como o Museu Nacional e vê o pessoal quase saindo na porrada por causa de um litro de álcool, você vê que há algo de errado (na verdade, quem estava brigando eram os estagiários, pois os senhores, professores, doutores do cacete a quatro não iam trabalhar. Só apareciam no fim do mês para assinar o ponto).
Eu acredito na liberdade das pessoas de acreditarem ou desacreditarem no que quiserem. Não quer acreditar na indústria farmacêutica? Por mim, está ótimo. Não tome remédios, mas deixem seus filhos fora disso. Muitos sites de ateus-de-fim-de-semana ficam fazendo balbúrdia que todo mundo deve deixar de ter religião ou acreditar em deu(es). Por mim, o cara pode acreditar em Javé, fadas, gnomos ou que existem políticos honestos. Agora, alguns idiotas forçam a barra com esse lance de acreditar.
Há um texto clássico do Widson Porto Reis, dono do finado blog Dragão da Garagem em que ele questiona como era endêmica a presença da Pseudociência nas universidades. A princípio, particulares, mas isso é um show à parte e eu sei como é que funciona lá, já que fui professor de uma (não me orgulho disso, por isso que ralei peito). E como estão nas universidades públicas? Sim, porque o bando de manés adora encher a boca para falar que estuda(ou) numa federal. Isso significa algo? Como anda a ciência no Brasil?
A capacidade das pessoas em insistirem numa fantasia é algo digno de pena. Da mesma forma que enquanto o filho está moribundo a mãe se apega a incenso, mandinga, velas, simpatias, padres, pastores, rabinos, pais-de-santo, videntes, rezadeiras e receitinha da revista Cláudia, achando que o moleque terá seu câncer em estado terminal regredido e que médico não sabe de nada, as pessoas se apegam a ideias de como o Brasil é um país lindo e maravilhoso, uma terra de leite e mel, com os melhores índices educacionais do mundo que, apesar de estar longe de ser perfeito, tem melhorado bastante.
O mundo de Hades anda enlouquecido. Daí, mandam tudo para o Brasil, o lugar onde distribui-se Bíblias em escolas, queima-se livros de verdade, homeopatia é especialidade médica, prefeituras fazem parcerias com entidades mágicas harrypotterianas, institutos de pesquisa médica usam cromoterapia, astrologia é profissão e cientistas são despejados que nem inquilino cachaceiro.
Não, não sou zumbi cracudo, nem acertaram a minha cabeça com uma marreta. Eu não estou inventando. Em Jundiaí, o prefeitosco sancionou uma lei que proíbe experimentos com animais vivos. A sugestão? Usar bonecos!
Sabemos bem onde estão as boas intenções: é um lugar quente, cheio de bandidos, ladrões, assassinos, políticos corruptos, advogados de porta de cadeia, gente que joga lixo na calçada e é administrado pelo Eduardo Paes.